Mostrar mensagens com a etiqueta Livros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Livros. Mostrar todas as mensagens

3/09/2026

Manuel Maria Rodrigues - Rosa do Adro


Manuel Maria Rodrigues, natural de Valença do Minho, foi um prolífico escritor, jornalista e arqueólogo. Iniciou a sua trajetória profissional precocemente como tipógrafo nas oficinas do jornal “O Comércio do Porto”. Graças à sua sagacidade e talento natural para a escrita, progrediu na estrutura do jornal, exercendo sucessivamente as funções de revisor, repórter e, finalmente, redator efetivo. Esta posição profissional conferiu-lhe o tempo e os meios necessários para publicar uma série de romances e operetas antes mesmo de atingir os 20 anos de idade.

Apesar da sua produtividade, o autor viveu grande parte da carreira no anonimato crítico. Os especialistas literários da época, habituados a obras eruditas e tramas centradas no "glamour" das classes altas, desconsideravam a sua produção. O preconceito devia-se tanto à falta de estatuto social do autor quanto à natureza das suas histórias: romances de amor provinciano protagonizados por personagens prosaicas, como operários, agricultores e gente simples.

O reconhecimento nacional da sua obra consolidou-se apenas no ano do seu falecimento, em 1899, quando a adaptação teatral do seu romance “A Rosa do Adro” obteve um sucesso estrondoso. O impacto desta obra perdurou por décadas, levando a que, em 1916, fosse selecionada para ser transposta para o grande ecrã. Concluída em 1919, a versão cinematográfica (ainda na fase do cinema mudo) tornou-se uma das primeiras adaptações literárias e um dos marcos inaugurais da cinematografia portuguesa.

Manuel Maria Rodrigues faleceu no Porto, a 16 de agosto de 1899.

Sinopse do livro "Rosa do Adro":

Rosa é uma pobre costureira que vive com a avó e que se enamora de Fernando, filho de ricos lavradores e finalista de Medicina. António, rapaz do campo, ama Rosa, que não lhe corresponde, e espia os namorados. Rosa e Fernando encontram-se às escondidas de noite, num quintal. Numa noite de chuva encontram-se no quarto dela e António apercebe-se deste facto. A partir deste momento, Fernando desinteressa-se de Rosa e enamora-se de Deolinda, filha de uma marquesa, conhecida de Rosa, e que vive no Porto. Rosa fica doente com tuberculose. Mas Deolinda, conhecedora do caso de Fernando e Rosa, exige-lhe que se case com Rosa, ao que ele recusa. António arma uma emboscada a Fernando que fica gravemente doente. Este e Rosa acabam-se por casar. Rosa morre mais tarde. O Padre Francisco, que recolhera António, revela-lhe que Rosa não podia ter casado com António pois eram irmãos. Com o remorso de ter causado a desgraça de Rosa e de Fernando, suicida-se.

4/23/2025

Cartilha Moderna - M.A. Amor


AMOR, Manuel Antunes, 1881-1940

Cartilha Moderna : método legográfico analítico-sintético de ensino inicial educativo / por

Manuel Antunes Amor. – Nova ed. – Lisboa : J. Rodrigues [deposit.], 1930. – 2 vol. : il. ;

19 cm. – (Como Lili e Lulu foram educados no primeiro ano de escola).

1.ª Parte: Método. – 68 p.


MANUEL ANTUNES AMOR, Educador e Professor, natural da Freguesia de Igreja Nova (Ferreira do Zêzere), nasceu em 1881 e faleceu a 11-07-1940. Diplomado pela Escola Normal de Leiria, começou a exercer o magistério primário em 1902 no lugar da Serra, em Tomar. Posteriormente, foi transferido para a escola do Rossio ao Sul do Tejo (Abrantes). Em 1907, foi-lhe atribuída uma bolsa de estudo na Alemanha. Visitou escolas primárias alemãs, austríacas, suíças e francesas, frequentou em Leipzig, a Escola do Magistério Primário, o Instituto de Pedagogia e Psicologia Experimental e as cadeiras pedagógicas da Faculdade de Letras (onde foi aluno de Wundt). 

