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6/10/2018

Mundial de Futebol México 86 - Caderneta de cromos



O Campeonato do Mundo em Futebol, edição de 2018, a realizar na Rússia, está prestes a começar e a selecção portuguesa voltará a marcar presença, o que faz com regularidade desde a edição de 2002. Neste contexto, mas numa viagem ao passado, trazemos à memória o mesmo campeonato mas na edição de 1986 realizada no México. A selecção portuguesa esteve presente mas com uma participação de má memória, tanto desportivamente, em que não passamos da fase de grupos, como ao nível da organização e de indisciplina, uma situação que ficou conhecida como Saltillo, no que tem sido considerada como uma das páginas negras do nosso futebol. Portugal até começou bem a prova, com uma vitória sobre Inglaterra, golo de Carlos Manuel, mas as derrotas contra a Polónia (0-1) e Marrocos (1-3), ditaram a sorte e agravaram a tal má imagem. O campeonato veio a ser ganho pela Argentina que derrotou na final a Alemanha por 3-2.

Mas deixando de lado essa triste participação, a propósito dessa edição no México, que de resto já havia recebido a prova em 1970, foram produzidos muitos produtos de merchandising associados ao evento, nomeadamente colecções de cromos. E, numa altura em que ainda não estavam em moda os monopólios e exclusivos, foram várias as editoras a lançar no mercado algumas colecções, nomeadamente a brasileira Editora Morumbi, com uma bela cadernetas, com muito boa qualidade gráfica, em Portugal patrocinada pelas marcas Corte Inglês e Triple Marfel, que vestiram e equiparam a selecção nacional, baptizada de "Os Infantes".

Como atrás se disse, esta colecção foi editada em Portugal pela Editora Morumbi, no entanto certamente sob licença da Panini, já que na realidade para outros países a editora da mesma colecção é precisamente a Panini. Mas não deixa de ser surpreendente esta situação já que na edição da Morumbi não aparece qualquer referência de direitos à Panini.

A selecção portuguesa lá está representada, tanto na contra-capa (imagem abaixo) como nos cromos individuais (16), a saber: Bento, Damas, João Pinto, Venâncio, Frederico, Morato, Inácio, Veloso, André, Sousa, Jaime Pacheco, Carlos Manuel (autor do célebre e monumental golo na Alemanha e contra a respectiva selecção, em 16 de Outubro de 1985) que na última jornada nos deu o apuramento), Futre, Gomes, Diamantino e Jordão. O seleccionador era José Torres, o "Bom Gigante".

Uma fantástica equipa, com jogadores de excelência mas que, infelizmente, numa época em que por cá grassava muito amadorismo na condução do futebol de selecções, ficaram muito aquém das expectativas. De algum modo, o caso Saltillo serviu de exemplo e emenda e hoje em dia podemos apontar muitos defeitos e vícios à Federação Portuguesa de Futebol, mas não seguramente no aspecto de organização e criação de condições para as diferentes selecções, no que tem dado frutos.

11/26/2016

Caderneta de cromos de futebol - 261120161

 

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História e Figuras do campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão – 1955-1956

Uma das interessantes cadernetas de cromos de futebol da década de 50, editada pela APR – Agência Portuguesa de Revistas. Foi pena que esta editora não tivesse dado muita atenção às cadernetas de cromos no tema futebol pois as que editou tiveram sempre uma qualidade acima da média do que era corrente na época. Mesmo assim deixou para a História cerca de uma dezena de títulos dos quais este terá sido o primeiro.

Uma das razões para tão escassa produção neste sector específico do coleccionismo, poderá estar no facto das suas colecções fugirem da norma da altura, com cadernetas associadas a casas de confeitarias com preços de venda muito baixos o que as tornava acessíveis aos consumidores da época, no geral pouco ou nada endinheirados, em que todos os tostões eram contados. Por conseguinte, para além da guloseima, sempre apetecível por mais modesta que fosse, a rapaziada coleccionava os seus ídolos da bola com poucos tostões e ainda com a sempre desejada possibilidade de calhar em rifa um brinquedo ou mesmo uma bola. A qualidade gráfica na época não era de todo tido em conta na hora de investir no quiosque na cidade ou na tasca e mercearia da aldeia.

