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1/12/2024

Uma Casa na Pradaria - Série de televisão

Hoje trazemos à memória a série de televisão "Uma Casa na Pradaria", tradução do título original "Little House on the Prairie". 

A série foi produzida nos Estados Unidos pela NBC, de 11 de Setembro de 1974 até 21 de Março de 1983, sendo que no último ano teve  o título de "Little House: A New Beginning". A série foi baseada na obra literária de Laura Ingalls Wilder. Teve um total de 183 episódios com uma duração de 45 minutos cada. 

Em Portugal, a data em que foi estreada é incerta já que algumas fontes dizem que a série apenas foi exibida originalmente na RTP a partir de 7 de Janeiro de 1984, por isso já depois de ter terminado a sua produção e exibição nos Estados Unidos. Outra fonte diz ter iniciado em 1980. Ainda uma terecira fonte consultada informa que foi exibida entre 1978 e 1984. 

O espaço temporal da série desenrola-se na década de 1870. O enredo acompanha o dia-a-dia da família Ingalls, liderada pelo patriarca Charles Ingalls (interpretado por Michael Landon), sua esposa Caroline (por Karen Grassle) e suas  filhas, Mary (Melissa Sue Anderson), Laura (Melissa Gilbert), que era a narradora habitual, Carrie (pelas gémeas Lindsay e Sidney Greenbush) e Grace. Ainda o Albert, filho adoptivo.

Determinada a construir uma vida melhor, a família de pioneiros estabelece-se em Walnut Grove, uma pequena cidade na fronteira do oeste americano.

A série aborda temas como as lutas diárias da vida na fronteira, o espírito de comunidade, a superação das dificuldades, perigos e desafios e as relações familiares e comunitárias. Charles Ingalls é um homem trabalhador e compassivo, enquanto sua esposa Carolline é uma mulher forte e dedicada à família. A narrativa destaca a educação das filhas, as amizades na comunidade e os obstáculos enfrentados pelos pioneiros, como os rigores do clima, conflitos com povos nativos americanos e a busca pela prosperidade em uma terra ainda selvagem.

Ao longo de suas nove temporadas, "Little House on the Prairie" tornou-se um clássico da televisão, cativando o público com suas histórias emocionantes e personagens memoráveis, enquanto oferecia uma visão nostálgica e romântica da vida no oeste americano do século XIX.

Entre nós a série foi igualmente popular e seguida com muita devoção. A figura de Charles Ingalls beneficiava da popularidade do intérprete Michael Landon na série de western "Bonanza", como Little Joe.

Pessoalmente assisti a alguns episódios mas em rigor nunca me prendeu demeasiado a atenção. Gostos. Daí, talvez, só agora trazer à memória esta série apesar de ter sido uma das mais emblemáticas dessa metade da década de 1970 e toda a década seguinte. Mesmo que tardiamente é justo que fique aqui a referência.

1/04/2024

Pseudo-concursos da RTP


A propósito de um "pseudo-concurso" "Temos Artista - Especial Fado" no programa "A Praça da Alegria" na RTP:

Não somos muito de comentar, sobretudo em redes sociais porque invariavlemente é "chover no molhado", mas, por excepção, deixamos um comentário no Facebook do respectivo programa.

Infelizmente a RTP presta-se a estas tristes figuras. O apelo ao voto das massas, que por regra têm em conta a simpatia e não a qualidade intrínseca do talento dos concorrentes, dá nisto e demonstra que o factor da receita das chamadas tem mais peso. O júri, mesmo que competente, como o José Gonzalez, que percebe como poucos do fado, faz apenas figura de corpo-presente.

 Neste caso, apesar de globalmente ter reconhecido a qualidade do Franklim e da Tânia e de apontar as fragilidades técnicas da mais jovem, a Bea, que demonstrou notoriamente problemas de dicção, atrapalhação com algumas palavras e de respiração, e que, todavia, naturalmente pela sua juventude tem qualidades a explorar, com caminho a percorrer e muito a aprender, viu o público a confirmar o paradoxo destes pseudo-concursos que acabam por premiar a capacidade dos familiares, amigos, escola, empresa e comunidade local onde se inserem, em concentrarem os telefonemas.

Posto isto, estes pseudo-concursos na RTP, não são mesmo para levar a sério e em rigor sujeita-se a eles quem quer. Dá-lhes montra? Dá! Isso é o mais importante? Cada um que responda por si!

Em todo o caso, de pouco ou nada vale comentar aqui méritos, justiça ou injustiças. Ninguém da RTP e da produção se incomoda com isso nem virá aqui prestar contas. Quem não gostar, como eu, ponha de lado no prato. Apenas comentei agora, pela primeira e última vez, porque apesar de já ter ocorrido antes, este caso foi flagrante no paradoxo criado, em que de facto a qualidade e o mérito não contaram para o totobola. 

O próprio júri deve ter-se sentido mal mas faz parte do contrato aguentarem com estas singularidades. É para isso que lhes pagam. Poderia haver uma classificação apenas pelo júri, mas isso já seria pedir de mais. O nosso modelo de televisão, mesmo pseudo-público não se compadece com  lirismos e o liga, liga, liga, é quem mais ordena!

[foto: RTP]

6/13/2023

Terrahawks



Hoje trazemos à memória a série de TV "Terrahawks". Trata-se de uma série de televisão de animação e marionetes criada por Gerry Anderson, conhecido por suas produções icônicas como foram  "Thunderbirds" e "Captain Scarlet". A série foi ao ar originalmente entre 1983 e 1986 e possui um total de 39 episódios.