Regressou a Portugal em 1909 e, na escola primária do Rossio de Abrantes, utiliza os novos métodos pedagógicos que aprendeu na Alemanha. De 1911 a 1912 foi inspector primário nos currículos escolares de Abrantes e Moimenta da Beira. De 1912 a 1916 foi professor de Alemão e de Desenho no Liceu Colonial, em Cernache de Bonjardim. Em 1916 foi para a Índia, como inspector primário, e introduz nas suas escolas os mais modernos métodos de ensino. Em 1919, segue para Macau com a função de superintendente das escolas municipais, regendo também um curso de Pedagogia. Em 1922, voltou à Índia, reassumindo as suas antigas funções. 

Em 1930, aposentou-se devido a doença. Manuel Antunes Amor é um dos autores de referência da primeira metade do Século XX. Apesar de não ter tido uma acção preponderante no ensino normal, como desejava, o seu trabalho na divulgação de novos métodos de ensino foi extremamente importante. A sua carreira como autor didáctico iniciou-se em 1906 com a aprovação oficial do seu Compêndio de Desenho e continuou, em 1910, com a publicação do Manual de Estenografia e Caligrafia. No entanto, foi com a divulgação, que se iniciou nesse mesmo ano, da sua Cartilha Moderna, que o tornou conhecido. Esta obra, que tinha como subtítulo “Método Legográfico Analítico-Sintético de Ensino Inicial Educativo”, era produto da sua imaginação e dos princípios pedagógicos que observara no estrangeiro e ensaiara já em Portugal. 

Mais tarde, em 1929, criou a Caixa Legográfica, ou seja “uma máquina universal para o ensino inicial da leitura e da escrita simultâneas e combinadas”, cuja patente registou em vários países e que ganhou a medalha de prata da Exposição Colonial de Paris, em 1931. Para além desta actividade central, Manuel Antunes Amor colaborou regularmente com a imprensa pedagógica, com artigos sobre “o professor actual e o mestre-escola antigo” (Revista Pedagógica, 1904), o “ensono do Desenho” (Revista Pedagógica, 1904), o “Cinema na Escola” (Revista Escolar, 1923-1924), a “Instrução Elementar na Índia” (Educação Nova, 1924), o “Ensino da Escrita” (Revista Escolar, 1933-1934). Manuel Antunes Amor deu um contributo importante para a inovação do ensino da leitura e da escrita em Portugal. A sua “Caixa Legográfica”, que doou à Biblioteca-Museu do Ensino Primário e que, ainda na década de 1980, se encontrava exposta na Escola do Magistério Primário de Lisboa, ilustra bem o seu esforço como educador.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Ferreira do Zêzere (Penedinho, Freguesia da Igreja Nova – Estrada Manuel Antunes Amor).

Fonte: “Dicionário de Educadores Portugueses”, (Direcção de António Nóvoa, Edições Asa, 1º Edição, Outubro de 2003, Pág. 90, 91 e 92)

2/19/2025

António Aleixo - A voz da sabedoria popular

 


Passaram ontem, 18 de Fevereiro de 2025, 126 anos sobre a data de nascimento do poeta popular algarvio e português,  António Aleixo (António Fernandes Aleixo - Vila Real de Santo António, 18 de Fevereiro de 1899 – Loulé, 16 de Novembro de 1949).

Foi um poeta popular, conhecido pelas suas quadras de carácter satírico, filosófico e social. Nascido em Vila Real de Santo António, no Algarve, viveu grande parte da sua vida em Loulé. De origem humilde, trabalhou como guardador de gado, cauteleiro e vendedor ambulante, mas destacou-se pela sua capacidade de expressar, em versos simples e directos, críticas sociais, reflexões sobre a vida e a condição humana.

A sua poesia, apesar de aparentemente singela, revela uma grande profundidade e inteligência, tocando temas como a injustiça, a hipocrisia e as dificuldades dos mais pobres. Muitas das suas quadras tornaram-se intemporais e continuam a ser citadas como verdades indesmentíveis.

