5/01/2020
6/24/2010
O Romance da Raposa – Série de animação
O título foi baseado na obra homónima do escritor Aquilino Ribeiro (que em 1924, como prenda de Natal, a dedicou ao seu filho Aníbal), que narra as aventuras e desventuras da Salta Pocinhas, uma “raposeta matreira, fagueira, lambisqueira”.
A série foi produzida pela Topefilme e Telecine, sendo realizada pela dupla Artur Correia e Ricardo Neto, adaptação de Marcello de Moraes, diálogos e letras das músicas de Maria Alberta Meneres e música de Jorge Machado.
Recordo-me de assistir com agrado a esta série e que foi uma demonstração de que, com finaciamentos apropriados, era possível produzir animação de qualidade em Portugal. Infelizmente os casos semelhantes nunca foram muitos, salvo curtos sketchs.
À volta da popularidade da série, na época foram comercializados alguns artigos, nomeadamente discos com a banda musical da série e também uma colecção de calendários de bolso.
"O Romance da Raposa" foi uma das séries repostas pela RTP Memória, sensivelmente por alturas do seu lançamento, creio que em 2004 e posteriormente em 2007. Como perdi ambas, estou a aguardar uma nova reposição.
Mil famosas aventuras
Aqui se vão relatar,
De certa Salta-Pocinhas
Que tem muito que contar.
(Primeiros versos da música do genérico da série)
[Youtube – Link]
6/01/2010
Jabberjaw - I Don't Get No Respect!
Hoje trago à memória a série de desenhos animados "Jabberjaw". Esta série foi produzida pela profícua Hanna-Barbera, em 1976 e exibida pela ABC entre 1976 e 1977. Em Portugal creio que passou já na era da cor, isto na primeira metade dos anos 80.
Jabberjaw era um divertido tubarão, de dorso azul e barriga branca, com um apurado sentido de humor, baterista de uma banda de rock, Os Neptunos, composta ainda por Biff, Shelly, Bubbles e Clamhead. O ambiente da série era futurista, numa cidade no fundo do oceano. As histórias giravam assim em torno do Jabberjaw e do seu grupo de amigos.
A série foi relativamente curta, saldando-se em 16 episódios de cerca de 30 minutos cada.
Dizem que esta série foi produzida à boleia de um popular filme da época (1975), Jaws, ou Tubarão, de Steven Spielberg, mas funcionando numa espécie de desmistificação, já que o simpático Jabberjaw era tudo menos aterrador e sanguinário.
Também falam da semelhança da estrutura com o popular Scooby-Doo, da mesma produtora, o que em muitos aspectos é verdade. No fundo Jabberjaw seguia apenas a linha de sucesso de muitas das séries da Hanna-Barbera, onde um animal, assumia características e comportamentos muito humanos bem como interagia com estes, tornando-se num semelhante. Esta é uma das fortes característica de diversas séries da produtora norte-americana. Assim de repente, para além do já citado Scooby-Doo, estou a lembrar-me do Zé Colmeia, a Lula Lélé, Pepe Legal, Wally Gator e muitos outros.
Recordo-me bem da série e para memória ficou sobretudo a sua famosa frase: I Don't Get No Respect!
4/30/2010
Histórias narradas e desenhadas
Hoje veio-me à memória uma rubrica que nos anos 70 existia na RTP, dedicada ao público infantil e que basicamente se resumia à narrativa de histórias simples, enquanto que alguém, por detrás de um suporte iluminado, uma espécie de quadro branco, ía desenhando a própria história.
Eu adorava essa rubrica, eventualmente integrada num qualquer programa, como o TV Infantil, então coordenada por Maria do Sameiro Souto, e admirava sobretudo a precisão e rapidez com que eram executados os diferentes desenhos. Também gostava do narrador que ía desenvolvendo diferentes vozes de acordo com as personagens e acções de cada história.
Infelizmente, por mais que tenha procurado, mesmo nas minhas velhas papeladas, não consegui descortinar o nome da rubrica nem a identidade de quem narrava ou de quem desenhava.
Fica a memória, algo vaga, confesso, mas que certamente é recordada por quem nessa altura era criança e assitia com regularidade às emissões a preto-e-branco da nossa RTP.
9/30/2009
Tales of the Wizard of Oz – O feiticeiro de Oz
Em 1973, no primeiro canal, aos sábados, logo a seguir ao almoço e depois com repetição no segundo canal da RTP, em UHF, por volta da 20:30 horas, passava uma série de desenhos animados designada de O Feiticeiro de OZ, no original Tales of the Wizard of Oz, uma produção da Crawley Films para a Videocrafts, baseada no famoso livro de Lyman Frank Baum.
