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6/24/2010

O Romance da Raposa – Série de animação




Hoje trago à memória a simpática série de animação "O Romance da Raposa", produzida em Portugal e por portugueses. Foi no final dos anos 80 (1988) e a série constava de 13 episódios de 12 minutos cada.
 
O título foi baseado na obra homónima do escritor Aquilino Ribeiro (que em 1924, como prenda de Natal, a dedicou ao seu filho Aníbal), que narra as aventuras e desventuras da Salta Pocinhas, uma “raposeta matreira, fagueira, lambisqueira”.
 
A série foi produzida pela Topefilme e Telecine, sendo realizada pela dupla Artur Correia e Ricardo Neto, adaptação de Marcello de Moraes, diálogos e letras das músicas de Maria Alberta Meneres e música de Jorge Machado.
 
Recordo-me de assistir com agrado a esta série e que foi uma demonstração de que, com finaciamentos apropriados, era possível produzir animação de qualidade em Portugal. Infelizmente os casos semelhantes nunca foram muitos, salvo curtos sketchs. 
 
À volta da popularidade da série, na época foram comercializados alguns artigos, nomeadamente discos com a banda musical da série e também uma colecção de calendários de bolso.
 
"O Romance da Raposa" foi uma das séries repostas pela RTP Memória, sensivelmente por alturas do seu lançamento, creio que em 2004 e posteriormente em 2007. Como perdi ambas, estou a aguardar uma nova reposição.

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(capa de uma edição do livro de Aquilino Ribeiro)

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Mil famosas aventuras
Aqui se vão relatar,
De certa Salta-Pocinhas
Que tem muito que contar.

(Primeiros versos da música do genérico da série)

[Youtube – Link]

6/01/2010

Jabberjaw - I Don't Get No Respect!

 

Hoje trago à memória a série de desenhos animados "Jabberjaw". Esta série foi produzida pela profícua Hanna-Barbera, em 1976 e exibida pela ABC entre 1976 e 1977. Em Portugal creio que passou já na era da cor, isto na primeira metade dos anos 80. 
Jabberjaw era um divertido tubarão, de dorso azul e barriga branca, com um apurado sentido de humor, baterista de uma banda de rock, Os Neptunos, composta ainda por Biff, Shelly, Bubbles e Clamhead. O ambiente da série era futurista, numa cidade no fundo do oceano. As histórias giravam assim em torno do Jabberjaw e do seu grupo de amigos.
A série foi relativamente curta, saldando-se em 16 episódios de cerca de 30 minutos cada.
Dizem que esta série foi produzida à boleia de um popular filme da época (1975), Jaws, ou Tubarão, de Steven Spielberg, mas funcionando numa espécie de desmistificação, já que o simpático Jabberjaw era tudo menos aterrador e sanguinário.
Também falam da semelhança da estrutura com o popular Scooby-Doo, da mesma produtora, o que em muitos aspectos é verdade. No fundo Jabberjaw seguia apenas a linha de sucesso de muitas das séries da Hanna-Barbera, onde um animal, assumia características e comportamentos muito humanos bem como interagia com estes, tornando-se num semelhante. Esta é uma das fortes característica de diversas séries da produtora norte-americana. Assim de repente, para além do já citado Scooby-Doo, estou a lembrar-me do Zé Colmeia, a Lula Lélé, Pepe Legal, Wally Gator e muitos outros.
Recordo-me bem da série e para memória ficou sobretudo a sua famosa frase:  I Don't Get No Respect!