Algumas quadras famosas de António Aleixo:


Eu não tenho vistas largas,

Nem grande sabedoria,

Mas dão-me as horas amargas

Lições de Filosofia.


Há tantos burros mandando

Em homens de inteligência,

Que, às vezes, fico pensando

Que a burrice é uma ciência.


P'ra mentira ser segura

e atingir profundidade,

tem que trazer à mistura

qualquer coisa de verdade.


Sei que pareço um ladrão...

mas há muitos que eu conheço

que, não parecendo o que são,

são aquilo que eu pareço.


Entre leigos ou letrados,

fala só de vez em quando,

que nós, às vezes, calados,

dizemos mais que falando.


Não sou esperto nem bruto,

nem bem nem mal educado:

sou simplesmente o produto

do meio em que fui criado.


Apesar de ter enfrentado dificuldades financeiras e problemas de saúde (sofreu de tuberculose), António Aleixo deixou um legado importante na literatura portuguesa. 


Títulos:


Quando começo a cantar – (1943);

Intencionais – (1945);

Auto da vida e da morte – (1948);

Auto do curandeiro – (1949);

Auto do Ti Jaquim - incompleto (1969);

Este livro que vos deixo – (1969) - reunião de toda a obra do poeta;

Inéditos – (1979); tendo sido, estes quatro últimos, publicados postumamente.

10/17/2024

E que falta nos faz...

 


Num tempo em que a pretexto de tudo e de nada usamos inglesismos, que falta nos faz a prática da nossa língua mãe. Todavia, pelo que se vai lendo, vendo e ouvindo, já não há volta a dar porque estamos mesmo colonizados.

Exaspera esta falta de amor próprio, mas sempre fomos de engate fácil e vendemo-nos por tão pouco, por tuta e meia.  

10/18/2020

À Descoberta de Portugal

 


No início dos anos 1980, mais concretamente em 1982, bem antes da vulgarização da internet, GPS e sítios electrónicos de referência de viagens e experiências de alojamento e restauração, a editora Selecções do Reader´s Digest publicava o livro "À Descoberta de Portugal". 

Em capa dura, ao longo de 550 páginas fazia-nos percorrer o país de lés a lés, de norte a sul, do litoral ao interior.

Muitas e excelentes fotografias acompanhadas de mapas e roteiros dos principais locais a visitar em cada região, eram um manancial de olhares a instigar à partida, à viagem e à descoberta do nosso Portugal. Eventualmente nessa altura com menos e bons acessos mas também menos descaracterizado. Mas o progresso tem destas coisas e quanto mais perto em tempo nos colocamos de qualquer recanto do interior, mais deserto e abandonado este fica.

Mas adiante. Por tudo isso este livro, este pedaço de história, geografia, cultura, tradições e artesanato, é hoje quase obsoleto na sua função, mas tem um lugar particular nas nossas memórias de outros tempos que, parecendo que foram ontem, têm quase quarenta anos de passado.




1/22/2020

Manuais (livros) escolares


Sou um apreciador de manuais escolares. Creio que já o terei dito por aqui. Mas deles sobretudo os de leitura,  relacionados ao ensino primário e os datados de 1980 para baixo. 

Não sou coleccionador nem tenho carteira para isso, mas confesso que possuo umas largas dezenas de diferentes exemplares, de diferentes épocas e em diferentes estados de conservação. Apesar de preferir os de leitura, como disse, obviamente que tenho muitos outros de diferentes disciplinas, como de História, Geografia, Ciências da Natureza, Gramática, etc,. Paralelamente também tenho muitos cadernos de exercícios e cadernos para escrita.

Não sou, como disse, coleccionador, e muito menos especialista no assunto dos manuais escolares, mas tão somente um apreciador.
Ao longo do tempo tenho publicado por aqui algumas notas sobre alguns desses muitos velhinhos manuais e sempre que houver tempo e disposição, continuarei a fazê-lo. 