Esta série foi criada em 1961, com um total de 200 episódios de cerca de 15 minutos cada. Nessa época, apesar de terem sido produzidos a cores, eram exibidos a preto-e-branco na RTP.
Eu adorava ver esta simpática série, com as aventuras dos conhecidos amigos, como o Homem de Lata (Rusty Tin Man), o Homem de Palha (Socrates the Scarecrow), o Leão (Dandy Lion) e a malvada bruxa, com os seus feitiços e poções mágicas. Todavia, nem sempre me era possível fazê-lo já que nessa altura tinha que ir a casa do meu avô, o único do lugar que tinha televisor. Mesmo assim consegui assistir a uma boa dose de episódios. Quanto aos que perdi, felizmente no Youtube é possível assitir a um bom número deles.
9/15/2009
Séries e programas TV - Sumário
Era uma vez ...o Homem
Abbott and Costello
The Partridge Family
LASSIE – Série TV
Os caminhos de Noële – Série TV
Os caminhos de Noële – Parte II
Omer Pacha – Tenente Latas
A família Boussardel - Les Boussardel
O salva-vidas voador - Bailey´s Bird
O Regador Mágico - Pardon My Genie
Allo! Allo!
Pippi das Meias Altas
Vasco Granja - Cinema de Animação – O Lápis Mágico
Noddy - Nodi - 60 anos de histórias de encantar
Os homens de Shiloh - The Virginian
Charlie's Angels - Os Anjos de Charlie
Os garotos do 47-A
Tenente Columbo
A hora de Alfred Hithcock
Hercule Poirot - O detective do bigode esquisito
Sandokan - O tigre da Malásia
A Flecha Negra - La Freccia Nera
As aventuras de Robin Hood
O Fugitivo - Série TV
Kung Fu - As aventuras de Caine
Lancer - Série de TV com cowboys
Marco - Dos Apeninos aos Andes - I
Marco - Dos Apeninos aos Andes - II
Marco - Dos Apeninos aos Andes - III
The Roman Holidays
O Carrocel Mágico - Franjinhas, Anita, Saltitão e companhia
Os Flintstones
Bana e Flapi
Os Estrumpfes
A abelha Maia
A Pedra Branca - Série TV
Vickie o Viking
Calimero - É uma injustiça, não é?
Fungágá da Bicharada
Heidi - A menina dos Alpes
Os Pequenos Vagabundos
Bonanza
Daniel Boone
7/17/2009
LASSIE – Série TV
Em Portugal, na RTP, passou no tempo do preto-e-branco, no início dos anos 70. Em 1973, por exemplo, era exibida às 19:45 horas das quintas-feiras. Apesar disso, no original, a série foi filmada no início também a preto-e-branco, mas nos anos 60 já era produzida a cores.
Todavia, à volta da figura de LASSIE, foram realizados vários filmes e séries. Destas, a que relembro de modo particular, e a mais popular entre os portugueses, é que falo no início.
Lassie é uma cadela da raça collie, que se destaca pela sua beleza, inteligência, coragem e fidelidade aos seus donos, quase sempre crianças, resolvendo e ajudando situações do dia-a-dia. Os donos de Lassie foram diversos de acordo com as alterações introduzidas à série, como de resto seria normal num período tão longo de produção. Jeff Miller (interpretado por Tommy Rettig dos episódios 1 a 116), um miúdo de 11 anos, desde o início da série até à quarta temporada, seguindo-se o pequeno Timmy Martin (interpretado por Jon Provost, dos episódios 116 a 352),, entre 1954 e 1964, Corey Stewart, de 1964 a 1968 e Lucy Baker, até ao final, a seguir a um período em que Lassie andava por um lado e por outro, sem dono específico, relacionando-se com várias pessoas, adultos e crianças.
Como já se referiu, devido à excessiva duração da série, a história acabou por ter várias reformulações, algumas delas quase radicais. Por um lado os produtores pretendiam ajustar a situação aos diferentes actores que íam entrando e saíndo da série e por outro lado tinham como objectivo manter um interesse consistente dos telespectadores. Penso que isso acabou por ter efeitos indesejáveis porque, falo por mim, às tantas, perdia-se o interesse no formato. Afinal de contas, o que fica é a primeira impressão.
Seja como for, Lassie tornou-se num caso único de popularidade mundial e ainda hoje é bastante reconhecida, tendo até o seu sítio na Net, onde se pode conhecer com mais rigor a sua já longa história.