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[Youtube – Link]

4/30/2010

Histórias narradas e desenhadas

 

televisao antiga santa nostalgia

Hoje veio-me à memória uma rubrica que nos anos 70 existia na RTP, dedicada ao público infantil e que basicamente se resumia à narrativa de histórias simples, enquanto que alguém, por detrás de um suporte iluminado, uma espécie de quadro branco, ía desenhando a própria história.
Eu adorava essa rubrica, eventualmente integrada num qualquer programa, como o TV Infantil, então coordenada por Maria do Sameiro Souto, e admirava sobretudo a precisão e rapidez com que eram executados os diferentes desenhos. Também gostava do narrador que ía desenvolvendo diferentes vozes de acordo com as personagens e acções de cada história.
Infelizmente, por mais que tenha procurado, mesmo nas minhas velhas papeladas, não consegui descortinar o nome da rubrica nem a identidade de quem narrava ou de quem desenhava.

Fica a memória, algo vaga, confesso, mas que certamente é recordada por quem nessa altura era criança e assitia com regularidade às emissões a preto-e-branco da nossa RTP.

9/30/2009

Tales of the Wizard of Oz – O feiticeiro de Oz

 

Em 1973, no primeiro canal, aos sábados, logo a seguir ao almoço e depois com repetição no segundo canal da RTP, em UHF, por volta da 20:30 horas, passava uma série de desenhos animados designada de O Feiticeiro de OZ, no original Tales of the Wizard of Oz, uma produção da Crawley Films para a Videocrafts,  baseada no famoso livro de Lyman Frank Baum.

Esta série foi criada em 1961, com um total de 200 episódios de cerca de 15 minutos cada. Nessa época, apesar de terem sido produzidos a cores, eram exibidos a preto-e-branco na RTP.

Eu adorava ver esta simpática série, com as aventuras dos conhecidos amigos, como o Homem de Lata (Rusty Tin Man), o Homem de Palha (Socrates the Scarecrow), o Leão (Dandy Lion) e a malvada bruxa, com os seus feitiços e poções mágicas. Todavia,  nem sempre me era possível fazê-lo já que nessa altura tinha que ir a casa do meu avô, o único do lugar que tinha televisor. Mesmo assim consegui assistir a uma boa dose de episódios. Quanto aos que perdi, felizmente no Youtube é possível assitir a um bom número deles.

 

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9/15/2009

Séries e programas TV - Sumário

Aqui fica um sumário de diversos artigos onde já recordamos algumas das séries e programas de televisão que marcaram a infância e juventude, sobretudo daqueles que, nessas belas e nostálgicas idades, atravessaram as décadas de 60, 70 e 80.

pipi das meias altas santa nostalgia series tv
Era uma vez ...o Homem








Abbott and Costello
The Partridge Family
LASSIE – Série TV
Os caminhos de Noële – Série TV
Os caminhos de Noële – Parte II
Omer Pacha – Tenente Latas
A família Boussardel - Les Boussardel
O salva-vidas voador - Bailey´s Bird
O Regador Mágico - Pardon My Genie
Allo! Allo!
Pippi das Meias Altas
Vasco Granja - Cinema de Animação – O Lápis Mágico
Noddy - Nodi - 60 anos de histórias de encantar
Os homens de Shiloh - The Virginian
Charlie's Angels - Os Anjos de Charlie
Os garotos do 47-A
Tenente Columbo
A hora de Alfred Hithcock
Hercule Poirot - O detective do bigode esquisito
Sandokan - O tigre da Malásia
A Flecha Negra - La Freccia Nera
As aventuras de Robin Hood
O Fugitivo - Série TV
Kung Fu - As aventuras de Caine
Lancer - Série de TV com cowboys
Marco - Dos Apeninos aos Andes - I
Marco - Dos Apeninos aos Andes - II
Marco - Dos Apeninos aos Andes - III
The Roman Holidays
O Carrocel Mágico - Franjinhas, Anita, Saltitão e companhia
Os Flintstones
Bana e Flapi
Os Estrumpfes
A abelha Maia
A Pedra Branca - Série TV
Vickie o Viking
Calimero - É uma injustiça, não é?
Fungágá da Bicharada
Heidi - A menina dos Alpes
Os Pequenos Vagabundos
Bonanza
Daniel Boone

7/17/2009

LASSIE – Série TV

"LASSIE" é o nome de uma das séries TV mais populares e ainda recordadas entre nós.
Trata-se de uma série norte-americana, exibida inicialmente entre Setembro de 1954 a Março de 1974. Ao todo foram 19 temporadas e 588 episódios de cerca de 30 minutos cada. Um caso raro de longevidade televisiva.