Os manuais escolares para além do que nos ensinam, ou ensinaram, são um exemplo e um testemunho físico da evolução da forma de transmitir o ensino em Portugal. São por isso, parte da história da Educação e bastaria isso para serem entendidos e apreciados com importância.

Há fontes por aí que asseguram que o mais antigo manual português de que há conhecimento se reporta ao séc. XVIII, concretamente a 1722, é o  de autoria de  Manuel de Andrade de Figueiredo (1670-1735), designado de  "Nova Escola para aprender a ler, escrever, e contar" (imagem acima). Não tenho, tal livro, nem me merece ambição de o ter, desde logo porque são documentos raros e caríssimos e mesmo as edições fac-similizadas embora mais acessíveis também são caras. Todavia, estas nalgumas situações até se podem encontrar a preços mais ou menos acessíveis. Mas certamente que para um especialista do assunto ou coleccionador, não sendo em rigor um manual escolar tal como o entendemos, será certamente um livro indispensável. 

Este livro quando surgiu, num país muito iletrado, analfabeto, em que a escola era uma instituição para poucos, de alguma forma veio atenuar a lacuna que se registava na difusão da caligrafia, da ortografia e da aritmética. 

Com o Estado Novo, logo a partir da década de 1930, o regime passou a controlar os programas dos manuais escolares, sobretudo os de leitura, tornando os mesmos, para além da função do ensino e da aprendizagem das letras e das leituras, veículos de doutrinação com destaque para os símbolos do regime,  do patriotismo exacerbado, para além de ouros valores que foram tão caros ao Estado, como a componente da religião e família e a valorização dos elementos do trabalho, da natureza, da nossa paisagem, cultura popular, a exaltação dos heróis e heroísmos da nossa História.

É comum afirmar-se que os manuais escolares do tempo do Estado Novo, sobretudo os das décadas de 40 e 50 foram um veículo de educação reconvertido em propaganda do regime. Não há como negá-lo, mas  apesar de serem olhados com esse olhar crítico e por vezes numa filosofia de politicamente correcto e repleto de clichés, certo é que simultaneamente transmitiam valores nobres e fundamentais como o respeito pelo próximo, sobretudo aos familiares, crianças e idosos, bem como o amor pela natureza, pela nossa identidade cultura e história. Porventura, alguns desses valores estão nos dias de hoje em carência,  mas de algum modo pagamos os exageros de uma mudança do 8 para o 80. Poucos com responsabilidades políticas e sociais se preocuparam com o equilíbrio da mudança. As consequências são por demais conhecidas.

A partir do final de década de 1960 e até ao final do regime,  os manuais escolares conheceram alguma transformação, quer de conteúdos, com um nítido aligeirar da simbologia patriótica e do regime, com temas mais quotidianos, mais ligeiros,  mas sobretudo nos aspectos gráficos. Dessa mudança ou transformação, os manuais mais significativos e emblemáticos são aqueles que foram os meus livros da primeira e segunda classes,  de Maria Luísa Torres Pires, Francisca Laura Batista e Glória N. Gusmão Morais; Judite Vieira, Manuel Ferreira Patrício e Silva Graça, respectivamente, ambos com  ilustrações cuidadas, de qualidade artística e cromática, de autoria de Maria Keil (1914.2012) e Luís Filipe de Abreu (1935).


7/05/2018

Ciências Geográfico-Naturais - 1ª e 2ª Classe - Manual Escolar


Hoje trago à memória o manual escolar "Ciências Geográfico-Naturais - 1ª e 2ª Classe. É de autoria do Professor Pedro Carvalho, com edição da Porto Editora.
O manual tem as dimensões de 18 x 24 cm e 48 páginas profusamente ilustradas a cores.

O livro não tem qualquer referência à data e uma primeira análise ao estilo é de que será da década de 70.  Todavia, uma das ilustrações, a única com assinatura irreconhecível, tem o que parece ser uma referência à data de 82. Poderá assim ser do início dos anos 80? Talvez.

