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10/04/2022

O gato malhado e a andorinha Sinhá

 


O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, é um conto infantil escrito pelo brasileiro Jorge Amado, com ilustrações de Carybé, publicado originalmente em 1976.

Este livro tem uma história interessante já que inicialmente foi escrita por Jorge Amado para prendar o seu filho João Jorge, quando este completou um ano de idade, mas sem o propósito de ser publicada.

Mas ainda bem que passou a livro. É uma história enternecedora de um amor quase impossível, mas que no mundo dos livros, do sonho e da fantasia passa a realidade. Depois, aqueles desenhos aparentemente toscos mas impregnados de uma beleza infantil, complementam e enriquecem a obra. De resto, a esse propósito o grande escritor brasileiro terá dito: "se o texto não paga a pena, em troca não tem preço que possa pagar as aquarelas de Carybé"

Quando a li pela primeira vez, estava a sair da adolescência e para sempre ficou gravada pela diversidade de metáforas e valores que transmite. No fundo é um livro ou conto infantil que interessa, e muito, aos jovens e adultos.

Por tudo isto, este livro ou a sua história ocupam um espaço importante nas minhas primeiras leituras pós adolescência. Ainda hoje sabe bem ler e rever aquele andorinha a sobrevoar o gato.

5/20/2012

Apanhar grilos

 

Hoje não andei a apanhar grilos, no sentido do termo, como tantas vez fiz em criança, por estas alturas de Maio, pelo que não usei a palhinha para o tirar do seu buraquinho nem, como alguns, fiz xi-xi para o obrigar a sair do seu refúgio. Por outro lado, nada como ouvir as suas sinfonias de cri-cri ou gri-gri no próprio prado ao invés de o confinar numa pequena gaiola colorida atravancado de folhas de alface.

Hoje percorri o prado onde tantas vezes os apanhei e depois de intuir de onde vinha o seu cantar, aproximei-me e pacientemente esperei que viessem para fora apanhar os raios de sol deste Maio envergonhado. Para meu espanto, era um casal e, mesmo sem aproximar demasiado a câmara para os não assustar, lá consegui o retrato.

Os grilos, estes simpáticos insectos, remetem-nos para evocações de infância, quase sempre associadas às brincadeiras ou mesmo aos trabalhos do campo.

 

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-clicar para ampliar

7/03/2011

Coração Pequenino (Contos para crianças)

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Coração Pequenino ( Contos Para Crianças)
Autora: Maria da Luz Sobral
Ilustrações: Laura Costa
Ano: 1947
Formato: 190 x 255 mm – 86 páginas
Este é um belo livro que resgatei numa qualquer feira de velharias. Em estado razoável mas com desgaste na lombada e alguns sinais de humidade no interior.
Tem no interior uma dedicatória de um Afonso dos Santos que ofereceu à sua amiga “…menina Angélica Cruzeiro. por ser muito simpática”, com data de Lisboa, 6 de Maio de 1953.

Já o tenho dito, sou um apaixonado por livros que tenham ilustrações de Laura Costa, que ilustrou de forma ternurenta e com um estilo muito próprio, centenas de livros dedicados às crianças, quase sempre livros de contos e fábulas. Por conseguinte, apesar de possuir vários exemplares de várias colecções e editoras, de modo especial da Majora, sempre que tenho a possibilidade de aumentar o espólio, não resisto.

Maria da Luz Sobral, publicou vários outros livros destinados à infância: “Contos e Lendas da Nossa Terra”, Barquinhos de Papel”, Florinhas de S. Francisco Contadas às Crianças”, Os Tamanquinhos do Gregório” e “As Abelhas de Oiro”, entre outros.
Ficam, de seguida, algumas das belas páginas do livro “Coração Pequenino”.

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9/30/2009

Outono – Cores quentes e nostalgias

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Naquele que foi o meu livro de leitura da segunda classe, uma das características interessantes é que assinalava o começo das diversas estações do ano. Isso era feito com duas páginas ilustradas com as cores e elementos que caracterizavam cada uma dessas épocas do calendário do tempo. Tinha um bonito texto e uma música que se aprendia. Esse livro foi magnificamente ilustrado pela Maria Keil e pelo Luís Filipe Abreu, cujos estilos por vezes se confundem, mas creio que estas ilustrações a que me refiro são do pincel mágico do Luís.