"Terrahawks" decorre no século XXI, em 2020, e retrata um futuro distópico em que a Terra é ameaçada por uma raça alienígena conhecida como Zelda. Para enfrentar essa ameaça, a Terra estabelece uma organização de defesa chamada Terrahawks, liderada pelo Dr. Tiger Ninestein e a sua equipa de especialistas, que controlam uma base secreta chamada "Hawkwing".

A série combina elementos de ficção científica, ação e comédia. A principal característica visual de "Terrahawks" são as marionetes, que dão vida aos personagens. As marionetes são controladas por fios e têm expressões faciais articuladas, criando uma estética única e distintiva. 

Dentro dos actuais padrões, esta série é de facto muito rudimentar mas na época, com a informática e os computadores a darem os primeiros passos, a coisa apresentava-se com um certo encanto, sobretudo para o público a que se dirigia, o infanto-juvenil. Mesmo o ano de 2020, em que se localizava no tempo, parecia então muito distante e no entanto já passamos por ela e ainda andamos apenas com ideias sobre a futura e ainda distante colonização da Lua e Marte. De resto, um pouco como a emblemática série Espaço 1999. Já agora e a propósito, há uma óbvia semelhança de rostos nestas marionetas com alguns dos intervenientes na série Espaço 1999. Ou será apenas a nossa impressão?

Ao longo dos episódios, os Terrahawks enfrentam as ameaças de Zelda e sua horda de monstros alienígenas. Eles utilizam uma variedade de veículos e armas futuristas para combater as forças do mal, incluindo a nave espacial "Terrahawk" e uma série de robôs de combate chamados de "Zeroids".

"Terrahawks" é conhecida por sua abordagem divertida e cheia de ação, bem como por seu estilo visual único. A série atraiu fãs de todas as idades, oferecendo um entretenimento cativante e emocionante. Embora tenha sido lançada há algumas décadas, "Terrahawks" continua a ter uma base de fãs leais e é lembrada como uma das criações notáveis de Gerry Anderson.



Ficha técnica da série "Terrahawks":

- Criador: Gerry Anderson
- Ano de exibição: 1983-1986
- Gênero: Animação, Ação, Ficção Científica
- País de origem: Reino Unido
- Número de temporadas: 3
- Número de episódios: 39
- Produtor executivo: Gerry Anderson
- Compositor da trilha sonora: Richard Harvey
- Estúdio de Produção: Anderson Entertainment
- Distribuidora: ITC Entertainment
- Duração média do episódio: Aproximadamente 25 minutos

Principais Membros do Elenco:

- Jeremy Hitchen: Dr. Tiger Ninestein (voz)
- Anne Ridler: Mary Falconer (voz)
- Denise Bryer: Zelda (voz)
- Windsor Davies: Sgt. Major Zero (voz)
- Ben Stevens: Capitão Kate Kestrel (voz)
- Robbie Stevens: Tenente Hiro (voz)
- Jeremy Hitchen: Tenente Hawkeye (voz)
- Denise Bryer: Dix Huit (voz)
- David Graham: Dr. 'Tiger' Ninestein (voz)

Alguns apontamentos técnicos sobre a série "Terrahawks":

1. Técnica de Marionetes: "Terrahawks" utiliza marionetes como forma de representação dos personagens. As marionetes são feitas de materiais como plástico e metal, possuindo articulações que permitem movimentos limitados. Os manipuladores operam as marionetes através de fios e sistemas de controle, dando-lhes vida e expressão.

2. Efeitos Especiais: A série faz uso de uma variedade de efeitos especiais, considerando as limitações da época. Os efeitos incluem explosões e tiros a laser, implementados com o auxílio de miniaturas, chroma key e técnicas de edição.

3. Modelagem de Cenários: Os cenários em "Terrahawks" são construídos em miniatura e projetados para simular diferentes ambientes. A equipe de produção cria maquetes detalhadas, incluindo paisagens alienígenas, bases secretas e espaçonaves.

4. Design de Personagens: Cada personagem é cuidadosamente projetado e construído para refletir sua personalidade e papel na história. Os trajes, acessórios e características faciais das marionetes são elaborados para transmitir as características únicas de cada personagem.

5. Trilha Sonora: A música desempenha um papel importante na série, fornecendo uma atmosfera emocional e destacando a ação. A trilha sonora de "Terrahawks" foi composta por Richard Harvey e apresenta uma mistura de sons eletrônicos e orquestrais.

6. Direção de Voz: As vozes dos personagens são dubladas por atores de voz profissionais. Cada ator trabalha em conjunto com os manipuladores de marionetes para sincronizar os diálogos e os movimentos das marionetes.

7. Roteiro e Direção: A série foi concebida por Gerry Anderson, que também foi o produtor executivo. Anderson trabalhou em colaboração com uma equipe de roteiristas para desenvolver a história e os episódios individuais. A direção dos episódios foi realizada por diferentes diretores ao longo da série.

Esses apontamentos técnicos destacam alguns aspectos da produção de "Terrahawks" e mostram como a combinação de técnicas de marionetes, efeitos especiais e design visual criou um mundo cativante e distintivo para a série.

