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3/03/2025

The Point Sisters


The Pointer Sisters é um grupo vocal feminino norte-americano, proveniente de Oakland, que se destacou nas décadas de 1970 e 1980. Com um repertório diversificado, exploraram géneros como R&B, dance-pop, jazz, rock, bebop e disco. Ao longo da carreira, conquistaram três prémios Grammy e, em 1994, foram homenageadas com uma estrela no Passeio da Fama de Hollywood. Entre 1973 e 1985, conseguiram colocar 13 temas entre os 20 primeiros da tabela Billboard Hot 100.

O grupo teve início em 1969, quando as irmãs June e Bonnie Pointer começaram a actuar em clubes nocturnos sob o nome "Pointers Au Pair". Mais tarde, com a entrada da irmã Anita, tornaram-se um trio. No entanto, o contrato com a Atlantic Records não trouxe o êxito esperado. Em Dezembro de 1972, a formação cresceu para quarteto com a chegada de Ruth. Ao assinarem com a Blue Thumb Records, lançaram o seu primeiro álbum e alcançaram finalmente o reconhecimento, vencendo um Grammy em 1975 com "Fairytale" na categoria de Melhor Performance Vocal Country. Em 1977, Bonnie decidiu deixar o grupo para seguir carreira a solo, obtendo um sucesso moderado. Durante a década de 1980, o trio composto por June, Ruth e Anita alcançou o seu auge comercial, conquistando mais dois Grammys em 1984 com os êxitos "Automatic" e "Jump (For My Love)".

June, a mais nova das irmãs, enfrentou problemas de toxicodependência durante anos, afastando-se do grupo em Abril de 2004. Infelizmente, faleceu vítima de cancro em Abril de 2006, aos 52 anos. Foi então substituída pela filha de Ruth, Issa Pointer. Em 2005, a nova formação obteve grande êxito na Bélgica ao alcançar o segundo lugar das tabelas com uma versão de "Sisters Are Doin' It for Themselves", em parceria com a cantora belga Natalia. Entre 2009 e 2015, a formação incluiu Anita, Ruth, Issa e a neta de Ruth, Sadako Pointer. Apesar de serem quatro membros, normalmente actuavam como trio, alternando os elementos conforme necessário. Em 2015, devido a problemas de saúde, Anita retirou-se, deixando Ruth como a única integrante original ainda no grupo.

Em Dezembro de 2016, a revista Billboard classificou-as como o 80.º artista de música de dança mais bem-sucedido de sempre. No ano seguinte, a mesma publicação colocou-as no 93.º lugar entre os artistas mais bem-sucedidos da história da Billboard Hot 100 e em 32.º lugar entre as artistas femininas. Durante a sua trajectória, The Pointer Sisters venderam mais de 40 milhões de discos em todo o mundo.

9/03/2018

Cantigas e cantadores ao desafio


(Cunha de Vila Verde e Adília de Arouca)

Sendo que, infelizmente, os cantares ou desgarradas ao desafio marcam cada vez menos presença nas festas e romarias da minha região (Beira Litoral), mas apenas de forma esporádica, tempos houve em que em quase todas faziam parte do cartaz musical com regularidade. Assim, pelo menos por cá, é notório que esta tradição de fortes raízes cultural e musical tem vindo a perder terreno em detrimento de um qualquer artista ou grupo, mesmo que de fraca ou duvidosa qualidade. Infelizmente, digo, muito do nosso povo apenas vê nos cantadores um registo monótono e sem a vivacidade rítmica que se espera para uma festa moderna. Infelizmente nesta depreciação, para além da questão de gostos pessoais que se devem procurar respeitar, reside, todavia, muita ignorância cultural e musical relativamente ao entendimento de um estilo que é rico na sua forma e conteúdo.

Apesar disso, sobretudo no Minho, não há festa nem romaria, mesmo das mais afamadas como a Senhora da Agonia, em Viana do Castelo, Feiras Novas, em Ponte de Lima, S. Bartolomeu, em Ponte da Barca, S. João de Arga, em Caminha, entre largas dezenas de outras que pelo Verão se realizam à sombra de uma igreja ou capela, que não tenha cantares ao desafio. De resto, é no Minho, sobretudo no Alto Minho, que esta tradição tem as suas mais fortes raízes e porventura onde proliferam os mais consagrados artistas da arte do improviso.