Em Portugal, na RTP, passou no tempo do preto-e-branco, no início dos anos 70. Em 1973, por exemplo, era exibida às 19:45 horas das quintas-feiras. Apesar disso, no original, a série foi filmada no início também a preto-e-branco, mas nos anos 60 já era produzida a cores.
Todavia, à volta da figura de LASSIE, foram realizados vários filmes e séries. Destas, a que relembro de modo particular, e a mais popular entre os portugueses, é que falo no início.

Lassie é uma cadela da raça collie, que se destaca pela sua beleza, inteligência, coragem e fidelidade aos seus donos, quase sempre crianças, resolvendo e ajudando situações do dia-a-dia. Os donos de Lassie foram diversos de acordo com as alterações introduzidas à série, como de resto seria normal num período tão longo de produção. Jeff Miller (interpretado por Tommy Rettig dos episódios 1 a 116), um miúdo de 11 anos, desde o início da série até à quarta temporada, seguindo-se o pequeno Timmy Martin (interpretado por Jon Provost, dos episódios 116 a 352),, entre 1954 e 1964, Corey Stewart, de 1964 a 1968 e Lucy Baker, até ao final, a seguir a um período em que Lassie andava por um lado e por outro, sem dono específico, relacionando-se com várias pessoas, adultos e crianças.

Como já se referiu, devido à excessiva duração da série, a história acabou por ter várias reformulações, algumas delas quase radicais. Por um lado os produtores pretendiam ajustar a situação aos diferentes actores que íam entrando e saíndo da série e por outro lado tinham como objectivo manter um interesse consistente dos telespectadores. Penso que isso acabou por ter efeitos indesejáveis porque, falo por mim, às tantas, perdia-se o interesse no formato. Afinal de contas, o que fica é a primeira impressão.

Seja como for, Lassie tornou-se num caso único de popularidade mundial e ainda hoje é bastante reconhecida, tendo até o seu sítio na Net, onde se pode conhecer com mais rigor a sua já longa história.
Devido a essa popularidade, mesmo hoje-em-dia frequentemente confunde-se a raça canina collie com lassie.
Como curiosidade, apesar de na série Lassie ser identificada como sendo uma cadela, dizem que na verdade esse papel sempre foi interpretado por um macho. Verdade?
Como não podia deixar de ser, no início seguia esta série com entusiasmo infantil, a par da série Skippy. Afinal, as crianças sempre se sentiram fascinadas pelos animais e então quando eram eles os heróis dessas séries, esse fascínio aumentava.

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- Saiba mais: link

5/04/2009

Vasco Granja deixou-nos…






Soube, há instantes, que faleceu o Vasco Granja. Foi já de madrugada, em Cascais, onde vivia. Tinha 83 anos.
Esta triste notícia acabou por ser para o Santa Nostalgia uma infeliz coincidência, pois precisamente neste dia publicamos um artigo onde falamos do apresentador e do seu “Cinema de Animação”, a propósito da série de animação polaca, dos anos 70, “O Lápis Mágico”.
É uma infeliz coincidência porque à hora da publicação do artigo, obviamente não sabíamos do triste acontecimento, que apenas foi noticiado há minutos. Aliás, o artigo esteve para ser publicado durante o dia de ontem, Domingo.
Neste contexto, para além do que já falámos acerca do Vasco Granja, queremos deixar aqui uma sentida homenagem a esta figura incontornável da televisão portuguesa e de modo especial do cinema de animação.
O seu e nosso “Cinema de Animação” era um mundo de divertimento e fantasia, um espaço quase mágico que ajudou a enriquecer esse tempo fantástico e inesquecível que é a nossa infância.
Que descanse em paz.