7/25/2016

10 anos de nostalgias

É verdade! Parecendo que não, completam-se hoje 10 anos de Santa Nostalgia. O primeiro post está datado de 25 de Julho de 2006, dedicado aos velhinhos cromos dos "bichinhos", dos rebuçados Vitória. Ainda na mesma data, a abrir, a apresentação do Blog, que ainda se mantém actualizada nos objectivos e propósitos.
De lá para cá, com maior ou menor regularidade, foram mais de 1100 artigos, a maior parte deles a recordar e reviver memórias de outros tempos, centradas essencialmente nos anos 60, 70 e 80.
A data e a ocasião justificariam agora um blog remodelado e com uma nova imagem, mas temos tido problemas no editor de modelos do Blogger, que ninguém tem conseguido resolver, o que tem inviabilizado as mexidas. Exportar o blog para outra plataforma, até mesmo para o Sapo, seria uma solução mas todo o processo, devido ao grande volume de fotografias, é complicado e moroso e daí ainda não termos tomado essa opção. Sendo assim por enquanto a coisa vai rolando desta maneira e entretanto ver-se-á.
Neste dia especial deixamos um agradecimento especial a todos os habituais visitantes e subscritores.




4/21/2016

Penalty–Caderneta de cromos de futebol

 

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Hoje trago à memória uma das emblemáticas colecções de cromos de futebol dos anos 70, concretamente a "Penalty", uma edição da Sorcácius referente à época 77/78.
Com uma formato aproximadamente A4, é composta por 272 cromos, incluindo emblemas, treinadores e equipas da II Divisão (zonas norte, centro e sul. Tem ainda os cromos extra do Gomes do F.C. do Porto e Néné do Benfica referentes ao 1º e 2º classificados na lista de melhores marcadores da época anterior que, recorde-se, foi ganha pelo Benfica seguido do Sporting e F.C. do Porto (que viria a ganhar os próximos dois títulos (77/78 e 78/79).
A capa é composta por uma fotografia de um Benfica-F.C. do Porto, vendo-se Bento imponente a defender uma bola nas alturas.
Na contra-capa estão estampadas as equipas do Benfica, campeão nacional da I Divisão, Marítimo, campeão da II Divisão e Futebol Clube do Porto como vencedor da Taça de Portugal.
Esta colecção tinha um número de série na capa que habilitava, pelo lotaria do S. João no ano de 1978,  a vários prémios nomeadamente um moderna bicicleta casal, com mudanças no quadro, um órgão musical electrónico Bontempi e uma modernaça máquina fotográfica Anny 35. Como curiosidade, atente-se abaixo no grasso erro na descrição da bicicleta, com “volucidade” em vez da forma correcta “velocidade”. Acontece.

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9/27/2013

Nacional – Corn Flakes

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- Cartaz de 1984

Neste cartaz é anunciado o concurso “Ganha Prémios”  complementado com  mais prémios que saíam na colecção de cromos “O Mundo Prodigioso dos Animais” da Disvenda.

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- Outras memórias sobre os Corn Flakes da Nacional: LINK

9/26/2013

Disvenda – Mundo de sonhos e fantasias

 

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Que se saiba, já não existe enquanto tal, mas a Disvenda, L.da, com sede em Odivelas, foi, porventura, uma das mais profícuas empresas ligadas à edição de colecções de cromos, de brinquedos e bonecos relacionados ao mundo infanto-juvenil, sobretudo nas temáticas de banda desenhada e séries de animação.