Origens:
Embora de origens difusas, os estudiosos da música consideram que as raízes dos cantares ao desafio remontam à civilização grega, nomeadamente às disputas poéticas de pastores a que o poeta Teócrito  (310 a.C.-250 a.C) lhes deus destaque nas sua obras.
Obviamente que o estilo ou conceito de cantigas baseadas no improviso, em monólogo ou em disputa com outro cantador, mesmo que com diferentes ritmos e estruturas melódicas, pode encontrar-se em muitos outros países e culturas, nomeadamente no Brasil onde ali os cantadores são conhecidos como repentistas. Também o acompanhamento instrumental é diversificado, desde um simples instrumento de percussão, como a pandeireta ou pandeiro (no Brasil), até um bombo ou, como em Portugal, com a popular concertina. Aqui também com instrumentos de corda, como a viola braguesa, sendo que a gênese tradicional é apenas com a concertina.

A concertina:
Dizem que as suas mais remotas origens, com o som produzido por palhetas fixas, estão referenciadas à China e ao longo dos tempos foram evoluindo para diferentes formatos e sonoridades. A sua forma mais ou menos moderna foi desenvolvida na Alemanha, país onde está implantada a Hohner, porventura a mais consagrada marca de harmónicas de boca, concertinas e  acordeões.
Em rigor, o instrumento a que em Portugal chamamos de concertina não é uma concertina, já que esta, embora com a mesma estrutura de fole e botões nas extremidades, refere-se, todavia, a um formato hexagonal, accionado pelas mãos e braços e sem elementos de suporte ao tronco. A "nossa" concertina tecnicamente falando é um acordeão diatónico de três filas, cada uma correspondente a uma escala ou afinação, normalmente em DO, FA e SOL. Mas há com outras afinações. Uma das grandes diferenças entre este instrumento e o também popular acordeão é o facto da concertina ser de teclas bi-sonoras (uma nota ao abrir o fole e uma outra diferente nota ao fechar o fole) enquanto que o acordeão, de teclas ou de botões, ser uni-sonoro (a mesma nota ao abrir ou fechar o fole). No acordeão é possível tocar qualquer música ao passo que na concertina há algumas limitações nomeadamente no modo menor porque lhe faltam notas de meio tom (sustenidos ou bemóis).
Pese estas diferenças fundamentais, o instrumento de excelência no acompanhamento das cantigas ao desafio popularizou-se com o nome de concertina e assim, mesmo que erradamente, continuará a ser. No Brasil, tanto concertina como o acordeão são conhecidos por sanfona ou mesmo por gaita.

Os cantares:
Os cantares ou cantigas ao desafio, ou desgarradas, conforme são tradição no nosso país, e sobretudo no Minho, traduzem-se fundamentalmente em cantar de improviso, de forma alternada com outro cantador, em jeito de disputa, desgarrada, despique ou função, à volta de um tema mais ou menos escolhido ou mesmo de tema livre.
Nas origens, diz-se que os desafios eram essencialmente de temática mais ou menos religiosa, por exemplo Deus e o Diabo, o Bem e o Mal, os pecados mortais, os sacramentos, ou mesmo a vida de determinados santos, como S. Pedro e S.to António. Estes temas sacros foram aos poucos sendo abandonados porque nas festas o povo exigia assuntos mais alegres, menos sérios, e tornaram-se então recorrentes as cantigas à volta de temas como os binómios Vinho e Água, Lavrador e Carpinteiro (ou outras profissões), a Noite e o Dia, a Madeira e o Ferro, etc. Nestes casos, os cantadores começam por uma série de quadras de saudação aos presentes no terreiro e a si próprios e depois vão lançando o desafio à marcação da função ou do tema e depois cada um defendo a sua parte, lá vão esgrimindo razões de enaltecimento ou depreciação de qualidades e ou defeitos.
Apesar dos temas mais clássicos, o que normalmente desperta a atenção dos apreciadores são os de carácter brejeiro e sobretudo de cariz sexual, nomeadamente quando o desafio é feito entre homem e mulher. Todavia, mesmo com a  carga de brejeirice e de cariz sexual, é importante que tudo o que se cante seja sempre de forma indirecta e que o segundo sentido e interpretação das palavras fique à consideração e imaginação dos ouvintes. Ou seja, que a suposta maldade ou malandrice seja subjectiva e não objectiva. Quando a coisa descamba para a ordinarice muito directa (e por vezes sim) pode ganhar em entusiasmo mas perde seguramente na pureza da arte e da tradição.