Vasco Granja - Cinema de Animação – O Lápis Mágico

Vasco Granja, o apresentador de “Cinema de Animação” (ilustração Santa Nostalgia)

Uma das boas nostalgias do meu tempo de criança prende-se com a rubrica televisiva, "Cinema de Animação", apresentada pelo inesquecível e carismático Vasco Granja.
O programa "Cinema de Animação" teve o seu início em 1974, logo após a revolução do 25 de Abril e aguentou-se firme durante 16 anos, até 1990, tendo sido apresentados cerca de um milhar de edições.

Este programa da RTP, iniciado ainda no tempo do "preto-e-branco", primava pela variedade de desenhos animados exibidos, apesar do apresentador, especialista de cinema de animação, mostrar uma preferência especial pelas produções dos países de leste, nomeadamente da Polónia, Jugoslávia e Checoslováquia, muitas vezes de características experimentalistas, em contraponto às clássicas séries dos Estados Unidos, nomeadamente da Disney e da Looney Tunes, que também apreciava.

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Vasco Granja seleccionava filmes de vários países, desde a Europa até ao Japão, incluindo filmes oriundos do Canadá, então muito forte no cinema de animação experimental, nomeadamente de autoria de Norman McLaren, um dos confessos realizadores preferidos do apresentador. A Vasco Granja e ao seu “Cinema de Animação” deve-se também a divulgação e popularidade da série “A pantera cor-de-rosa”, de Friz Freleng e David DePatie, sendo, à custa disso, apelidado de "o pai da Pantera cor-de-rosa”.
De todos os bons filmes que eu via no "Cinema de Animação", incluindo a “Pantera cor-de-rosa”, que continua a agradar, mesmo às novas gerações, a série "O Lápis Mágico" foi aquela que mais tocou a minha imaginação de criança.

"O Lápis Mágico", no original "Zaczarowany Olowek" que pode também ser traduzido por "Lápis encantado", era uma produção polaca, da cidade de Lodz, da Se-Ma-For (acrónimo de Studio Malych Form Filmowych), cujos episódios produzidos de 1963 a 1976, com cerca de 10 minutos cada, giravam à volta de um menino (Piotr) que tinha como amigo um duende que por sua vez lhe emprestava um lápis com capacidades mágicas ou encantadas, pelo que tudo o que o rapazito desenhasse se materializava, tanto objectos. O menino tinha ainda um inseparável companheiro, um cão amarelo, muito irrequieto e inteligente, que o ajudava em inúmeras situações.

O lápis mágico só funcionava em situações especiais, normalmente numa perspectiva do Bem  mas nunca ao serviço do Mal, principalmente quando alguém se apropriava do lápis ou obrigava o menino a fazer desenhos para uso maldoso.

Esta série de animação, como muitas outras tão características dos chamados países de Leste, não tinha falas e por conseguinte era apresentada sem legendas, mas apenas com música e sons. Apesar disso, as histórias eram de fácil compreensão para as crianças, mesmo as que ainda não sabiam ler e transmitiam valores de alegria, paz e amor, como fazia questão de salientar o apresentador.

Apesar da simplicidade da produção, com desenhos e cenários muito básicos, mesmo rudimentares, esta série "O Lápis Mágico", tornou-se uma das preferidas da rubrica "Cinema de Animação" e deu azo a muitas e imaginativas brincadeiras. Pessoalmente, fartei-me de romper lápis e riscar paredes e papel na expectativa infantil de ver transformar em realidade os bolos, carros, cães e gatos que desenhava. Mas nada...

Felizmente, para matar saudades e voltar a divertir, e até para recordar a inesquecível música de abertura, hoje em dia ainda é possível assistir a vários episódios dispersos no sítio YouTube, bastando escrever na caixa de procura o título original, "Zaczarowany Olowek".