Assim, e porque já estamos neste pleno período, trago à memória as páginas correspondentes ao Outono, com as suas cores quentes e brilhantes e alguns frutos lembrando o tempo de colheitas das coisas amadurecidas pelo Verão.

O Outono está fortemente associado ao tempo do início das aulas nos diferentes graus de ensino. Recuando no tempo e na minha memória, recordo-me do meu primeiro dia de escola e toda a expectativa e ansiedade que sentia, tanto no próprio dia como nos dias anteriores.

A minha primeira classe foi feita numa Escola Primária, localizada a 50 metros da casa de meus pais (idêntica à desta imagem mas apenas com um piso e por isso com duas salas). A partir da segunda classe e até à quarta, fui para uma outra escola, quase a estrear, pois tinha sido edificada há pouco tempo noutro lugar da freguesia (idêntica a esta).

Devido a essa proximidade, desde cedo observava com fascínio aquele ambiente de algazarra de crianças nas diversas brincadeira durante o recreio ou na entrada, silenciosa e disciplinada, para as duas salas. Este clima despertava em mim uma forte vontade de completar os 6 anitos para entrar e participar naquele mundo. Para além de todo este ambiente, que me era próximo, como disse, tinha um motivo acrescido que era o de desejar aprender para passar a ler e a compreender eu próprio as histórias e as lições que já via fascinado nos livros do meu irmão mais velho, então já na segunda classe a quem insistentemente pedia para me ler.

Por outro lado, o Outono significava já o tempo frio, com chuvas, ventos e geadas. Era, pois, imperioso o uso de roupas mais quentes, incluindo cachecóis e gorros. O tipo de escola que frequentei na primeira classe tinha uma lareira para aquecimento nos dias mais frios mas a verdade é que, por questões logísticas (nessa altura não havia pessoal auxiliar), nunca me recordo de ter funcionado. Por isso, as mãozitas tinham que se valer de luvas de malha (para os mais ricos) ou umas peúgas que se enfiavam. Outro estratagema, era trazer de casa uma pedra ou uma cunha de ferro aquecidas no lume e embrulhadas em papel de jornal, funcionando assim, por pouco tempo, é certo, como um aquecedor portátil.

Por vezes, no recreio, que se estendia para um largo terreiro adjacente à escola, a criançada fazia fogueiras com gravetos que colhia no pinhal próximo.

Por tudo isto, são sempre fortes e nostálgicas as recordações do tempo que passamos na escola primária. Certamente que voltaremos a estas memórias que não são apenas minhas mas de todos nós que já passamos sobre essa fase da nossa vida.

7/03/2009

Os bois teimosos – Viagens pelos livros escolares - 13

 

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(clicar nas imagens para ampliar)

 

Esta história do Manel Jeirinhas e os seus bois teimosos, como muitas outras que fazem parte do meu livro de leitura da terceira classe, remete-me frequentemente para os meus tempos de criança e para algumas situações então vividas.


Os meus avõs paternos eram grandes lavradores da aldeia e por conseguinte o meu pai, mesmo depois de casar, seguiu no início a vida da agricultura, ou da lavoura como se dizia, dedicando-se a amanhar uma meia-dúzia de ribeiras e alguns pinhais, que lhe couberam em herança, tirando daí o parco sustento para a família. É claro que a lavoura nunca enriqueceu ninguém, tanto mais nessa época sem subsídios nem apoios estatais, pelo que quando os filhos começaram a aparecer e a crescer teve que arranjar um emprego fixo numa oficina, onde mesmo assim obtinha um magro salário, ficando a lavoura a cargo de minha mãe. No entanto, toda a família ajudava em todos os momentos que podia, quer nos tempos livres da escola quer aos sábados, um dia que se dedicava totalmente aos trabalhos nos campos.


