- Modelos de roupas de Outono/Inverno do início dos anos 60.
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- Modelos de roupas de Outono/Inverno do início dos anos 60.
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- Cartaz publicitário de 1975
Monsieur Rochas, da Rochas - Paris, um perfume masculino. Lançado em 1969, na actualidade está descontinuado mas continuam a ser comercializados excelentes perfumes desta famosa casa ligada à moda, perfumes e cosméticos fundada por Marcel Rochas em 1925, iniciando-se então como casa de alta costura.
Alguns dos perfumes desta casa parisiense: Femme, Madame Rochas (lançado em 1960), Monsieur Rochas (1969), Eau de Rochas (1970), Audace (1972), Mystére, Macassar (1980), Lumiére (1984), Byzance (1987), Gloibe (1990), Eau de Rochas - Homme (1993), Tocade (1994), Fleur D´Eau (1996), Rochas Man (1999), Lui (2003), Poupée (2004), Eau Sensuelle (2009), Eau de Rochas - Fraiche (2010),
Modelos de vestuário feminino divulgado em revista da especialidade no Outono de 1961.
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No Verão de 1967, portanto há quarenta e poucos anos, estes eram alguns dos modelos de vestidos indicados para as raparigas usarem nos quentes dias estivais.
Voltamos à memória de roupas dos anos 60, novamente com modelos para crianças. Como já estamos em pleno Verão, com o calor, a praia e o mar como elementos comuns e apetecíveis, estes modelos de vestuário, onde é marcante a simplicidade, reflectem este tão apetecido período do ano, tanto nos anos 60 como hoje, tanto para as crianças como para os jovens e adultos.
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Confesso que não percebo nada de termos e conceitos ligados ao tratamento ou corte de cabelos, principalmente das senhoras. Para mim, corte de cabelo é à máquina zero, pente dois ou três, risco ao meio (tipo Paulo Bento), risco ao lado, e pouco mais. Por mim o barbeiro é visitado dus ou três vezes ao ano e chega. Já quanto às senhoras, sempre ao ritmo das modas, são um poço de despesas e à custa delas os cabeleireiros ou salões de beleza são bons negócios, desde há muito.
Neste contexto achei piada a este duplo cartaz publicitário publicado algures em Setembro de 1969, ou seja, há precisamente 40 anos.
O produto em causa, o ROJA-PLIX, é uma loção para o tratamento mis-en-plis (termo francês) e parece que servia para “disciplinar” os cabelos e fazer uns belos e ondulados caracóis, passe a quase redundância, e outros feitios curiosos que marcavam a moda nos anos 60. Achei interessante a banda desenhada, com a menina que visitou a praia das Maçãs, bem como o termo “plixante”, pelos vistos exclusivo do mundo dos cabeleireiros já que o dicionário português não tem a definição.
Hoje em dia, quanto aos homens, estão na moda os cabelos desalinhados, eriçados, amassados, engasgados e tudo o mais que signifique despreocupação quanto ao look. Houve, porém, um tempo em que um macho que se prezasse, gostava de exibir uma cabeleira devidamente penteada, pelo que, tal como as senhoras, era frequente trazerem consigo um pequeno espelho de bolso o qual era utilizado em qualquer ocasião, com maior ou menor formalismo.
Actualmente quase toda a gente anda de automóvel e beneficia do seu conforto, mas noutros tempos o uso da bicicleta, da moto e da motorizada, era a regra e como tal era necessário dar uma arranjadela aos cabelos desalinhados pelo vento e até pelo uso do incómodo capacete.
Ora um dos modelos desses espelhos de bolso, era produzido em Espinho pela fábrica Luso - Celuloide, fundada em 1944 pelos irmãos Artur Henriques e Afonso Henriques, inicialmente dedicada a bijuteria e quinquilharias e posteriormente alargada aos brinquedos. Um pouco mais tarde, já nos anos 50, o sócio Afonso Henriques separa-se e funda a também fábrica de brinquedos Hércules. O irmão Artur fica com a Luso mas esta, talvez por acordo, muda de nome, dando lugar à conhecida marca de brinquedos Osul (Luso lido ao contrário). Entre os brinquedos mais conhecidos e apreciados desta marca, bem como da Metosul, criada posteriormente nos anos 60 e que duraria até aos anos 80, destacam-se os modelos de camiões e automóveis, actualmente valiosos objectos de colecção e até de museu.
Os espelhos em questão, que creio serem dos anos 50, a ter em conta algumas equipas representadas, são circulares, com 58 mm de diâmetro. Numa face, o espelho; Na outra, eram representados alguns clubes de então, nomeadamente o SL Benfica, o Sporting e o FC do Porto com um grafismo que incluía o nome do clube, o emblema e um jogador devidamente equipado, como aliás se pode ver pela imagem acima.
Hoje estes espelhos são relativamente raros e muito procurados por coleccionadores, sendo que o principal interesse reside na particularidade do tema, o futebol.
Casa do Pão-de-Ló de Arouca - A. Teixeira Pinto