6/12/2023

Starman - Série TV




Hoje trazemos à memória a série de TV "Starman", de origem nos Estados Unidos e exibida originalmente na ABC de 1986 a 1987. Na RTP foi exibida pouco depois. Esta série foi baseada no filme de mesmo nome de John Carpenter de 1984 e no aproveitamento da popularidade que algum tempo antes, em 1982, teve o filme E.T. de Stevem Spielberg.

A série foi protagonizada por Robert Hays como o personagem principal, o extraterrestre Starman, que veio à Terra para encontrar seu filho. Christopher Daniel Barnes interpretou o papel do filho de Starman.

"Starman" foi uma série de ficção científica e aventura que se concentrava na jornada de Starman enquanto ele tentava entender a cultura humana e encontrar seu filho perdido. A série misturava elementos de drama familiar com temas de exploração espacial e encontros com seres extraterrestres.

Embora a série tenha recebido uma resposta geralmente positiva da crítica, ela teve uma duração curta, com apenas uma temporada de 22 episódios com duração de 60 minutos. Apesar disso, "Starman" desenvolveu uma base de adeptos dedicada e ainda é recordada como uma importante série entre as muitas produzidas nos Estados Unidos na década de 1980.

As performances de Robert Hays e Christopher Daniel Barnes foram elogiadas por trazerem humanidade e empatia aos seus respectivos personagens. A química entre os dois atores também foi destacada como um ponto forte da série.


Título: Starman

Ano de produção: 1986-1987

Gênero: Ficção científica, Aventura

Criador: Bruce A. Evans, Raynold Gideon

Elenco principal:

Robert Hays como Starman

Christopher Daniel Barnes como Scott Hayden

Michael Cavanaugh como George Fox

Wendy Phillips como Jenny Hayden

6/05/2023

The Beatles - Série de animação

 

Hoje trazemos à memória a série de animação "The Beatles", ou "The Beatles Cartoon". Como se perceberá, referia-se à banda de música pop rock inglesa com o mesmo nome e que por essa época, no final dos anos da década de 1960, fazia furor pelo mundo ocidental e não só.

A série, num registo divertido e caricaturado, foi originalmente transmitida de 1965 a 1967 na ABC nos Estados Unidos. Cada um dos 39 episódios tem o nome de uma música dos Beatles, com a  história baseada na respectiva letra e que também era tocada no decurso do episódio. 

Em Portugal não tenho informação correcta do ano em que passou originalmente, mas tenho memória que ainda na década de 1970 pois ainda no registo "preto-branco".

Dizem as informações que os quatro Beatles não se envolveram na série e que dela pouco ou nada falavam mas que anos mais tarde terão tido comentários positivos. Não se sabe, mas é ainda natural que a série nem sequer tenha pago direitos de imagem. Era outros tempos. Hoje certamente, a exemplo dos cromos de futebol, a coisa seria diferente.

De minha parte posso dizer que a série ajudou em muito a moldar o gosto pelos The Beatles e pela sua música.

De mencionar que por essa época, na mesma onda de sucesso da banda, foi ainda produzido (em 1968) um filme de animação dedicado aos The Beatles, o "Yellow Submarine" (Submarino Amarelo).

5/24/2023

Plastic Man - Homem Plástico - Série de animação




Hoje trazemos à memória a série de animação "Plastic Man" na tradução portuguesa "Homem Plástico", com om origem nos Estados Unidos, a qual foi exibida originalmente entre 1979 e 1981. Há informação de que foram produzidos 29 episódios com uma duração aproximada de 20 minutos. Em Portugal a série passou também por essa altura, ainda com a RTP a preto e branco.

A série, num registo humorístico e divertido mostrava as as aventuras de Patrick "Pat" O'Brian, também conhecido como Plastic Man. Esta série foi baseada no famoso super-herói de banda desenhada, com o mesmo nome, do universo da DC Comics, criado por Jack Cole em 1941.

As aventuras giram em torno de Pat O'Brian, um divertido e habilidoso vigarista que acidentalmente adquire poderes elásticos após ser exposto a um misterioso líquido experimental. Com seus novos poderes, ele pode esticar e moldar o seu corpo em qualquer forma imaginável, tornando-se o super-herói elástico conhecido como Plastic Man.

Nos diferentes episódios, Plastic Man combate o crime na cidade de Coast City. Ele usa os seus poderes associados ao plástico ou mesmo borracha, para se infiltrar em locais inacessíveis, capturar criminosos e resolver problemas que surgem. No entanto, Plastic Man também enfrenta desafios pessoais, equilibrando sua vida de super-herói com suas tentativas de redenção por seu passado como vigarista.

Com uma mistura perfeita de ação, comédia e aventura, "Plastic Man" cativou o público infantil e adolescente com seu estilo de poderes muito sui géneris. Além do protagonista Pat O'Brian, outros personagens importantes na série incluem sua parceira de combate ao crime, a bonitona Penny, com quem viria a casar e ter um filho, o Baby Plas (figura que chegou a ter uma série própria)  e o fiel amigo e parceiro de confiança, o polinésio Hula-Hula, num estereotipo de gorducho e trapalhão.

Plastic Man, para além da banda desenhada que lhe deu origem, teve várias outras versões de animação para além da aqui trazida à memória.

3/08/2023

Sport Billy - Série de animação



Hoje trazemos à memória a série de animação "Sport Billy", que conta as aventuras de um jovem alienígena chamado Billy, proveniente do planeta imaginário Olympus. Ele tem a capacidade de viajar no tempo e no espaço para salvar pessoas em apuros através do desporto.