Nesse sentido, a Disvenda prestou um largo e profundo contributo para o enriquecimento do imaginário infanto-juvenil de muitos portugueses, entre os quais me incluo.
Não temos dados que indiquem com rigor a data da sua fundação e extinção, mas foi sobretudo durante a década de 80 que produziu a larga maioria dos seus artigos.

As suas colecções de cromos abordavam naturalmente o tema do futebol, com algumas verdadeiramente originais face à larga oferta de várias editoras concorrentes, mas editou também um grande número de colecções relacionadas às séries de animação que íam sendo êxito na televisão da época, mas também algumas de cariz didáctico. Esta versatilidade só encontra paralelo actualmente com a internacional Panini.

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Algumas das colecções de cromos da Disvenda:

 

A Volta Ao Mundo Com Willy Fog
Abelha Maia
Artes Marciais
As Aventuras Da Abelha Maia
As Aventuras De Tom Sawyer
As Minhas Casinhas E Os Seus Habitantes
As Regras De Transito
As Regras Do Futebol
Aventuras E Desventuras Da Pantera Rosa
Bana E Flapi
Bell E Sebastião
Campeões De Futebol 81-82
Campeonato Da Europa De Futebol 84
Candy Candy
Capitao Igloo
Conan, Um Rapaz Do Futuro
Cracks Do Futebol
Dartacao E Os Três Moscaoteiros
Era Uma Vez... O Espaco
Estrelas Do Futebol
Estrelas Do Futebol (mini)
Fábulas Da Floresta Verde
Fame
Futebol 1ª Divisão 84-85
Futebol 84
Futebol Em Movimento
Jacky, O Urso De Tallac
Knight Rider, O Justiceiro
Marco: Dos Apeninos Aos Andes - Parte 1
Marco: Dos Apeninos Aos Andes - Parte 2
Moranguito
Mundial De Futebol 82
Notas De Banco De Todo O Mundo
Notas De Todo O Mundo - Volume 1
Notas De Todo O Mundo - Volume 2
Notas De Todo O Mundo - Volume 2
Notas De Todo O Mundo - Volume 3
Novas Aventuras De Ruy,o Pequeno Cid
O Corsário Negro
O Mundo Das Motos
O Mundo Prodigioso Dos Animais
O Pequeno Urso Misha
Ruy, O Pequeno Cid
Sandokan - Transparências
Sport Billy
Superman - The Movie
Tom & Jerry
Tom E Jerry
Topo Gigio
Transformers
Ulisses 31
V - A Batalha Final
Wickie, O Viking

5/30/2013

Futebolistas Portugueses – A Francesa – 66/67 – Caderneta de cromos de caramelos

 

Hoje trago à meemória outra caderneta de cromos de caramelos, referente à época 66/67. Trata-se da colecção “Futebolistas Portugueses”, editada pela “A Francesa”.
É mais uma caderneta que reúne as principais características gráficas das colecções da época nomeadamente com 11 cromos por equipa sendo que cada emblema está impresso em cada respectiva página, o que de resto não sendo regra era frequente.
A fugir da habitual rotina o facto de comportar 242 cromos referentes a 22 equipas, 14 da 1ª Divisão (Benfica, Sporting, Porto, Académica, Belenenses, V. de Setúbal, Leixões, V. de Guimarães, CUF, Sanjoanense, Varzim e Sp. Braga) e 8 da 2ª Divisão (F.C. Tirsense, F.C. Barreirense, Sp. Covilhã, U. TOmar, Sp. Olhanense, Salgueiros, Lusitano Évora e Sintrense).
Curioso é o alinhamento das equipas já que entre as equipas da 1ª Divisão estão algumas da 2ª.
De referir que dos clubes da 2ª Divisão, o F.C. Tirsense e o F.C. Barreirense foram os campeões das zonas norte e sul nessa época, subindo por isso à divisão superior. No apuramento para o campeão da divisão secundária, a equipa do Barreiro venceu a de S. Tirso por 3-1.
Quanto à 1ª Divisão o vencedor foi o Benfica, seguido da Académica (excelente época),  F.C. do Porto e Sporting.

