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1/27/2026

Açucena - Romantismo em pequenas doses


A revista "Açucena", da Agência Portuguesa de Revistas foi lançada no mercado em Maio de 1963. De reduzidas dimensões, 12 x 8,5 cm, cabia no bolso da camisa. O preço era condizento, tendo começado por 1 escudo com aumento ao longo dos anos, até 1987 ano em que terminou o romance com os leitores.

Esta colecção contou durante muitos números com excelentes capas e ilustrações interiores de Carlos Alberto Santos e Baptista Mendes.

O formato foi um de vários títulos da Agência, dedicados ao romance mas também aos populares cow-boys, como o "6 Balas" e "Cow-Boy" e "Fúria dos Bravos". Recorde aqui.



11/21/2013

A filha do lavrador

 Do meu querido livro de leitura da segunda classe, fica aqui a memória de uma das belas histórias ali contidas, ilustrada pela mão genial do grande artista  Luis Filipe de Abreu que com a Maria Keil dividiu a tarefa da ilustração.

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10/11/2012

Colecção Educativa

 

A Colecção Educativa, foi um projecto editorial do Ministério da Educação Nacional - Direcção Geral da Educação Permanente, no tempo do Estado Novo, cujos livros, sensivelmente em formato de bolso (110 x 165 mm) foram publicados a partir dos anos 50 até meados dos anos 70, alguns impressos mesmo já depois da revolução de 25 de Abril de 1974.

Fazia parte do chamado Plano de Educação Popular e a diversidade e profundidade dos temas tanto cabiam no interesse educacional dos alunos da escolaridade primária como à formação e cursos de e para adultos. Os autores eram reconhecidos como competentes técnicos ou especialistas nas diferentes áreas temáticas abordadas, no que conferiam aos diversos títulos garantias de qualidade embora se procurasse quase sempre uma linguagem ou abordagem menos erudita por isso de fácil compreensão. Muitos profissionais estiveram assim envolvidos nesta colecção, desde os autores aos ilustradores e empresas gráficas e de impressão.

A colecção é composta por 19 séries, classificadas de Série A a Série T. As duas primeiras séries, A e B, referem-se respectivamente a temas de Doutrina e Informação e Propaganda, apesar de normalmente serem omitidas no plano da publicação, como se demonstra na imagem abaixo,  impressa nas últimas páginas de cada volume.

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Como se vê pelo plano, há assuntos e temas das várias áreas da educação, desde a geografia, história, ciência, tecnologias, agricultura, pecuária, etc, etc.

Há informações de que foram publicados 115 títulos distribuídos pelas diferentes séries.

Infelizmente, pela sua conotação ao Estado Novo e ao regime salazarista, considerados os livros como referências doutrinárias e propagandísticas, numa visão exarcebada e nem sempre racional,  logo após a revolução do 25 de Abril, os “novos defensores das liberdades e garantias” por iniciativa própria e por despachos oficiais, organizaram autênticos actos de censura  com queimas em fogueiras inquisitórias, destruindo na praça pública milhares de volumes arrancados às bibliotecas das escolas, escapando a essa fúria poucos volumes. Uma nódoa na História que suja aqueles que, reclamando a liberdade, tornaram-se eles próprios censuradores e inquisidores.

Hoje, à distãncia e com a depuração pelo filtro do tempo, constata-se que toda a colecção foi um importante contributo para a formação de milhares de portugueses e que em muitos aspectos dispõe de temas ainda muito actuais e se fossem divulgados e lidos ainda poderiam ajudar a complementar a cultura de muita gente. Porque de qualidade e raros, tornaram-se também objectos de colecção, bastante procurados nos alfarabistas.

 

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10/06/2010

Vicissitudes da blogosfera – Semear para colher

 

A blogosfera, sendo virtual, é em si mesma um mundo em tudo semelhante ao mundo real e nem de outra forma poderia ser pois ele é composto pelas mesmas pessoas, com as mesmas virtudes e capacidades fantásticas e os mesmos defeitos, profundos ou comezinhos.
Serve este simples pensamento para tentar compreender os motivos que levaram a que pelo menos dois blogues tivessem retirado a referência e respectivo link ao Santa Nostalgia. Obviamente que não pedimos qualquer explicação nem procuramos saber dos autores os motivos subjacentes, até porque as suas referências ao nosso espaço haviam sido integradas no seu blog-rol sem qualquer pedido ou interferência de nossa parte.
Apesar de habitualmente nem darmos importância a este tipo de retribuições, mas porque de algum modo alguém, com um põe-e-tira, se predispôs a brincar com o nome do Santa Nostalgia, fica a observação na certeza de que os visados compreenderão para quem falamos.
Por outro lado, como "amor com amor se paga", quando detectamos a "delicadeza", mesmo depois de um espaço de tempo concedido “à consideração”, retiramos a retribuição na nossa lista de links na página Lugares.