Billy é acompanhado por sua amiga, a menina Lilly, e seu fiel companheiro de equipe, o cachorro Willy. Juntos, eles enfrentam vilões, como a malvada Raínha Vanda e salvam o mundo através de competições desportivas, usando os objectos que transportava dentro do seu super-saco. De facto de acordo com as exigências de cada momento, Billy retirava objectos em miniatura do seu saco dourado que rapidamente se transformavam no tamanho normal, fosse uma bola, um automóvel ou um helicóptero ou outros quaisuqer. Aquele saco, uma espécie de lancheira, era um poço sem fundo onde cabia tudo e mais alguma coisa.

A série é uma mistura de ficção científica e dsporto, com elementos de ação e aventura. Em cada episódio, Billy e a sua equipe viajam para diferentes períodos da história e diferentes partes do mundo para participar de jogos desportivos e ajudar aqueles que precisam. Eles jogam desde futebol até outras modalidades como esgrima e tiro com arco.

A animação "Sport Billy" foi produzida pela Filmation Associates, um estúdio de animação americano que produziu diversas séries animadas durante as décadas de 60, 70 e 80, como He-Man e She-Ra. A série teve uma grande repercussão na época de sua exibição e foi exibida em diversos países ao redor do mundo, se tornando um grande sucesso entre o público infantil. Pela sua popularidade a figura foi adoptada pela FIFA como mascote do Fair Play por alturas do Mundial de Futebol de 1982 que se disputou em Espanha. De resto o primeiro episódio da série tinha como tema o Mundial de 82.

A Filmation Associates utilizava uma técnica de animação chamada "limited animation", que consistia em reduzir o número de quadros por segundo para economizar tempo e dinheiro na produção. Isso dava às animações da Filmation um estilo característico, com poucos movimentos fluidos e animações mais estáticas.

O personagem Sport Billy terá tido origem na Europa, a partir de banda desenhada, sendo depois adpatado como série de animação pelo estúdio norte-americano Filmation Associates. 

Há algumas contradições quanto ao país e ano de exibição original sendo que terá sido por  1979-1980. Nos Estados Unidos foi exibida pela NBC.,

Em Portugal, a série de 26 episódios com cerca de 20 minutos cada, passou na RTP entre 03/07/1982 e 15/01/1983, por isso com início ainda durante a disputa do Mundial de Futebol de 1982. Ainda na década de 1980 a série foi reposta em 1986 mas então com legendas originais.

Pela sua popularidade e do próprio tema, "Sport Billy" deu lugar a vários produtos de merchandising, como uma colecção de cromos editada pela Disvenda (foto acima). Também a Editorial Notícias publicou  durante cerca de um ano,  uma revista quinzenal de banda desenhada, que mais tarde foi encadernada e venida em quatro volumes de capa dura. 

Mas ainda outros produtos como autocolantes e até mesmo um disco com as canções na versão portuguesa interpretadas por Armando Gama. Ainda de destacar uma colecção de calendários de bolso editados pela Impala, com os personagens da série, ainda em poses de diferentes actividades desportivas e ainda sobre o Mundial de Futebol no México que se realizou nesse ano. Dessa colecção guardo algumas dezenas de exeplares sendo que não realizei a colecção completa que era de 104 calendários


Elenco de dobragem original (em inglês):

Russi Taylor como Sport Billy

Frank Welker como Willy

Nancy Cartwright como Lilly

Alan Oppenheimer como Vanda Darkstar

Lou Scheimer como Narrador


Dobragem em Portugal:

Ermelinda Duarte – Vanda

João Lourenço – Sipe

João Perry – Billy

Manuel Cavaco – Sportikus

Maria Emília Correia – Lilly / Pandusa

Rui Mendes

3/03/2023

Roger Ramjet - Série de animação




Hoje trazemos à memória a divertida série de animação "Roger Ramjet", criada pelo talentoso Fred Crippen (1928-2018). 

Dos Estados Unidos, como habitualmente, foi produzida entre os anos de 1965 a 1969, com cinco temporadas e 156 episódios, com estes a terem uma curta duração de aproximadamente 5 minutos e meio.

Entre nós foi passando em diferentes alturas na RTP, tanto na década de 1970 como na década de 1980 e mesmo já nos anos 90.

A série segue as aventuras de Roger Ramjet, um super-herói americano, piloto de um caça, que lidera uma equipe de combatentes do crime conhecida como American Eagle Squadron. Com a ajuda de seus jovens companheiros, Roger luta contra uma série de diferentes vilões internacionais e alienígenas para proteger a América e o mundo. A série é conhecida por seu estilo de animação único, diálogos cómicos e personagens caricatos. Desde sua estreia, Roger Ramjet se tornou um ícone da cultura pop e tem sido lembrado como um clássico da animação americana.

Roger Ramjet é apresentado como herói impregnado de patriotismo amercicano e com um padrão de moralidade muito apurado tipo da América do seu tempo. Está constantemente em acções heróicas a "salvar o mundo", em missões do Governo organizadas pelo General GI Brassbottom, contando para isso com a ajuda de suas pílulas de energia de prótons ("PEP"), que lhe dão "a força de vinte bombas atômicas por um período de vinte segundos". 