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Tabela da classificação da 1ª Divisão da época 66/67

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Tabelas da 2ª Divisão

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5/24/2013

Ídolos dos Clubes 63/64 – Carsel – Caderneta de cromos de caramelos

 

Hoje trago à memória a caderneta de cromos de futebol "Ídolos dos Clubes", referente à época 63/64, uma das raras edições da Carsel.

Trata-se de uma caderneta que segue o esquema de muitas outras da época, com 11 cromos/jogadores por página e por equipa.
Os cromos representam as fotografias dos jogadores a meio-corpo sobre o emblema do clube.
A colecção é composta por 209 cromos representando 18 clubes e a Selecção Nacional. Sendo que está referenciada à época 63/64, significa que para além dos 14 clubes que faziam parte do Campeonato Nacional da 1ª Divisão, bem como da Selecção Nacional, estão representados mais 4 clubes da Segunda Divisão, nomeadamente o Atlético Marinhense, da Zona Norte e o Farense, Desportivo de Beja e Leões de Santarém, da Zona Sul. Nesse época o vencedor da Segunda Divisão Foi o S.C. Braga (primeiro classificado da Zona Norte) que no apuramento do campeão venceu por 2-1 o Torreense (primeiro classificado da Zona Sul).
Equipas da Primeira Divisão: Benfica, Sporting, F.C. Porto, Belenenses, Vitória de Guimarães, Leixões, Académica de Coimbra, Lusitano de Évora, Olhanense, Vitória de Setúbal, G.D. da CUF, Barreirense, Seixal e Varzim.
Como seria de esperar, a colecção oferecia vários prémios e brindes incluindo uma bicicleta para homem ou senhora, contra a entrega da cadernete completa.

A Carsel, de Carvalho & Sobrinho, L.da, tinha a particularidade de estar implantada em Rossio ao Sul do Tejo - Abrantes - Ribatejo, no que era estranha à localização das principais casas da época que produziam cromos quase todas de Lisboa ou Porto.
Esta empresa, como outras ligadas à edição de cromos como brindes em rebuçados de caramelo, estava ligada à produção de confeitarias,  rebuçados e também a torrefação de cafés e ainda aos célebres jogos-brindes popularmente conhecidos como "cartazes de furos" ou "furinhos" que enfeitavam tentadoramente as nossas mercearias ou quiosques das vilas e aldeias.


São poucas e raras as edições de cromos de caramelos da Carsel pelo que naturalmente são valiosas no círculo de coleccionadores dos cromos.

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4/05/2013

Tele Cabeças – Concurso da revista Tele Semana

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Hoje trazemos à memória a caderneta do concurso Tele Cabeças, promovido pela revista de televisão Tele Semana, no ano de 1976.
Apesar da suas particularidades, podemos entende-la como uma colecção de cromos, de resto num esquema de incentivo à compra e fidelização de leitura da revista seguido por várias publicações, nomeadamente alguns jornais diários.

Antes do lançamento desta colecção, tendo como motivo as figuras populares que então faziam parte da RTP (sobretudo os apresentadores e repórteres), a revista Tele Semana já tinha publicado a rubrica TV Gente, onde semana a semana eram caricaturadas as respectivas figuras da única estação de televisão na época, então pela mão do artista Edmundo Tenreiro. A ideia certamente acabou por dar motivo, poucos anos mais tarde, ao Tele Cabeças, desta feita com as caricaturas desenhadas pelo José Pezarat Correia.
Outra das iniciativas semelhantes da revista Tele Semana é a colecção Motocromos, sobre a qual já falamos.
Para se perceber a dinâmica e objectivos da colecção do Tele Cabeças, bem como do concurso a ela associado, nada melhor que ler a introdução que integrava uma das páginas da caderneta.
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6/19/2012