Este Professor Pedro Carvalho é autor de muitos manuais do ensino primário, desde pelo menos dos anos 50 a finais dos anos 70, e sobretudo das disciplinas de História e Ciências Geográfico e Naturais. Infelizmente, porque as referências na Web são quase nulas, pouco ou nada conseguimos apurar sobre este profícuo autor. Talvez alguém entre os nossos leitores possa acrescentar algo mais.

Este manual tem uma referência à colaboração de Mário Ramiro. Também sobre este nada conseguimos apurar ficando sem saber se essa colaboração se reporta à componente do texto ou da ilustração. Quanto às ilustrações também não existe referência aos autores, de resto o que na época era quase a regra, sendo que facilmente se distinguem vários estilos, pelo que será de supor que intervieram vários artistas.

Seja como for, é um belo manual, recomendado como "lições de observação", por isso muito ilustrado, abordando muitos assuntos relacionados ao tema da geografia natural e humana. 

Curiosamente são raros os manuais de ciências destinados às primeiras duas classes do Ensino Primário, até porque, principalmente na primeira delas, os alunos aprendem a ler e obviamente que apenas na segunda classe terão já a aptidão de leitura  e mesmo assim com alguma dificuldade. Daí que este tipo de manuais eram em regra destinados apenas à terceira classe e sobretudo à quarta.

Ficam, abaixo, algumas das quase meia centena de páginas.








Tópicos relacionados:


10/31/2017

Mário Augusto - Caderno Diário da Memória



O conhecido jornalista e autor, Mário Augusto, vai lançar novo livro o qual de algum modo é uma continuação ou complemento do livro "A Sebenta do Tempo" lançado no ano passado. 

Sinopse:
O baú das memórias não tem fundo. E quando se começa a vasculhar lá dentro, é difícil parar. Se pensou que ficou tudo dito (e recordado) na Sebenta do Tempo, desengane-se. Mário Augusto tem uma memória prodigiosa e promete fazê-lo recordar-se até do cheiro do dinheiro antigo. Ainda se lembra quanto custava um bitoque? A festa que se podia fazer com 20 escudos? Como é que se construía um papagaio de papel? Então e o depilatório Taky? Ainda há muito que recordar, e vai ver que gosta da viagem! «Há um ano, chegava-lhes às mãos "A Sebenta do Tempo". Fui surpreendido pela excelente receção que teve e, por isso, decidi continuar a vasculhar no baú das recordações, tirando notas para passar a limpo as folhas do nosso "caderno diário da memória". 

A convite pessoal do autor, procurarei estar presente na apresentação, que terá lugar no próximo sábado pelas 17:00 horas no Centro Multimeios em Espinho.

1/29/2017

Iniciação da Leitura–Livro escolar

IMAG0002

Hoje trago à memória o livro escolar “Iniciação da Leitura”, de autoria de Manuel Subtil, Cruz Filipe, Faria Artur e Gil Mendonça e ilustrações do conceituado Eduardo Romero. Trata-se de uma edição da Livraria Sá da Costa, de Lisboa, integrada na colecção “A Escola Primária”. O exemplar que possuo refere-se à 2ª edição e está datado de 1931.

O manual tem dimensões de 155 x 210 mm e 64 páginas, muitas delas a quatro e a duas cores. Tem ainda um desdobrável, com as dimensões de aproximadamente 800 x 500 mm em que são reprduzidas muitas das ilustrações do livro.

De todos os antigos manuais escolares dedicados ao ensino da leitura, este é sem dúvida um dos mais bonitos e completos.

IMAG0003

IMAG0004

IMAG0005

IMAG0006


IMAG0007

IMAG0008


IMAG0009

IMAG0010

IMAG0011

IMAG0012

1/22/2017

Ciências Naturais–Colecção Franco

 

ciencias_natuirais_franco_ensino_primario_1

ciencias_natuirais_franco_ensino_primario_2

Hoje trago à memória o manual do ensino primário “Ciências Naturais” da Colecção “Franco”, de autoria do Prof. José Maria Gomes, edição da Livraria Popular de Francisco Franco – Lisboa.