Roger Ramjet é retratado como um homem alto e musculoso, com um queixo proeminente e um penteado extravagante, envolto na sua roupa imaculadamente branca. Ele é extremamente corajoso e confiante em suas habilidades, mas muitas vezes age de forma impulsiva e ingênua, o que pode colocar ele e sua equipe em perigo. É claro que em rigor o herói é tudo menos isso e na maior parte das situações em que se envolve é apanhado, no que lhe valem os seus amigos do esquadrão, bem mais astutos e inteligentes.

Apesar dos quase 60 anos da série, o estilo de desenho é muito interessante e até dentro dos conceitos da animação actual, e muito caricatural, o que dá à série uma importância gráfica e identidade muito particulares.

2/22/2023

Professor José Hermano Saraiva - Horizontes da Memória

 




O saudoso Professor Dr. José Hermano Saraiva, [Leiria, 3 de Outubro de 1919 – Palmela, 20 de Julho de 2012] dispensa apresentações tal foi a importância do seu nome e acção em várias vertentes da vida cultural no nosso país, tanto quanto na sua vida profissional de advogado e professor como também na sua passagem pelo Governo do Estado Novo enquanto Ministro da Educação e depois diplomata como embaixador português no Brasil, mas sobretudo pelo legado que deixou como especialista, investigador, autor e divulgador da nossa História, tanto pelos muitos livros que publicou mas sobretudo pelas várias séries televisivas de sua autoria que apresentou sempre na RTP ao longo de vários anos e praticamente até ao ano da sua morte (2012).

Foi autor do livro "História Concisa de Portugal", um best-seller, actualmente na sua 26.ª edição e com mais de 180 mil exemplares vendidos que de forma económica e acessével levou o conhecimento e gosto pela nossa História à generalidade dos portugueses.

Concerteza que foi uma figura algo controversa, nomeadamente por ter feito parte do antigo regime, e alvo da ira reaccionária e inflamada, mas sempre e desde os seus tempos de estudante, mostrou-se como um notável comunicador e que por essa via e clareza do seu discurso se tornou popular em todo o país e de um modo geral apreciado e considerado pelos portugueses que durante décadas seguiram com interesse os seus programas documentários. Sobre muitos dos momentos da nossa História, tinha uma visão muito própria, o que nem sempre agradou aos académicos, avançando tantas vezes com versões e possibilidades, mas sem nunca as garantir como verdadeiras mas como meras hipóteses. 

Não considero que o professor tenha reescrito a História de Portugal, mas soube dá-la a conhecer de uma forma simplificada e entendível à generalidade dos portugueses mas sem nunca a desvirtuar, antes pelo contrário.

Segue-se a lista das várias séries e documentários de televisão, iniciadas no início da década de 1970, todos exibidos na RTP:

1971 - O Tempo e a Alma, com 13 episódios;

1978-1979 - Gente de Paz, com 16 episódios;

1980 - O Acto e o Destino;

1986 - Histórias de Cidades, com 18 episódios;

1988 - Coisas do Mundo, com 12 episódios;

1989 - A Grande Aventura, com 15 apisódios;

1993 - A Bruma da Memória, com 13 episódios;

1993 - Se a Gente Nova Soubesse

1994 - Histórias que o Tempo Apagou, com 45 apisódios;

1995 - Lendas e Narrativas - com 45 episódios

1996-2003 - Horizontes da Memória, com 315 episódios;

1997 - Lisboa Sobre Carris, com 6  episódios;

2000 - Mitos Eternos, com 9 episódios;

2003-2011 - A Alma e a Gente, com 455 episódios;

2012 - História Essencial de Portugal.

De todos estes documentáriios, pelo número de episódios e sua duração temporal, merecem destaque as séries "A Alma e a Gente" e "Horizontes da Memória", que facilmente podem ser revistos porque disponíveis no Youtube ou nos arquivos da RTP. São, sem dúvidas, duas das séries mais emblemáticas da nossa televisão pública e que em muito ajudaram os portugueses a ter um melhor conhecimento tanto histórico como geográfico e social das nossas regiões, vilas e cidades e sua principais figuras. 

Para além da componente da divulgação, foi sempre um acérrimo defensor do nosso património, deixando críticas a entidades e ao próprio Estado, denunciando inúmeras situações de atentados, desmazelo e abandono de tantos elementos do nossos elementos históricos e na sua maioria classificados como património nacional. Castelos, mosteiros, conventos, igrejas, capelas, solares, etc, etc, foram tantas vezes mostrados na sua pobreza e ruína. Dessas muitas denúncias algumas colheram frutos e houve obras de conservação e requalificação, mas certamente muitas mais cairam em saco roto porque este país, as suas autoridades e municípios, nem sempre souberam estar à altura das responsabilidades.

Por todas estas razões e mais algumas, o Professor José Hermano Saraiva merece justamente ser considerado uma das figuras maiores do nosso país e a ele somos devedores pela forma como nos ensinou a nossa História e a ter orgulho nela, com todos os seus perídos de glória ou inglória, altos e baixos, progressos e recuos, guerra e paz, miséria e progresso.

12/13/2022

Monty Python - Os Malucos do Circo


Hoje trago à memória a série de comédia televisiva "Monty Python - Os malucos do circo", do original inglês "Monty Python's Flying Circus".

Monty Python é um grupo de comédia britânico que ganhou fama nas décadas de 1960 e 1970 por suas esquetes humorísticas em programas de televisão e filmes. O grupo consistia em seis membros principais: Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin.