Rebuçados Zoológicos Vitória

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Quase 6 anos depois, volto às memórias relacionadas com a colecção de cromos “Rebuçados Zoológicos Vitória”, também conhecidos pelos “animais” ou pelos “bichinhos”.
Desta vez para publicar e comparar as páginas e cromos de duas diferentes edições; a primeira de meados dos anos 40 e a segunda do final dos anos 60, princípios de 70, precisamente a que coleccionei aquando criança.
As diferenças são notórias já que na edição mais antiga, os desenhos dos cromos eram mesmo muito básicos, certamente desenhados por alguém pouco habilidoso tanto nas questões de desenho como nos conhecimentos da anatomia animal.

Na edição mais recente, e certamente das últimas, os cromos foram redesenhados por Carlos Biel e de um modo geral são mais apelativos e agradáveis de coleccionar. De referir que nesta revisão, alguns dos animais foram substituídos por outros, mantendo-se, porém, o grosso da ordenação e correspondência entre todos os 200 “bichinhos”, nomeadamente os três carismáticos “bacalhau”, Nº 42, a “cobaia”, Nº  147 e o “cabrito”, Nº 199. Na edição antiga alguns animais eram representados nos dois géneros (masculino e feminino, como gato e gata), o que foi corrigido nas edições finais.

Uma das características comuns a ambas as edições é a impressão dos cromos com cores sortidas, isto é, o mesmo cromo poderia ter qualquer umas das várias cores adoptadas, como preto, azul, sépia, verde, vermelho, nuance que permitia que, depois de colados os cromos, as páginas ficassem com um colorido interessante. Resta acrescentar que alguns meus colegas, mais “esquisitinhos”, faziam por coleccionar cada página com cromos de cores iguais o que, é fácil perceber, dificultava bastante o preenchimento. Claro que havia outras opções, como colunas ou linhas com cromos de diferentes cores. Mas no geral, esquecendo esses preciosismos, que na realidade davam um interessante efeito, no geral a rapaziada ia colando conforme iam saindo, fossem pretos, azuis, vermelhos ou verdes.

Apesar da delicadeza ou fragilidade da caderneta e dos cromos, em “papel cebola”, prejudicados ainda pelas colas artesanais usadas pela criançada para fixar os cromos às cadernetas, a verdade é que as poucas sobreviventes continuam a exercer um encanto e fascínio próprios. Por outro lado, as colecções completas e em bom estado podem atingir valores exorbitantes, nomeadamente as primeiras edições, mais rústicas ou toscas mas muito mais raras e valiosas sob um ponto de vista de artigo coleccionável.

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Nota 1: Segundo informações, não confirmadas, a Fábrica de Confeitaria Vitória, da Rua da Vitória Nº 261 - Porto, terá sido fundada por Manuel Joaquim Dias, em 1924, que geriu a empresa até 1947 altura em que lhe sucedeu o filho e sócio, Manuel Amil Dias.

Nota 2: Já depois da publicação deste artigo, apareceu por aí à venda uma reedição desta colecção, mas, obviamente, que não é a mesma coisa. De todo. De resto, todo o encanto da colecção reside nas memórias e experiências ligadas à colecção original e a esses recuados tempos. Ora as reedições, podendo ajudar a memória, não podem, seguramente, substituir algo insubstituível. Ademais, tem dado azo a oportunistas que procuram vender as cadernetas ou os cromos avulso como se os antigos originais  fossem. 

2/28/2012

Futebol 77 – A Grande Selecção – Caderneta de Cromos

 

 

Tenho na minha colecção, centenas de diferentes cadernetas de cromos, incluindo as do tema futebol. A maior parte coleccionada no devido tempo, com uma ou outra adquirida fora de prazo. Com tanta colecção, até já equacionei fazer como alguns espertalhões da nossa praça que digitalizam e vendem em DVDs, estes com a agravante de meterem no mesmo saco coisas que receberam de à borla de outros coleccionadores. Mas não! Claro que não! Há mínimos.