Nessa vida muito ligada à lavoura, para além de algumas vacas leiteiras, o meu pai possuía uma junta de bois, daqueles amarelos, de raça arouquesa. Neste sentido, muitas vezes, eu, com 10 anitos e o meu irmão chegado, com 12 anos, frequentemente ía-mos levar os bois a pastar nuns pinhais da família. Enquanto os bois pastavam livremente, nós brincávamos. Quando chegava a hora de voltar a casa, porque o sino da igreja repicara o toque de meio-dia, aplicávamos uma valente varada no lombo dos bois e estes, de forma desenfreada, corriam até a casa. Quando lá chegávamos, uns largos minutos depois, os bois já estavam no curral, ou no aido como era vulgar dizer-se. Estes bois eram de facto trabalhadores, inteligentes e nada teimosos, como os do Manuel Jeirinhas. É claro, que muitas e muitas vezes cheguei a fazer o papel do Jeirinhas, conduzindo os nossos bois desde desde as ribeiras e várzeas até a casa, carreando por caminhos difíceis o pasto, milho, feijão, batatas, uvas, lenha, tojo, etc, afinal de contas os produtos que eram a razão de ser do dia-a-dia de uma família ligada à lavoura. Foram tempos de canseiras e trabalhos mas que dava tudo para voltar a reviver.


Hoje em dia, seria impensável enviar duas crianças para um pinhal afastado com a responsabilidade de cuidar de uma junta de bois. Mas nós gostávamos e o trabalho era sempre aliado à brincadeira. Éramos assim uma espécie de crianças-homens. Hoje, à custa de tanta mudança, à custa de tanta protecção, à custa de tanta dependência,  predominam os homens-criança e assim há-de continuar.

Estando agora de férias da escola, olho para o meu filho de 11 anitos, acomodado no sofá, com o portátil em cima das pernas ou a consola de jogos nas mãos, entretido horas e horas a fio com os jogos e os filmes. Imagino-me, então, com aquela idade a conduzir pela soga uma junta de enormes bois, por caminhos e quelhos à procura de viçoso pasto dos pinhais e cômoros. Meu Deus, como as coisas mudaram…


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. As coisas são como são. É a marcha imparável do Tempo.

 

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- Vaca de raça arouquesa, fotografada num destes dias na Serra da Freita - (clicar na imagem para ampliar)

 

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3/06/2009

A importância dos botões

 

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Botões e mais botões.
Estes simpáticos objectos são intemporais e existem desde há milhares de anos, quase desde o tempo em que o homem sentiu necessidade de se vestir.

Os botões estão presentes em quase todo o tipo de vestuário, desde a roupa interior até às camisas, casacos, calças e sobretudos, mas também em calçado e outros acessórios.
Para além da sua função, prática ou meramente decorativa, os botões sempre foram feitos com variados materias, desde osso ao moderno plástico, passando por pedra, madeira, metal, vidro, etc. Há ainda os botões num determinado material base mas revestidos com outro, como tecido, couro e metal.


Apesar de existirem em diversos tamanhos e formatos, não deixam de ser objectos pequeninos e predominantemente de forma circular.
Há botões com dois ou mais buracos e também sem buracos, com sistema de argola na base.


Os botões estão integrados num grupo de artigos a que se chama de retrosaria. Sempre achei piada a esta designação e desconheço a sua origem concreta, sendo que deriva do substantivo retrós, um termo ligado à costura, assim como sempre me intrigou o termo marroquinaria, para os acessórios de couro, como cintos e malas.


Nos meus tempos de criança os botões eram uma preciosa moeda de troca e de participação em muitos jogos, incluindo o do pião, o rapa, as cartas e outros. Por conseguinte, era norma cada criança ter uma latinha ou caixinha repleta de botões, desde os mais pequenos e discretos até aos maiores, coloridos e exóticos. Para abastecer as necessidades, muitas vezes os botões eram propositadamente surripiados à roupa pelo que normalmente faltavam botões nas camisas, no casaco e até na braguilha. Recordo ainda que tinha umas primas costureiras pelo que frequentemente por lá dava a volta sempre pronto a roubar um ou outro botão.


Aos botões grandes, normalmente de casacões ou sobretudos, chamávamos de pincholas. Desconheço se o termo é usado noutras regiões.
É claro que, a modos do dinheiro, a uma pinchola correspondia o valor de vários botões, porque eram naturalmente mais raras e valiosas.


Há ainda quem coleccione botões, mas sendo um artigo tão diversificado, é uma colecção que nunca mais tem fim.
Pode parecer uma minudência, mas foi bom recordar a importância dos botões nas nossas brincadeiras de criança.

Ah, já agora, o desenho que ilustra este post foi desenhado por mim, para que o não reclamem....

 

Assunto relecionado, ou não:

Rei, capitão, soldado, ladrão...