O humor do Monty Python era surreal, absurdo e muitas vezes controverso, explorando temas como religião, política, sexualidade e cultura popular. As esquetes eram frequentemente repletas de humor negro, trocadilhos, piadas inteligentes e humor físico exagerado.

Entre os projetos mais famosos do grupo estão o programa de televisão "Monty Python's Flying Circus", que foi ao ar na BBC de 1969 a 1974, e filmes como "Monty Python e o Cálice Sagrado" (1975) e "A Vida de Brian" (1979). Esses trabalhos são considerados clássicos da comédia e influenciaram muitos outros comediantes e programas de televisão e cinema ao longo dos anos.

O estilo de humor do Monty Python é marcado por sua originalidade, irreverência e capacidade de subverter as expectativas do público. Eles são considerados uma das maiores influências na comédia moderna e sua obra continua a ser apreciada por pessoas de todas as idades e nacionalidades.

Foi transmitida pela BBC entre os anos de 1969 e 1974 e obteve um enorme sucesso pelo típico humor británico mas num registo "nonsense" e surrealista, tanto nas cenas como nos textos A série, polvilhada de sketchess, animação e cartoons, estes de autoria de Terry Gilliam , influenciou mundialmente muitos homoristas e de algum modo foi o ponto de partida para séries dentro do mesmo conceito.

A produção coube à empresa Python (Monty) Pictures, com realização foi de Ian MacNaughton e John Howard Davies, e banda sonora de John Philip Sousa, Neil Innes, Fred Tomlinson Singers.

Foram 45 episódios de 30 minutos produzidos ao longo de quatro temporadas. Para além da série, foram produzidos alguns filmes e algumas colectâneas.

Entre nós foi exibida na RTP ainda nos anos 70 e ao longo dos tempos tem havido algumas reposições como acontece, desde Abril passo e ainda por esta altura no canal RTP Memória.

12/05/2022

RTP Memória - Traz prá Frente


Aos Domingos, à noite, a RTP Memória tem-nos oferecido o "Traz prá Frente", um delicioso programa em que os intervenientes falam sobretudo sobre memórias, pessoas e factos de outros tempos e que povoaram a nossa RTP. Júlio Isidro é o mestre das memórias, ou não fosse a idade um posto, seguido de Álvaro Costa, mas os demais, bem mais novos, como a Inês Gonçalves, a moderadora, o Fernando Alvim e o Nuno Markl, mostram estar com a memória ainda fresca e assim naquelas diferentes gerações a conversa flui informalmente num registo de agradável tertúlia em que todos recordamos e aprendemos.

Leia-se a apresentação oficial do programa:

"Reciclamos o Cartaz TV e trazemos para a frente um debate divertido, mas doutorado, sobre o imaginário da televisão. Inês Lopes Gonçalves modera um debate com um painel de luxo: Fernando Alvim, Nuno Markl, Álvaro Costa, Júlio Isidro e um convidado especial. Numa conversa desempoeirada, lança-se a semana da RTP Memória à mesa, com os melhores conteúdos e surpresas em destaque".

No episódio de ontem, 4 de Dezembro, o 36º da 7ª temporada, foi com agrado que o nosso blogue, "Santa Nostalgia" foi citado pelo Álvaro Costa, a propósito de pesquisa sobre um dos assuntos falados no programa, no caso a dupla cómica "Olho Vivo e Zé de Olhão", interpretada por Herman José e Joel Branco, no saudoso programa de entretenimento "A Feira", isto na segunda metade da década de 1970.

De resto já Nuno Markl, aqui há uns anos, se tinha referido ao blogue numa das suas rubricas na Rádio Comercial a "Caderneta de Cromos", a propósito do cromo "carrinhos de rolamentos".

É sempre gratificante saber que as memórias que partilhamos, pessoais mas simultaneamente colectivas, continuam ainda a mexer e a interessar a gente de várias gerações. De resto, com frequência somos contactados e solicitados a colaborar numa ou noutra situação, como já também aconteceu, de forma mutuamente enriquecedora, com o popular jornalista da RTP, Mário Augusto, aquando da publicação dos seus dois livros "A Sebenta do Tempo" e ainda o "Caderno Diário da Memória", dois tesouros de ricas memórias, que são dele, do Mário, mas seguramente de todos os da sua geração e à volta dela.

11/07/2022

Laredo - Série TV






Hoje trazemos à memória a série de televisão norte-americana, "Laredo", do estilo far-west ou cowboys, que pela década de 1960 eram comuns e populares.

A série foi produzida pelos estúdios da Universal, entre 1965 e 1967, sendo exibida originalmente pela rede televisiva NBC. Era composta por 56 episódios com uma duração de aproximadamente 60 minutos cada. Foi gravada a cores sendo que em Portugal, nos primórdios da RTP, foi exibida totalmente a preto e branco.

Em Portugal começou a ser exibida em Julho de 1966, ás sextas-feiras por volta das 22:45 horas. No canal Youtube é possível visualizar alguns dos episódios.