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Genérico de abertura
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O menino que utilizava o lápis mágico
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O cão, companheiro do menino.
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O menino e o cão
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O duende entregando o lápis mágico ao menino
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O menino a desenhar um urso
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O menino a desenhar uma chave

4/20/2009

Noddy - Nodi - 60 anos de histórias de encantar

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O Noddy é um boneco animado conhecido mundialmente, pelo que quase dispensa grandes e demoradas apresentações. Ele é conhecido tanto pelos miúdos, os seus grandes admiradores, quanto pelos graúdos.
A mais ou menos recente série de televisão (2002), conhecida entre nós por "Abram alas para o Noddy", veio generalizar e ampliar a popularidade do boneco de madeira. Noddy extravasou da televisão para mil-e-um formatos de merchandising, desde livros, vídeos, vídeo-jogos, cromos, material escolar, roupas, brindes, peluches, etc, etc.
Este simples artigo sobre o Noddy, vem na sequência da notícia divulgada hoje, que nos dá conta de que o canal de televisão inglês, o Channel 5, detentor dos direitos de imagem do boneco, estreia nesta mesma data uma nova série do Noddy, com 52 episódios, de 10 minutos cada, integrada no programa infantil Milkshake.

Esta é uma produção totalmente digital, comemorativa do 60º aniversário do boneco, e que em muitos aspectos foge da estrutura tradicional do Noddy. Desde logo a Cidade dos Brinquedos (Toyland) é muito maior, bem como surgem novas personagens. Por outro lado, o Noddy, para além do seu inseparável automóvel vermelho e amarelo, bem como do seu avião, tem agora ao seu dispor uma maior variedade de veículos para conduzir nas diversas histórias, nomeadamente um helicóptero, uma carrinha pick-up e um submarino.

Pode ser uma forma de alargar as potencialidades dos argumentos das histórias, mas certamente será um passo rumo ao corte com o passado do boneco. O comércio e o merchandising acima de tudo.
Muitos dos admiradores mais novos (e não só) certamente não saberão, mas o Noddy, como atrás se disse, está precisamente a completar 60 anos, pelo que se o tempo afectasse os bonecos, certamente hoje seria um velhinho sempre simpático com o seu chapéu de veludo azul e com o guizo na ponta, mas talvez já com barbas brancas como o seu melhor amigo, o Orelhas.

O Noddy de facto nasceu em 1949, criado pela fértil imaginação da famosa escritora inglesa de obras infanto-juvenis, Enid Blyton, mãe dos famosos "Cinco" e o "Clube dos Sete". Portanto, o Noddy original nasceu nos livros, com belas ilustrações do holandês Harmsen van der Beek (que assinava apenas como Beek). Só mais tarde, em 1955, é que nasceu a série de televisão, na BBC. Ao longo dos tempos a técnica de produção foi evoluindo, desde os primórdios com bonecos de marionetes até à actual era da produção digital. O Noddy sempre foi um produto popular, em qualquer dos formatos.

Quando eu era criança, o meu primeiro contacto com o Noddy foi precisamente nas série dos livros. Em Portugal, é conhecida a edição publicada pela ENP - Empresa Nacional de Publicidade (anos 60) e mais tarde (anos 80) uma edição pela Editorial Notícias.