Devido a essa popularidade, mesmo hoje-em-dia frequentemente confunde-se a raça canina collie com lassie.
5/04/2009
Vasco Granja deixou-nos…
Que descanse em paz.
Vasco Granja - Cinema de Animação – O Lápis Mágico
O lápis mágico só funcionava em situações especiais, normalmente numa perspectiva do Bem mas nunca ao serviço do Mal, principalmente quando alguém se apropriava do lápis ou obrigava o menino a fazer desenhos para uso maldoso.
Apesar da simplicidade da produção, com desenhos e cenários muito básicos, mesmo rudimentares, esta série "O Lápis Mágico", tornou-se uma das preferidas da rubrica "Cinema de Animação" e deu azo a muitas e imaginativas brincadeiras. Pessoalmente, fartei-me de romper lápis e riscar paredes e papel na expectativa infantil de ver transformar em realidade os bolos, carros, cães e gatos que desenhava. Mas nada...
Felizmente, para matar saudades e voltar a divertir, e até para recordar a inesquecível música de abertura, hoje em dia ainda é possível assistir a vários episódios dispersos no sítio YouTube, bastando escrever na caixa de procura o título original, "Zaczarowany Olowek".
4/20/2009
Noddy - Nodi - 60 anos de histórias de encantar
1 - Nodi no País dos Brinquedos2 - Viva o Nodi3 - Nodi e o seu carro4- Nodi no Bosque Escuro5 - Nodi e o Orelhas Grandes6 - Nodi vai à escola7 - Nodi na praia8 - Nodi em sarilhos9 - Nodi e a borracha mágica10- Nodi e a velha gabardina11- Nodi e o Pai Natal12- Nodi e a ursinha Tété13- Coragen, Nodi14- Nodi e o cãozinho Endiabrado15- Tem cuidado, Nodi16- O Nodi é um bom amigo17- Mais uma aventura do Nodi18- Nodi no mar19- Nodi e o coelho-macaco20- Nodi e o burro
No livro: Nodi; Na série TV: NoddyNo livro: Orelhas Grandes; Na série TV: OrelhasNo livro: Sr. Plod, o polícia; Na série TV: Sr. LeiNo livro: Ursa Tété; Na série TV: Ursa TeresaNo livro: Sr. Boneco Preto, o garagista; Na série TV: Sr. FaíscaNo livro: Os palitos; Na série TV: Os xadrezinhosNo livro: Endiabrado, o cão; Na série TV: Turbulento.No livro: Gata Felpuda; Na série TV: Gata Rosa
10/31/2008
As aventuras de Robin Hood
A série é de origem inglesa, produzida nos anos 50 pela ITV. Desenrolou-se ao longo de quatro temporadas, com um total de 143 episódios.
Na ITV foi para o ar entre 1955 e 1960 e quase em simultâneo na CBS americana entre 1955 e 1959.
Na RTP, passou a preto-e-branco, no final dos anos 60. Recordo-me que durante muito tempo era exibida aos domingos, por volta das 13:30 horas. Este horário era complicado para mim e para os meus colegas, pois o seu final (cada episódio demorava cerca de 25/30 minutos) coincidia sensivelmente com o início da aula de catequese. Por isso, não raras vezes, chegávamos ligeiramente atrasados mesmo depois de uma valente corrida (a igreja ficava distanciada de casa cerca de 1Km). Escusado será dizer que esta série era motivo de inspiração para muitas das nossas brincadeiras.
Robin Hood conta com grandes companheiros de luta, tal como o forte João Pequeno, o glutão Frei Tuck, Will Scarlet, entre outros. Depois, em cada episódio, o namoro e romance de Robin Hood com a bela Lady Marian é tónica presente e quase sempre motivo de encrencas para Robin e seu bando.
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10/29/2008
O Fugitivo - Série TV
“O Fugitivo” é uma série policial produzida nos anos sessenta, que narra a história de um médico, Dr. Richard Kimble, injustamente acusado do assassínio da sua mulher.fonte: RTP Memória
A sua única pista: um homem com um só braço. Um homem que só ele pode identificar.
Perseguido pelo impiedoso agente da polícia Philip Gerard, que acredita na culpabilidade de Kimble, este tem apenas um caminho para poder sobreviver: encontrar o homem que matou a sua mulher...