Tem um formato de 125 mm x 180 mm e um total de 52 páginas, várias delas ilustradas. Aborda temas como zoologia, incluindo o corpo humano, botânica, Mineralogia e Física.

O exemplar que possuo, referente à 25ª edição, não tem data mas a ter em conta outros manuais do autor, presumo ser dos anos 40. Ademais a ilustração assinada por Ferreira Branco tem a data de 44.

11/07/2016

A Sebenta do Tempo - Mário Augusto

Conforme previsto, neste sábado passado, dia 5 de Novembro, pelas 18:00 horas, no auditório do Centro Multimeios da cidade de  Espinho, decorreu o evento da apresentação do mais recente livro do conhecido jornalista da RTP, Mário Augusto.  "A Sebenta do Tempo", uma autêntica viagem pelas memórias e nostalgias de um espaço temporal centrado entre 1965 e 1985. São as memórias e a visão do Mário Augusto, mas comuns às gerações de 50, 60 e 70, seguramente. Como não podia deixar de ser, o Santa Nostalgia marcou presença.

Pela popularidade do autor, a sala António Gaio do Multimeios de Espinho esteve repleta de gente interessada e que pode assistir a uma viagem no tempo já que Mário Augusto preparou para o efeito uns vídeos que nos transportaram a esses deliciosos tempos de infância e adolescência.

Pela nossa parte, apesar do humilde contributo para este livro do Mário Augusto, ficamos lisonjeados pela referência que fez ao Santa Nostalgia. 

Certamente que o livro vai ser um sucesso editorial da Bertrand e o Mário Augusto merece, porque tem qualidade, humildade e um grande coração cheio de calor "com propriedades turbo-eléctricas", como as saudosas camisolas interiores  Thermotebe.

10/23/2016

Livro de leitura da 4ª classe–Joaquim Gaspar

 

Hoje trago à memória o livro de leitura da 4ª classe de autoria de Joaquim Gaspar.

Dimensões: 15 x 20 cm, com capa dura. 144 páginas, com muitas ilustrações e fotografias a cores e a preto-e-branco.

O exemplar que possuo é do ano de 1968 e corresponde à 9ª edição com edição, impressão e distribuição da Atlântida Editora, de Coimbra. A capa tem a fotografia de parte de uma tapeçaria existente na sala de sessões  dos Paços do Município do Porto de autoria do Arq. Guilherme Camarinha, intitulada “Hino em Louvor, Honra e Glória da Cidade do Porto“. Como curiosidade, refira-se que esta tapeçaria é a maior de um grupo de três do mesmo autor e que decoram a sala de sessões. As duas mais pequenas, nas paredes laterais da sala têm como temas "A faina no Douro" e "S. João".
A tapeçaria maior e central procura retratar a história da cidade do Porto e foi elaborada entre 1955 e 1958, contendo 8 milhões de pontos, tantos quantos os habitantes da época.

Voltando ao livro escolar, as ilustrações do livro são de autoria de Marques Elias.

O autor, Joaquim Gaspar tem vários outros manuais escolares, nomeadamente o “Vidas em Flôr”, também da 4ª classe e sobre o qual já aqui falamos e com edição posterior ao agora relembrado.

Não foi o meu livro da quarta classe, mas é um belo exemplar e que certamente, até a avaliar pelo número de edições, passou pelas mãos de muitos portugueses. Certamente que serão muitos os que guardam dele boas memórias.