(…)

Entretanto, aproveita-se a oportunidade para publicar uma das belas páginas do meu Livro de Leitura da Segunda Classe, dedicada ao tempo das colheitas. Na verdade, o início do Outono é o tempo dedicado às colheitas dos frutos e plantas que cresceram na Primavera e amadureceram no Verão. Até mesmo cá por casa, num amplo quintal e pomar, já colhi, com a ajuda do forte vento de Domingo passado, cerca de 10 Kg de nozes e mais há para recolher. Algumas maçãs serôdias ainda estão por colher e as castanhas estão quase a sorrir nos ouriços. Os diospiros estão já a pintar e os kiwis estão a amadurecer e aos poucos começam a colher-se sendo que estarão mesmo maduros lá para finais de Novembo. Depois serão os citrinos. Por tudo o que falta colher, pelo que ao longo do Verão já se colheu, tanto na horta como no pomar, faz-se juz ao título da lição: – Bendita seja a terra!

 

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9/21/2010

Quadro rústico – Camilo Castelo Branco

 

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(clicar para ampliar)

Lendo este belo quadro rústico, de Camilo Castelo Branco, encontro nele um retrato fiel do tanque de água de casa de meus avôs, à sombra da frondosa ramada de vinho “americano”, palco de tantas brincadeiras e fantasias. Fico assim com a impressão que o nosso tanque era exactamente como o de Camilo ou, o dele igual ao nosso.

Na realidade o tanque da casa de meus avôs, era um tanque duplo, onde a água do principal descaía alegre e cansada de sabão para um tanque secundário e adjacente, cujas águas no Verão eram aproveitadas para regas nas hortas. Nas mais das vezes, a água, porque era e ainda é de nascente, empurrada pela gravidade desde o monte, jorra dia e noite e onde cai, junto a cepas de videira e a um renque antigo de sabugueiro, forma uma pequeno charco onde existiam rãs. Noutros tempos, tínhamos ali à mão uma aula de biologia, vendo os girinos desenvolverem-se até ao estado de rãs até coaxarem alegres nas noites quentes de Verão. Hoje em dia, ainda há rãs, embora mais raras, e, claro, as galinhas, ainda andam por ali a piquenicar, e, imagine-se, de vez em quando, seguida das bolas douradas, os pintos.

Na correria dos tempos, porque hoje em dia tudo é a “assapar”, ainda há coisas que não mudarem e funcionam como portais ou máquinas do tempo, por onde ainda é possível entrar ou viajar até à nossa infância e reavivar as memórias dela emanadas como se o ontem ainda seja o presente.

3/11/2010

O Esgravata e a Bicadinha

 

Do meu livro de leitura da segunda classe, trago à memória a lição ou a história de "O Esgravata e a Bicadinha", com belas ilustrações da Maria Keil.
Esta história, pela sua extensão, fazia parte de um grupo que o livro contemplava para leitura no período de férias, estando assim já na sua parte final.
Estou certo que muitos dos nossos visitantes ainda têm na memória esta e outras belas lições desse belo livro, das quais já recordamos algumas, tais como “O coelhinho branco”, “O macaco de rabo cortado”, “O rato do moinho e o rato do monte” e outras mais que oportunamente recordaremos.

 

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(clicar nas imagens para ampliar)

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2/02/2010

Colecção Formiguinha – Editorial Majora

 

 

No universo dos livros infantis do meu tempo de criança, e de certamente de gerações anteriores e posteriores, a editora Majora tem um lugar especial, diria mesmo de primazia. Foram várias as colecçoes que marcaram de forma indelével o reino da imaginação e fantasia infantis nomeadamente com as chamadas histórias ou contos de fadas, a que acedia através da biblioteca itinerante da Gulbenkian.
Pessoalmente tenho exemplares de várias colecções de livros de contos infantis, nomeadamente  as mais luxuosas, como as séries Ouro e  Prata de “…e outros contos para crianças”, Varinha Mágica, Princesinha, Pintarroxo,  Pinto Calçudo, etç, mas, sobretudo, pelas suas características de formato e preço, destaco aqui a popular Colecção Formiguinha, que estou certo, encantou várias gerações de crianças e faz parte do seu imaginário.

Esta colecção, pelas escassas informações que tenho, teve pelo menos três séries, sendo que a primeira teve edição em meados dos anos 50, seguindo-se a segunda série, talvez nos anos 70 e a mais recente talvez dos anos 90. São informaçõees que entretanto pretendo confirmar.

A terceira série apresenta as mesmas capas da segunda, sendo que na contra-capa integra a informação gráfica adicional do código de barras.

A colecção é composta por 60 volumes no pequeno formato de 75 x 100 mm, com 16 páginas cada.

As capas das últimas séries são de autoria de Salvador e os desenhos interiores (4 a 5 por livro), a preto-e-branco, de César Abbot.

As histórias, são os resumos, adaptados por João Sereno, de conhecidos contos, predominantemente de origem tradicional e de Andersen, mas também dos Irmãos Grimm e Óscar Wilde, Perrault, Swift e do próprio adaptador.

A tarefa de adaptação, essencialmente redução dos originais, não terá sido fácil mas de um modo geral as historinhas condensam muito bem as versões originais.

 

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Desculpem a desorganização numérica da reprodução de algumas das capas, mas, para já, foi o que se arranjou. Podem clicar nas imagens para visualizar em tamnho maior.

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