Primeiramente acedi aos livros através da Biblioteca Itinerante da Gulbenkian. Devorava-os pura e simplesmente. Fascinava-me aquele mundo colorido dos brinquedos, afinal, o nosso mundo, o das crianças. Mais tarde, já adolescente, tive a oportunidade de adquirir alguns livros. Infelizmente, a maior parte perdeu-se algures nas velhas gavetas e prateleiras mas ainda conservo uma meia-dúzia de títulos.
Eis os títulos da colecção:
1 - Nodi no País dos Brinquedos
2 - Viva o Nodi
3 - Nodi e o seu carro
4- Nodi no Bosque Escuro
5 - Nodi e o Orelhas Grandes
6 - Nodi vai à escola
7 - Nodi na praia
8 - Nodi em sarilhos
9 - Nodi e a borracha mágica
10- Nodi e a velha gabardina
11- Nodi e o Pai Natal
12- Nodi e a ursinha Tété
13- Coragen, Nodi
14- Nodi e o cãozinho Endiabrado
15- Tem cuidado, Nodi
16- O Nodi é um bom amigo
17- Mais uma aventura do Nodi
18- Nodi no mar
19- Nodi e o coelho-macaco
20- Nodi e o burro
Repare-se, desde logo, e pelos títulos, que a designação inicial em Português era Nodi e não Noddy como agora é divulgado. Depois, na versão dos livros, comparativamente com a conhecida série "Abram alas para o Noddy", há várias situações diferentes, a começar pelos nomes das personagens. Veja-se:
No livro: Nodi; Na série TV: Noddy
No livro: Orelhas Grandes; Na série TV: Orelhas
No livro: Sr. Plod, o polícia; Na série TV: Sr. Lei
No livro: Ursa Tété; Na série TV: Ursa Teresa
No livro: Sr. Boneco Preto, o garagista; Na série TV: Sr. Faísca
No livro: Os palitos; Na série TV: Os xadrezinhos
No livro: Endiabrado, o cão; Na série TV: Turbulento.
No livro: Gata Felpuda; Na série TV: Gata Rosa
Estes são alguns exemplos de alterações mas há mais. Seja como for, não admira que Nodi, ou Noddy, continue a fazer parte do mundo das crianças de ontem e de hoje. Afinal, o mundo deveria ser sempre como a Cidade dos Brinquedos: Um local simples, belo e colorido. Infelizmente a realidade é bem mais negra e cinzenta pelo que importa preservar as cores da nossa infância porque dentro de cada um de nós deve morar uma criança.
Esta é a nossa simples homenagem ao Noddy, pelos seus generosos 60 anos, sempre com o guizo a tilintar na nossa memória.



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10/31/2008

As aventuras de Robin Hood

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Uma das séries de TV que mais recordações me deixou, enquanto criança, foi sem dúvida As Aventuras de Robin Hood, no original The Adventures of Robin Hood, entre nós conhecido como Robin dos Bosques.

A série é de origem inglesa, produzida nos anos 50 pela ITV. Desenrolou-se ao longo de quatro temporadas, com um total de 143 episódios.
Na ITV foi para o ar entre 1955 e 1960 e quase em simultâneo na CBS americana entre 1955 e 1959.

Na RTP, passou a preto-e-branco, no final dos anos 60. Recordo-me que durante muito tempo era exibida aos domingos, por volta das 13:30 horas. Este horário era complicado para mim e para os meus colegas, pois o seu final (cada episódio demorava cerca de 25/30 minutos) coincidia sensivelmente com o início da aula de catequese. Por isso, não raras vezes, chegávamos ligeiramente atrasados mesmo depois de uma valente corrida (a igreja ficava distanciada de casa cerca de 1Km). Escusado será dizer que esta série era motivo de inspiração para muitas das nossas brincadeiras.

O papel principal, de Robin Hood, era protagonizado pelo actor Richard Green. Alguns dos personagens principais, como Lady Marian, João Pequeno e Will Scarlet foram, ao longo das quatro temporadas, interpretados por diferentes actores.
A trama dos episódios decorria dentro da história e lenda atribuída a Robin Hood, ou Robin dos Bosques, suficientemente conhecida de todos já que é um dos heróis mais conhecidos e popularizados, tanto na televisão como no cinema, na literatura e banda desenhada.

No entanto, relembra-se que a história decorre na Inglaterra, na Idade Média, ao tempo do reinado do Rei Ricardo. Este encontra-se ausente em combate nas Cruzadas, pelo que em seu lugar fica a reinar o Príncipe João. Este governa com impiedosa mão-de-ferro, tendo em conta apenas o seu interesse e dos seus correligionários, nomeadamente o Sheriff of Nottingham, com quem Robin luta constantemente, impondo ao povo elevados impostos.