livro_4_classe_1

livro_4_classe_2

livro_4_classe_3

livro_4_classe_4

livro_4_classe_5

livro_4_classe_6

10/06/2016

A Sebenta do Tempo - Mário Augusto


Noticia fresquinha em antestreia... terminei um livro que vai divertir a malta. Partilhem se assim entenderem. Eu agradeço.
Memorizem esta capa de livro porque em Novembro, logo na primeira semana, quando chegar ás as livrarias, ele será para a malta que cresceu nos anos 60, 70 e 80 como que um divertido elixir da memória. Andei meses a pesquisar, a perguntar a amigos da minha geração, desempoeirar as recordações. Nem vos conto o prazer que deu....
A SEBENTA DO TEMPO é para os que viram “Os Pequenos Vagabundos” e desejava, ao crescer, ser como o Jean-Loup…
Os que na escola, sabiam toda a lengalenga dos caminhos-de-ferro de Angola ou por onde passava o rio Zambeze em Moçambique – com a mesma certeza e convicção com que aprendiam que o Mondego nascia na Serra da Estrela – e era tudo dito naquele sincopado musical com que cantarolávamos a tabuada, de cor e salteado…
Para quem levou umas reguadas da professora ou chorou com a Heidi na televisão...
Ou para os que se lembram que beijou ou foi beijado(a), agarradinho(a), ao som do “Hotel Califórnia” dos Eagles ou do “We’re all alone” da Rita Coolidge...
Talvez encontre utilidade nesta “Sebenta do Tempo –manual da memória para esquecidos”. Porque há um tempo na vida que nunca se pode deixar de evocar. E de recordar.
Alguém me explica por que será que, quando tínhamos 15 anos, o verão parecia mais azul? Os nossos verões eram mesmo mais azuis e quentes, as férias grandes eram mesmo grandes, até outubro, já depois da chegada do Outono.
O mundo da nossa infância era gigante e a nossa rua interminável para as brincadeiras.
Os heróis da BD custavam vinte e cinco tostões em desenhos a preto e branco.
A simplesmente Maria arrasava corações.
As laranjadas faziam piquinhos refrescantes na boca.
Os beijos dados na adolescência jamais foram repetidos com sabor a chiclete.
Como sempre aconteceu com todas as gerações, acelerávamos os dias a pensar na idade adulta e hoje travamos o tempo a recordar os nossos melhores anos.
Até ao lançamento deste livro de doces recordações de uma geração que ainda se lembra onde estava no 25 de abril...(talvez na escola ou a jogar á bola!), eu vou desvendado bocadinhos do seu conteúdo que vai apanhar distraída a memória de muita gente. Peço-lhes que partilhem a informação, vou dando pormenores de lançamento e aceito sugestões para essas sessões de lançamento.

Obrigado Mário Augusto

 -----------------------------------

O Blogue Santa Nostalgia fica obviamente satisfeito com esta notícia, expressa pelo conhecido jornalista da RTP, Mário Augusto, na sua página no Facebook. Desde logo porque neste livro são trazidas à memória muitas das recordações que ao longo de 10 anos temos aqui publicado. Neste sentido, o Santa Nostalgia é também uma sebenta do tempo, não em papel mas online.
Para além disso, foi com humildade e satisfação que a pedido do Mário Augusto fomos colaborando neste seu projecto, avivando uma ou outra memória ou facultando esta ou aquela imagem ou fotografia. Para nós foi um privilégio. Esperemos que esta Sebenta do Tempo seja um sucesso. Certamente que será porque tem todos os ingredientes para isso, desde logo a qualidade do autor.

8/31/2015

Obras infantis de António Sérgio

Hoje trago à memória os quatro volumes das histórias infantis de António Sérgio, edição da Sá da Costa, de 1978, com belas ilustrações de Luis Filipe de Abreu.
Pelo que pude pesquisar, estas histórias do autor, tiveram edições anteriores, pela mesma editora, com trabalhos de outros ilustradores, nomeadamente de Mily Possoz.
São quatro volumes:
I - Os dez anõezinhos da tia verde-água
II - Os conselheiros do Califa e outros contos
III - Na terra e no mar
IV - Contos gregos

luis_filipe_abreu_as_1

luis_filipe_abreu_as_1_1

luis_filipe_abreu_as_2

luis_filipe_abreu_as_6

luis_filipe_abreu_as_3

luis_filipe_abreu_as_4

luis_filipe_abreu_as_5

Pesquisar no Blog

Pão-de-ló de Arouca - Tradição e modernidade

  Casa do Pão-de-Ló de Arouca - A. Teixeira Pinto

Populares