"The Fugitive", no original, teve 120 episódios, tendo sido exibida nos Estados Unidos pela cadeia ABC, entre Setembro de 1963 e Agosto de 1967, ao longo de quatro temporadas. As primeiras três temporadas foram produzidas a preto-e-branco e a última a cores. Em Portugal, na RTP, passou totalmente a preot-e-branco. As principais figuras da séria: David Janssen, no papel do Dr. Richard Kimble e Barry Morse (que também participou na série Espaço 1999) no papel do tenente Philip Gerard, o implacável e persistente perseguidor do Dr. Kimble. Ainda Bill Raisch , no papel do assassino, Fred Johnson - O Homem com um só braço e Jacqueline Scott no papel de Taft. Ao longo dos muitos episódios, a série teve a participação especial e esporádica de muitos nomes prestigiados do cinema e televisão.
Apesar de tudo, desse desligamento esporádico, a série "O Fugitivo" foi uma das mais marcantes da nossa televisão e como tal tinha que figurar muito justamente aqui nestas memórias e nostalgias.
9/27/2008
Marco - Dos Apeninos aos Andes - III
Sinopse: Terceira parte
Finalmente Marco chegou a Tucamon. Ali pediu informações sobre o irmão do Sr. Mequinez, para quem supostamente trabalhava a sua mãe, Ana Rossi. Informaram-no onde era a casa do Engenheiro Sr. Mequinez. Ali foi informado, pelo próprio senhor Mequinez e sua esposa Cristina, que Ana estava ali, mas gravemente doente e que o médico nem se atrevia a operá-la com medo que não resistisse. Deu-se então, finalmente, o tão ansiado encontro com a sua mãe, mas em condições dramáticas. Marco, morrendo de dor, abraçou-se comovidamnete a sua mãe e esta reconheceu-o e ficou surpreendida por este ter chegado ali.
Com a ajuda e o ânimo trazido por Marco, Ana foi recuperando as forças e assim ficou preparada para a operação. Foi, pois, para o hospital. Sempre com Marco como companhia, Ana recuperou milagrosamente e o médico anunciou a Marco que a sua mãezinha estava fora de perigo. Atribuiu a Marco o milagre da sua recuperação, pelo que sem ele ali, Ana não teria resistido. Valeram a pena os imensos sacrifícios de Marco, desde o momento em que se separou da mãe, em Génova, até ao momento em que a encontrou prostada numa cama, doente.
Marco e Ana ficaram em casa dos Mequinez por uns tempos até que ficasse totalmente restabelecida.
Finalmente, um mês depois, Marco e Ana partiram de regresso para Itália. Despediram-se afectuosamente da família que os ajudara a restabelecer e pelo caminho de regresso a Buenos Aires, reencontraram muitos dos amigos que Marco conhecera durante a sua aventura, nomeadamente o professor Pepino, a amiga Filomena e suas irmãs. Finalmente o embarque de regresso a Itália. Apesar de tudo, Ana conseguira amealhar bastante dinheiro que seria suficiente para pagar as dívidas da sua família e assim iniciarem uma vida nova, repleta de esperança.
A recepção em Itália, como seria de esperar, foi feliz. Pedro ficou radiante por rever a esposa e o pequeno filho. Os negócios também corriam melhor a Pedro e António, o irmão mais velho de Marco, tornara-se um excelente engenheiro dos caminhos-de-ferro, para onde havia ido trabalhar.
Como seria de esperar, foi um final repleto de felicidade e emocionante, para toda a família Rossi e seus amigos.
Encontro de Marco com sua mãe - em espanhol
A aventura de Marco, é pautada sempre pela tristeza, drama, sofrimento e desencontros. Há até quem lhe chame de demasiado piegas. Quem assistiu à história pela RTP, ao longo de dezenas de episódios, frequentemente choraram ou emocionaram-se. Mas, apesar de ser uma série de animação, a verdade é que Marco é uma história de coragem, preservança e amor maternal de um filho, que apesar de ser uma criança, enfrenta desafios enormes, ultrapassando obstáculos, sacrifícios e adversidades.
Marco, por tudo isso, será sempre uma série marcante entre todo o vasto conjunto de séries de animação que passaram ao longo dos tempos pela televisão, de modo especial pela RTP. Não admira, pois, que a par da série Heidi, seja uma das mais lembradas. Acima de tudo, a série representava a transmissão de um conjunto de valores humanos e éticos que hoje em dia andam muito arredados das actuais séries de animação.
O sucesso da série Marco foi explorado nos mais variados suportes, desde livros, revistas, estampagens em vestuário, bonecos, brinquedos, etç.
Entre nós, no ano de 1977, a Disvenda, com a Silna Editora e a Visão Editora, lançaram uma colecção de cromos, dividida em duas cadernetas, relativa à primeira e segunda partes da série. A primeira caderneta comporta um total de 210 cromos e a segunda parte 96 cromos.
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