 

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2/11/2009

Brincar às casinhas

Esta é uma das mais fortes imagens relacionadas com o nosso tempo de criança. Brincar às casinhas era uma forma de imitar a realidade dos adultos, nas tarefas do quotidiano, mas também uma forma de viver, ainda que por instantes, num mundo próprio e fantástico. Mágico até.

É certo que à imagem dos adultos, mas com um simbolismo muito infantil, instintivo, mas também imaginário.
Não é de admirar, pois, que os brinquedos de outros tempos fossem imitações das coisas e dos objectos do dia-a-dia dos adultos. Desde logo as bonecas, também os apetrechos da casa, como os electrodomésticos, os móveis, a tábua de passar a ferro, os tachos, as panelas, a loiça e os talheres e também as roupas. Estes, claro, mais para as meninas. Para os rapazes, as ferramentas, os carros, os tractores, as máquinas, a bola, o pião, etc.

Este leque de brinquedos permitia assim um ensinamento precoce para as coisas da vida real de uma forma instrutiva mas lúdica e imaginária.
Hoje em dia, o contraste é enorme. Certamente que ainda se brinca às casinhas, e estou a recordar os meus filhos e as minhas sobrinhas e também ainda se vendem brinquedos com as características referidas, mas a tendência há muito que deixou de ser essa. Os jogos electrónicos, em consolas, no computador e até no telemóvel, estão já numa posição de supremacia, pelo menos no aspecto de brinquedos desejados e preferidos. Depois as armas, muitas armas e todo um leque de brinquedos que instigam à realidade da luta e da violência. Sinais dos tempos.

Não surpreende, por isso, que as crianças desde cedo aprendam a viver em contextos onde a violência e a indisciplina sejam encaradas de forma quase natural e instintiva, mas com consequências nefastas ao nível familiar e depois no percurso da escola e da sociedade.
As crianças de hoje, amanhã adultos, serão a imagem daquilo que brincaram e da educação, ou da falta dela, que receberam.

Por mim, ainda hoje gosto de brincar às casinhas, mas num outro sentido. Gosto de desenhar pequenas aldeias, com casas amontoadas, com a igreja a dominar o lugar, bem ao estilo de muitas e características aldeias portuguesas. Depois, periodicamente, vou acrescentando novas construções.
Infelizmente, muitas destas aldeias que fui desenhando, perderam-se. Todavia, mesmo agora, fazendo uso de modernas ferramentas de desenho, como o AutoCad e o Revit, por vezes dou comigo a construir aldeias, enfim...a brincar às casinhas.
Esta pequena paixão tem raízes nos tempos de criança e nas brincadeiras de então, em que, armados em pedreiros e carpinteiros, como no jogo do "cantinho", usando pedrinhas e pauzinhos, num espaço do jardim ou da horta, lá ía-mos levantando casinhas, pontes e muros e moldando colinas e regatos sinuosos, como construtores de mundos.
Bons tempos.
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2/07/2009

Santinhos da Comunhão Solene e outros

 

Noutra ocasião já falamos dos clássicos "santinhos", alusivos a algumas cerimónias religiosas, concretamente aos casamentos.


Hoje publicamos mais alguns "santinhos" relativos a outras ocasiões, tais como as emblemáticas Primeira Comunhão Comunhão Solene.

Quem não se recorda da sua Primeira Comunhão ou da Comunhão Solene, também conhecida como Profissão de Fé? Para todas as crianças que seguiam a doutrina católica, estes eram momentos únicos e que certamente ainda são recordados por todos quantos viveram estas etapas do percurso da religião católica. É claro que nessa altura, para as crianças o que mais contava era a festa, o vestido de princesa ou o fato, as prendas dos padrinhos, normalmente uma volta, pulseira ou brincos de ouro, para as meninas e um relógio e um anel para os meninos. Depois também a festa geral da aldeia, que se engalanava para a cerimónia, o banquete, os pais, os irmãos, os familiares e os amigos. Era um dia intenso.

Estas belas litografias, normalmente de origem italiana, são de facto muito bonitas e repletas de ternura, e remetem-nos para um tempo onde estas coisas tinham uma vivência e um valor bem mais autênticos. É claro que nos nossos dias ainda continuam a realizar-se estas cerimónias religiosas mas o artificialismo e a vaidade sobrepuseram-se ao essencial. Nada como dantes.

Quanto aos "santinhos", continuam a existir, mas com grafismos mais modernos e estilizados.