Para combater esta injustiça e crueldade do substituto do rei e do Sheriff de Nottingham , Robin Hood lidera um famoso bando de foras-da-lei, escondidos na impenetrável floresta de Sherwodd, roubando aos ricos, quase sempre ao rei e seus comparsas, para distribuir pelos pobres e desfavorecidos.

Robin Hood conta com grandes companheiros de luta, tal como o forte João Pequeno, o glutão Frei Tuck, Will Scarlet, entre outros. Depois, em cada episódio, o namoro e romance de Robin Hood com a bela Lady Marian é tónica presente e quase sempre motivo de encrencas para Robin e seu bando.
Cada episódio está recheado de perseguições a cavalo, lutas entre Saxões e Normandos, lutas com escudo e espada, torneios com arco e flechas, visitas ao castelo, e todo um conjunto de situações características desse tempo da Idade Média.

Soube bem recordar esta série de televisão.

Consulte no link abaixo um excelente sítio sobre esta série, de onde extraímos algumas fotos:

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10/29/2008

O Fugitivo - Série TV

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“O Fugitivo” é uma série policial produzida nos anos sessenta, que narra a história de um médico, Dr. Richard Kimble, injustamente acusado do assassínio da sua mulher.
A sua única pista: um homem com um só braço. Um homem que só ele pode identificar.
Perseguido pelo impiedoso agente da polícia Philip Gerard, que acredita na culpabilidade de Kimble, este tem apenas um caminho para poder sobreviver: encontrar o homem que matou a sua mulher...
fonte: RTP Memória
Está a passar na RTP Memória a série "O Fugitivo", uma produção dos anos 60 e que entre nós obteve assinalável êxito quando passou na RTP no final dos anos sessenta. É agora uma excelente oportunidade para rever.

"The Fugitive", no original, teve 120 episódios, tendo sido exibida nos Estados Unidos pela cadeia ABC, entre Setembro de 1963 e Agosto de 1967, ao longo de quatro temporadas. As primeiras três temporadas foram produzidas a preto-e-branco e a última a cores. Em Portugal, na RTP, passou totalmente a preot-e-branco. As principais figuras da séria: David Janssen, no papel do Dr. Richard Kimble e Barry Morse (que também participou na série Espaço 1999) no papel do tenente Philip Gerard, o implacável e persistente perseguidor do Dr. Kimble. Ainda Bill Raisch , no papel do assassino, Fred Johnson - O Homem com um só braço e Jacqueline Scott no papel de Taft. Ao longo dos muitos episódios, a série teve a participação especial e esporádica de muitos nomes prestigiados do cinema e televisão.

As série, devido ao seu êxito, viria a ter uma versão em filme, em 1993, com Harrison Ford no papel do Dr. Richard Kimble e em 2000 uma versão, em série, com Tim Daly no papel principal. Esta versão teve apenas uma temporada e foi exibida na CBS.

Pessoalmente recordo-me de assistir à maior parte da série. Penso que o seu excessivo número de episódios contribuiu para algum desligamento já que obrigava a uma rotina de acompanhamento muito semelhante às actuais novelas, para não se perder o fio à meada. No entanto, do que consigo recordar-me, muitos episódios tinham uma estrutura própria, quase independente, pelo que a sequência e interligação da trama e dos acontecimentos muitas vezes não era muito notória; isto é, mesmo que se perdessem alguns episódios não se perdia o essencial da história. Tal como as modernas novelas, os espectadores ansiavam pelo climax, pelo final.

Apesar de tudo, desse desligamento esporádico, a série "O Fugitivo" foi uma das mais marcantes da nossa televisão e como tal tinha que figurar muito justamente aqui nestas memórias e nostalgias.