Destas muitas cadernetas, existem por conseguinte algumas que são marcantes, por um ou outro motivo, mas desde logo por estarem associadas ao tempo infanto-juvenil. É o caso da colecção “Futebol 77 – A Grande Selecção”.

Trata-se de uma edição da Acrópole, referente à época 76/77. É constituída por 190 cromos (a colar), sendo que na realidade são mais, já que esta colecção tinha, entre outras, uma particularidade especial: é que em plena fase de apuramento para o Campeonato do Mundial de Futebol 78, que teve lugar na Argentina, as páginas centrais destinavam-se à selecção portuguesa de futebol, com a possibilidade do coleccionador fazer a sua própria equipa das quinas, escolhendo os preferidos entre as diversas opções. Por conseguinte, os cromos dos jogadores da selecção não tinham numeração, mas apenas os últimos três (188, 189 e 190), que se referiam ao seleccionador nacional (Pedroto), o treinador (Juca) e o preparador físico (Rodrigues Dias.

Esta formação da equipa nacional traduzia-se num concurso promovido pela própria editora e que se baseava precisamente na possibilidade de cada coleccionador tentar adivinhar qual a  formação mais regular durante três dos jogos que Portugal disputaria na fase de apuramento para o Mundial 78, concretamente o Portugal-Polónia, em 16/10/11976, o Portugal – Dinamarca, em 17/11/1976 e o Chipre-Portugal, em 05/12/1976.

Para o efeito, o coleccionador deveria colar os jogadores que entendesse serem os que alinhariam nas referidas partidas e depois de destacar as páginas centrais da caderneta (uma aberração, diga-se), teria que enviar por correio registado para a editora.

Os prémios incluíam, a cinco acertadores da formação inicial, 5 viagens para casais, acompanhando a selecção nacional precisamente a Chipre, à Dinamarca e à Polónia.

Para além da formação, devia-se tentar adivinhar o resultado, o que serviria para casos de desempate. Caso os vencedores fossem mais do que cinco, então haveria lugar a sorteio.

Finalmente ainda outro possível prémio, já que caso a selecção portuguesa ficasse apurada para o Mundial 1978, a caderneta que fosse a mais votada receberia 5$00 por cada uma das cadernetas submetidas a concurso. Portugal, infelizmente, não se apurou e o prémio gorou-se e a editora teve menos essa despesa.

Resta acrescentar que a editora aconselhava os coleccionadores a lerem a sua revista “Panorama Desportivo” onde poderiam acompanhar o dia-a-dia da selecção nacional e com isso ficarem informados sobre as perspectivas de poder acertar no onze.

Para além da questão do concurso, a caderneta tem aspectos muito interessantes,  desde a disposição dos jogadores nas páginas, como se ocupassem os seus lugares no terreno de jogo, até à questão dos cromos da selecção nacional. A qualidade gráfica é inconsistente pois oferece excelentes cromos, bons instantâneos em movimento, como também cromos com jogadores quase irreconhecíveis ou em posições pouco ortodoxas (Barros – Benfica, Branco – Boavista, Tito – V.Guimarães, Rui Rodrigues – Ac. de Coimbra, Gilberto-Montijo) ou mesmo em grande estilo (Artur-Benfica, Botelho-Boavista, Luis Horta – Belenenses, Almiro e Abreu -V.Guimarães, Lito e sabú – V. Setúbal, Mário Wilson – Atlético, Celestino – Montijo.

Também de assinalar o facto de muitos jogadores, nomeadamente os da selecção nacional, terem os equipamentos pintados à mão (o que se compreende face aos artesanais meios de edição gráfica da altura). De referir também as equipas do Leixões, Portimonense e Montijo, exibindo-se em campos pelados.

Seja como for, esta “Futebol 77 – A Grande Selecção” é uma caderneta de cromos que nos faz transbordar de recordações e nostalgias.

 

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