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1/30/2009

"Que quereis de nós, Senhor?" - Catecismo da segunda classe

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 Já falamos aqui no Santa Nostalgia do catecismo "Quem Sóis Vós, Senhor?", da primeira classe de catequese do início dos anos 70 e que esteve em vigor durante pelo menos duas décadas.

Na sequência desta série, seguia-se o catecismo da segunda classe "Que quereis de nós, Senhor". Ou seja, depois de durante a primeira classe ficarmos a saber quem era Deus, na classe seguinte interrogávamos sobre o que Deus pretendia de nós. Era assim uma caminhada de descoberta sequencial.

As imagens que a seguir publicamos são precisamente desse catecismo "O que quereis de nós, Senhor", da segunda classe de catequese.
O catecismo está magnificamente ilustrado com desenhos do artista Zé Manel.
Estou certo de que este catecismo reavivará memórias e nostalgias a todos quantos, em criança, aprenderam a doutrina cristã com este delicioso catecismo.

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12/13/2008

O Natal nos catecismos - I

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Do catecismo "Quem sóis Vós, Senhor?", do qual já aqui falamos, dentro do ambiente e espírito natalícios, reproduzimos hoje as ilustrações relativas à quadra.
Principia com a aparição do Anjo Gabriel a Maria, transmitindo-lhe o desígnio de vir a ser a Mãe do Salvador;

Depois a visita de Maria a sua prima Isabel, que viria a ser mãe de João Baptista, seguindo-se o nascimento de Jesus, num pobre estábulo da cidade de Belém, o anúncio do nascimento pelo anjo aos pastores da região e finalmente a adoração a Jesus pelos reis Magos, reconhecendo naquela criança a divindade do tão esperado Messias.
Quem se recorda destas deliciosas ilustrações?


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8/24/2008

Brincar aos Cowboys ou "Cóbois"

 

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Brincar aos cowboys, ou "cóbois", melhor dizendo, era dos passatempos preferidos dos rapazes da escola primária do meu tempo de criança.

Esta paixão por imitar a vida dos vaqueiros do oeste selvagem americano, era fortemente influenciada pelos filmes e séries que nessa altura passavam com muita regularidade na RTP, desde logo a série "Bonanza", com o clã Cartwright, que habitava no rancho Ponderosa, na Virgínia. Depois a série "Lancer", que passava habitualmente às sextas-feiras à noite, em episódios de uma hora, Chaparral, Daniel Boone  (estes duas séries em exibição actualmente na RTP Memória) e ainda vários filmes, principalmente os protagonizados por nomes como John Wayne, Henry Fonda, James Stewart, Gary Cooper, Wallace Ford, Charlton Heston, Doug McClure, Kirck Douglas, Bud Spencer, Terence Hill ( estes dois últimos na série "Trinita" e muitos outros.

Para além dos filmes, tinham muita influência a colecção de cartões dos "cóbois", vendidos com pastilha elástica, a que correspondem as duas primeiras imagens de cima, e que aqui já falámos num anterior post, para além, claro, da abundante banda desenhada, os "livros de cóbois" ou "cóboiada", com heróis como Cisco Kid, Bufallo Bill, Texas Jack, Matt Dillon, Matt Marriott, Lorne Green, Tex Willer, Kit Carson, etc, etc.

Apesar de ser uma brincadeira do meu tempo de escola primária, era jogada principalmente aos fins de semana (tardes de sábado e domingo) pois exigia várias horas e abrangia um grande território por entre matas e pinhais da aldeia.

Por regra, entre os colegas, quase sempre rapazes, eram escolhidos dois grupos, o dos "cóbois", ou "artistas", e os "ladrões" ou "bandidos". Em suma, os bons e os maus, como num filme a sério, como convinha.

Aos "bandidos" competia partirem antecipadamente para a mata próxima. Escondiam-se-se, combinavam entre si a estratégia e armavam armadilhas. Aos "artistas" competia irem destemidamente à procura dos "bandidos" e depois prendê-los ou "matá-los". Do lado dos "artistas" havia normalmente um que era o chefe, o "xerife". Por vezes o objectivo era recuperar o "cofre" roubado, simbolizado por uma caixa-de-sapatos com seixos brancos, que começava na possa dos "bandidos".

Os acessórios eram paus, com a forma aproximada de revólveres, ou até mesmo recortados em tábua.