9/27/2008

Marco - Dos Apeninos aos Andes - III

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Sinopse: Terceira parte

Finalmente Marco chegou a Tucamon. Ali pediu informações sobre o irmão do Sr. Mequinez, para quem supostamente trabalhava a sua mãe, Ana Rossi. Informaram-no onde era a casa do Engenheiro Sr. Mequinez. Ali foi informado, pelo próprio senhor Mequinez e sua esposa Cristina, que Ana estava ali, mas gravemente doente e que o médico nem se atrevia a operá-la com medo que não resistisse.  Deu-se então, finalmente, o tão ansiado encontro com a sua mãe, mas em condições dramáticas. Marco, morrendo de dor, abraçou-se comovidamnete a sua mãe e esta reconheceu-o e ficou surpreendida por este ter chegado ali.

Com a ajuda e o ânimo trazido por Marco, Ana foi recuperando as forças e assim ficou preparada para a operação.  Foi, pois, para o hospital. Sempre com Marco como companhia, Ana recuperou milagrosamente e o médico anunciou a Marco que a sua mãezinha estava fora de perigo.  Atribuiu a Marco o milagre da sua recuperação, pelo que sem ele ali, Ana não teria resistido. Valeram a pena os imensos sacrifícios de Marco, desde o momento em que se separou da mãe, em Génova, até ao momento em que a encontrou prostada numa cama, doente.

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Marco e Ana ficaram em casa dos Mequinez por uns tempos até que ficasse totalmente restabelecida.

Finalmente, um mês depois, Marco e Ana partiram de regresso para Itália. Despediram-se afectuosamente da família que os ajudara a restabelecer e pelo caminho de regresso a Buenos Aires, reencontraram muitos dos amigos que Marco conhecera durante a sua aventura, nomeadamente o professor Pepino, a amiga Filomena e suas irmãs. Finalmente o embarque de regresso a Itália. Apesar de tudo, Ana conseguira amealhar bastante dinheiro que seria suficiente para pagar as dívidas da sua família e assim iniciarem uma vida nova, repleta de esperança.

A recepção em Itália, como seria de esperar, foi feliz. Pedro ficou radiante por rever a esposa e o pequeno filho. Os negócios também corriam melhor a Pedro e António, o irmão mais velho de Marco, tornara-se um excelente engenheiro dos caminhos-de-ferro, para onde havia ido trabalhar.

Como seria de esperar, foi um final repleto de felicidade e emocionante, para toda a família Rossi e seus amigos.

Encontro de Marco com sua mãe - em espanhol

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A aventura de Marco, é pautada sempre pela tristeza, drama, sofrimento e desencontros. Há até quem lhe chame de demasiado piegas. Quem assistiu à história pela RTP, ao longo de dezenas de episódios, frequentemente choraram ou emocionaram-se. Mas, apesar de ser uma série de animação, a verdade é que Marco é uma história de coragem, preservança e amor maternal de um filho, que apesar de ser uma criança, enfrenta desafios enormes, ultrapassando obstáculos, sacrifícios e adversidades.

Marco, por tudo isso, será sempre uma série marcante entre todo o vasto conjunto de séries de animação que passaram ao longo dos tempos pela televisão, de modo especial pela RTP. Não admira, pois, que a par da série Heidi, seja uma das mais lembradas. Acima de tudo, a série representava a transmissão de um conjunto de valores humanos e éticos que hoje em dia andam muito arredados das actuais séries de animação.

O sucesso da série Marco foi explorado nos mais variados suportes, desde livros, revistas, estampagens em vestuário, bonecos, brinquedos, etç.

Entre nós, no ano de 1977, a Disvenda, com a Silna Editora e a Visão Editora, lançaram uma colecção de cromos, dividida em duas cadernetas, relativa à primeira e segunda partes da série. A primeira caderneta comporta um total de 210 cromos e a segunda parte 96 cromos.

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