Sinose da série extraída da Wikipédia:

Laredo combina ação e humor com o foco em três fictícios Texas Rangers. Ranger Reese Bennett (Brand) é mais velho que seus dois parceiros, Chad Cooper (Brown) e Joe Riley (Smith). Reese foi anteriormente um oficial do Exército da União durante a Guerra Civil Americana . Originalmente de Nova Orleans , Chad estava na Patrulha de Fronteira durante a guerra e se juntou aos Rangers para procurar por traficantes de armas que haviam emboscado outros patrulheiros de fronteira. Joe era um pistoleiro , que às vezes estava do lado errado da lei. Ele se juntou aos Rangers para obter proteção de um xerife . Chad e Joe provocam Reese sobre sua idade "avançada"; ele estava na casa dos 40.

Os três Rangers são liderados pelo severo e disciplinado Capitão Edward Parmalee (Carey). O personagem do Ranger Erik Hunter ( Robert Wolders ) juntou-se aos outros na segunda temporada, enquanto o Ranger Cotton Buckmeister ( Claude Akins ) trabalhou com Reese e os outros em cinco episódios.

Peter Brown lembrou que os produtores do programa queriam que as três estrelas tivessem o mesmo relacionamento e camaradagem que as estrelas de Gunga Din , e Brand, Brown e Smith assistiram ao filme três vezes

Elenco principal:

Marca Neville ... Reese Bennett

Peter Brown ... Chad Cooper

William Smith ... Joe Riley

Philip Carey ... Capitão Edward Parmalee

8/01/2022

Flipper - Série TV

 





Hoje trazemos à memória a série de televisão "Flipper", produzida nos Estados Unidos entre os anos de 1964 a 1966. Foi exibida originalmente pela NBC entre 19 de Setembro de 1964 e 15 de Abril de 1967. Em Portugal foi naturalmente exibida na RTP, a preto-e-branco, a partir de Janeiro de 1966.

Flipper é o nome de um simpático e inteligente golfinho (espécie nariz-de-garrafa), animal de estimação e vedeta do parque aquático Coral Key Park and Marine Preserve, na Flórida, cujo director é Porter Ricks (Brian Kelly), com funções de acompanhar o dia a dia do parque, a relação com os turistas bem como velar pela segurança e acções contra caçadores e outros malfeitores para a natureza.

Ricks, no estado de viúvo, é acompanhado na série e nas suas aventuras diárias pelos seus dois filhos, Sandy (Luke Halpin), o mais velho (15 anos), loiro, e o pequeno Bud (Tommy Norden) (10 anos), ruivo e algo  travesso. Bud é o amigo das brincadeiras e dos truques com o golfinho. Flipper para além de entreter turistas tem acções de salvamento, ajudando mergulhadores e outras pessoas no contexto marinho.

A série tem um estilo ligeiro e divertido mas com uma forte mensagem de amizade e respeito pelos animais e natureza.

Foram produzidos 88 episódios de cerca de 30 minutos cada. Ao longo da série o golfinho Flipper terá sido interpretado por cinco diferentes fêmeas. Como artistas convidados passaram pelos vários episódios dezenas de nomes importantes da época.

A série passou com êxito em muitos países, incluindo na antiga União Soviética e Roménia. 

Com o mesmo nome ou variantes, Flipper deu motivo a um filme e outras séries, incluindo uma em versão de desenho animado.

2/24/2022

Um homem chamado Felizardo - Série de televisão




Ainda nos seus primordios como estação e canal de televisão, a nossa RTP exibiu entre 5 de Janeiro e 2 de Fevereiro de 1963 o tele-folhetim, no que hoje se designaria de série, "Um homem chamado Felizardo". Foram 5 episódios realizados por Herlânder Peyroteo, com autoria de Armando Vieira Pinto e interpretado por Luís Cerqueira, Susana Prado, Fernando Muralha, Rodolfo Neves, Ema Paul, Grece de Castro, Tomás de Macedo, Vítor Tavares, Patrício Álvares.

Com a inevitável imagem a preto-e-branco e de baixa qualidade, a série baseava-se, num registo de comédia, nas dificuldades e peripécias dum homem de família, à procura de emprego há mais de quatro anos. 

Como se disse, a série reporta-se a 1963 mas 60 anos passados ainda há muito de actual na dificuldade de obtenção de emprego, umas vezes por problemas estruturais e de conjuntura econóima, outras porque na realidade não se quer trabalhar mas antes viver de expedientes incluindo os da dependência dos apoios do Estado. De resto, emprego já é raro. Quando muito, trabalho ocasional e a termo certo.

5/25/2020

"Os Jovens Rebeldes" - "The Young Rebels" - Série TV



Por meados dos anos 70 a RTP exibia a série de televisão "Jovens Rebeldes", do original dos Estados Unidos "The Young Rebels".
Foi originalmente transmitida pela estação ABC a partir de Outubro de 1970. 
A série traduzia-se num total de 15 episódios com cerca de 60 minutos cada,  correspondentes a uma temporada. 

Quanto à sinopse da série, tratava-se das aventuras de um grupo de amigos que no período da Guerra da Revolução Americana, ou Guerra da Independência, lutavam pela causa da independência, fazendo parte de um grupo denominado de "Yankee Doodle Society", com localização na cidade de Chester, na Pensilvânia, no ano de 1777. Em situações de espionagem, sabotagem e outras que requeriam coragem discrição e inteligência, o grupo de amigos lá ia conseguindo minar acções e operações ofensivas dos militares ingleses.