A regra para se "matar" alguém, era surpreender o adversário bem destapado de qualquer esconderijo, pelo menos a uma distância de 20 metros e simular o disparo "pum" ou "tau-tau". Perante a evidência de se ter sido apanhado, o interveniente no jogo teria que abandonar o mesmo. Claro que muitas vezes dizia que fora atingido só de raspão ou que o tiro saíu ao lado. Desculpas...Raramente havia lutas.

Havia também o "cavalo", que era uma estaca de pau, com um cordel em laço na ponta, que se colocava entre as pernas, simulando a montada.

Claro que estas regras eram muito complicadas de se fazer cumprir e não raras vezes a brincadeira tornava-se mesmo séria e acabava à batatada, quando não à pedrada. No fundo era mais uma brincadeira tipo "escondidas" mas jogada na mata.

Frequentemente cada participante adoptava um nome de um dos diversos heróis das séries e filmes que passavam na RTP.

Quando a brincadeira metia "índios", usavam-se mesmo arcos e flechas feitas de paus colhidos na mata, embora mais como acessórios. Esta era uma brincadeira perigosa, como se compreenderá, mas as coisas acabavam normalmente sem grandes feridos para além dos habituais arranhões. Qualquer queixa em casa, não colhia atenção e até era motivo de se apanhar umas valentes palmadas. Se havia coisa que os pais da altura não tolrevam era queixinhas dos colegas ou dos professores.

Recodo-me particularmente de passar as minhas tardes de domingo a brincar a estes "cóbois", pelos vastos pinhais juntos à minha casa, que por acaso até ficava junto à escola primária.

Boas memórias guardo desses tempos e dessas saudáveis brincadeiras com o grande grupo de amigos, irmãos, vizinhos e colegas de escola.

Recordar é viver.

8/21/2008

O balde e a pá da praia

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Ontem fui à praia. Esposa e filhos acompanharam e durante toda a tarde houve tempo para tudo: Apanhar sol, talvez até em demasia, mergulhar, lanchar e, claro, brincar. Vendo o meu filho a brincar com a areia, foi sobretudo um momento de voltar atrás no tempo, aos meus tempos de criança e recordar também as minhas brincadeiras na praia. Bem vistas, as coisas nesse aspecto até nem mudaram muito. Talvez mais brinquedos, e mais sofisticados, de resto a mesma alegria, imaginação e empenho, muito empenho na construção dos míticos castelos de areia, grutas, covas e outras coisas mais ou  menos parecidas, sempre com a areia, seca e molhada, os godos ou seixos e as conchas.

Os brinquedos da praia, o balde, de plástico e até de chapa, e a sua inseparável companheira, a pá. Não era necessário mais nada para se construir um mundo, um castelo. Estes dois objectos estão profundamente ligados à memória de milhares de portugueses porque lhes passaram pelas mãos, numa qualquer praia da extensa costa deste nosso Portugal.

É pois, com saudade, que recordo aqui, em meu nome e em nome de muitos portugueses, esses simples mas inestimáveis brinquedos, o balde e a pá, sempre incansáveis a construir castelos  de areia, com fosso, ameias, torres e torreões.

Claro que no meu tempo de criança, a ida à praia era mesmo mágica e especial, porque era rara; uma ou duas vezes em todo o ano, em todo o Verão. Vivendo a cerca de 20 Km da mesma, e com a família numerosa, e com parcos recursos, a oportunidade era quando o meu avõ materno, e padrinho, alugava a clássica carrinha "pão-de-forma" da Wokswagen e lá ía a família toda a banhos para Espinho (hoje muito diferente) ou para o Furadouro.

Momentos deliciosos, complementados com uma sande de compota caseira, feita de amoras, e gelados de gelo, com sabor a laranja, da Neveiros, da Rajá ou da Olá.

Momentos inolvidáveis, que se perderam no tempo, como se perderam dezenas e dezenas de metros do extenso areal onde então brincava, com os meus irmãos. Perderam-se também os rudimentares castelos de areia limpa e dourada, que resistiram às investidas inventadas dos sarracenos mas que foram abalroados pelas doces ondas de um final de tarde de um qualquer longínquo Verão. Tudo isso se perdeu, é certo, mas tudo isso continua vivo nas minhas e nossas memórias. E recordar é viver.

(imagem acima, de autoria de Maria Keil, extraída do meu livro de leitura da primeira classe; imagens seguintes, desenhadas por mim para ilustrar o post.)

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