Os quatro personagens principais eram Jeremy (Richard Ely), filho do mayor de Chester, Isak (Louis Gossett Jr. ), um negro ex- escravo , Henry ( Alex Henteloff ), um jovem brilhante e de óculos, intelectual e engenhoso, admirador do famoso Benjamin Franklin, a quem procurava imitar com suas invenções e engenhocas, e Elizabeth (Hilary Thompson), a bonita namorada de Jeremy. 
Por sua vez, o grupo era ajudado em muitas situações pelo também jovem rebelde militar francês, o Marquês de Lafayette (Philippe Forquet).



Parece que a ideia subjacente à série por parte da ABC, era incutir na juventude da época o espírito patriótico e nacionalista, mas dizem que a coisa falhou porque, na realidade, os jovens americanos do final dos anos 1960 e início dos anos 1970, passe o exagero, estavam mais virados para a cultura pop, drogas e rock and roll, bem como apoquentados pelo quase permanente estado de guerra, na altura em pleno conflito no Vietname que ceifou largos milhares de vítimas.

2/20/2020

Vitorino Nemésio - Se bem me lembro...

Passam hoje 42 anos sobre a morte de Vitorino Nemésio (19 de Dezembro de 1901 - 20 de Fevereiro de 1978).

Figura ímpar da cultura portuguesa e açoreana. Poeta, romancista,cronista e académico. 
De tudo quanto se possa dizer da vida e obra de Vitorino Nemésio, de um modo geral ficou associado popularmente ao programa na RTP "Se bem me lembro...", que apresentou entre 1969 e 1975. Semanalmente até 1974 e depois de forma quinzenal. Durante cerca de 30 minutos o professor discorria sobre diversos temas, desde a cultura em geral até aos diferentes contextos da vida e sociedade. Com um estilo muito próprio, certo é que as suas conversas eram sempre agradáveis de ouvir porque revelavam o poder da comunicação e profundidade de conhecimentos e cultura.

10/18/2019

Telejornal da RTP - 60 anos


O Telejornal, serviço noticioso da RTP, completa neste dia 18 de Outubro de 2019, 60 anos.  Durante estes anos o programa diário passou por muitas alterações, de estilo e de apresentadores, de resto acompanhando os tempos e os desenvolvimentos tecnológicos. 
Dos cenários simplistas a "preto e branco", e genéricos de abertura a condizer, em que os apresentadores, ditos locutores, nesses tempos com nomes como Manoel Caetano, Gomes Ferreira, Henrique Mendes, José Mensurado e Fialho Gouveia, liam literalmente as notícias escritas em folhas de papel, até aos modernos tempos dos cenários virtuais e tele-pontos, muita coisa se passou. 
A magia da coisa, essa ficou para trás e só mesmo estas datas redondas para a relembrar e trazer à memória.

8/24/2018

Amigos Inseparáveis - The Odd Couple - Série TV



Pelo ano de 1973 a RTP exibia a série norte-americana "Amigos Inseparáveis", do original "The Odd Couple" exibida pela cadeia ABC entre 24 de Setembro de 1970 e 7 de Março de 1975. Foram produzidos 114 episódios ao longo das 5 temporadas.

A série retrata, num registo de comédia, a vida de dois homens adultos (Felix Ungelm, interpretado por Tony Randall e Oscar Madison, interpretado por Jack Klugman), ambos divorciados, e que por um acaso acabam por se conhecer e assim passam a viver juntos, partilhando um apartamento em Nova Iorque. Todavia, com estilos e personalidades bem diferentes, mesmo opostas, as peripécias à volta das contradições acabam invariavelmente por ser o sumo e o fio condutor de todos os episódios.
Félix, fotógrafo, é o tipo certinho, muito organizado, amigo das limpezas e da cozinha. O outro, Óscar, jornalista desportivo, é o oposto, desleixado e impulsivo.

Em Portugal, baseada em "The Odd Couple", nos anos 90 a RTP produziu a série "Sozinhos e Casa", com  Henrique Viana e Miguel Guilherme, numa realização de Fernando Ávila, com 52 episódios, exibidos originalmente entre 15 de Setembro de 1993 e 25 de Setembro de 1994. Esta adaptação portuguesa absorveu todos os aspectos essenciais da série original, nomeadamente os nomes dos personagens, profissões, estilos e personalidades.

8/16/2018

Escrever é Lutar





Pelo ano de 1974, logo após a revolução do 25 de Abril, a RTP iniciou  o programa "Escrever é Lutar", que se traduzia numa série de entrevistas concedidas por figuras públicas do momento ligadas à literatura, no contexto do rescaldo da revolução aos jornalistas José Carlos Vasconcelos e Fernando Assis Pacheco.

José Saramago, Urbano Tavares Rodrigues, José Tengarrinha, Maria Velho da Costa, Jorge Reis, Baptista Bastos, Manuel da Fonseca, António José Saraiva, José Augusto Seabra e Manuel Alegre, entre muitos outros, foram algumas das figuras entrevistadas num estilo muito próprio desses tempos em que a nossa  televisão era a preto-e-branco.

A rubrica decorreu entre os anos de 1974 a 1976. Cada entrevista tinha uma duração aproximada de 25 minutos. No arquivo da RTP onde felizmente é possível aceder, ver e ouvir muitas dessas entrevistas, estão disponíveis 26 episódios, sendo que não conseguimos apurar se tal número corresponde ao total de entrevistas produzidas se apenas uma parte.

Seja como for, o material disponível é muito abrangente e, em larga medida, todos os episódios são hoje importantes documentos  e testemunhos desse período muito específico, pela visão e pensamento de figuras ligadas à literatura.

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