Alguns afamados cantadores, como o Augusto Canário, Delfim dos Arcos (de Valdevez) e sua filha Carminda, consideram que os cantadores têm que ter alguma psicologia e saber dosear o nível de malandrice ou brejeirice de acordo com a plateia que têm à sua frente ou mesmo com o local de actuação. Têm que perceber se quem está a assistir está a gostar ou a torcer o nariz às piadas, se há muitos idosos, se crianças, etc. Por outro lado é totalmente diferente o cantar defronte de uma capela ou igreja e num contexto de festa religiosa ou, pelo contrário, numa festa puramente popular ou dentro de um salão ou tasca. Por conseguinte, importará sempre aos bons cantadores este "apalpar" do pulso à plateia de modo a que percebam se estão a alegrar e a divertir ou antes a enfadar, aborrecer e a provocar.

Cantadores e cantadoras:
Não sendo regra, os cantadores e cantadeiras para além do seu nome próprio são também conhecidos com o nome da terra de que são naturais.
Nas origens e até há poucos anos, os cantadores eram essencialmente homens e os respectivos despiques ou desafios eram entre eles.
Inicialmente cantava-se por divertimento e a troco de uns copos de vinho mas mais modernamente os artistas começaram a ser pagos pelas suas participações e já há quem viva apenas dessa actividade artística.

Aos poucos começaram a aparecer as cantadeiras e com elas a abrir-se a oportunidade para a brejeirice de cariz sexual que obviamente não se proporcionava com cantigas entre homens.
Ainda não são muitas, comparativamente com os homens, mas já há boas cantadeiras, como as conhecidas Adília de Arouca, Irene de Gaia, Irene de Vila do Conde, Celeste de Ponte da Barca, Rosa Maria de Ponte da Barca, Carminda de Arcos (Valdevez). Também tem sido dado destaque a Natividade Vieira (Naty) de Póvoa de Lanhoso, a que se referem como a Raínha das Cantadeiras, tendo sido popularizada pelas frequentes desgarradas com o cantador Augusto Canário de Viana do Castelo, de cujo grupo fez parte até 2012, altura em que se juntou ao grupo do cantador Jorge Loureiro, de Barcelos.
Há algum tempo, em declarações públicas, a cantadora Carminda referiu que uma mulher que ande nestas coisas das cantigas ao desafio e que alinhe num estilo brejeiro, tem que ser solteira ou independente de homem ou então, sendo casada, que o marido tenha total confiança, pois caso seja ciumento e possessivo as coisas podem complicar em certas "brincadeiras" mais apimentadas.

Pela parte dos cantadores, na zona do Minho há muitos e bons de que pessoalmente destaco os mestres Delfim dos Arcos (Valdevez), Cunha de Vila Verde (um dos melhores), Manel Peta de Vila Verde, o Leiras (Manuel Araújo) do Soajo, Marinho de Ponte da Barca, Carvalho de Cucana de Cabeceiras de Basto, Domingos Soalheira, de Guimarães, Loureiro de Barcelos, Peixoto de Braga, Jorge Loureiro de Barcelos, Zé Cachadinha de Ponte de Lima, Pedro Cachadinha de Ponte de Lima, Nelo Aguiar de Barcelos, Borguinha de Braga, Augusto Canário de Viana (um dos bons e mais conhecidos) e seu colega de grupo o Miranda de Viana. Quim Barreiros, de Vila Praia de Âncora teve fama de bom cantador, nos seus primeiros tempos, mas há muito que enveredou por um registo bem diferente, mais trauliteiro e raramente entre em desgarradas de improviso limitando-se a dar umas amostras nos seus espectáculos.

Estilos:
Por tradição, como já se disse, os cantares ao desafio são acompanhados por concertina, que pode ser tocada pelos próprios cantadores ou por outros tocadores. A base musical assenta no ritmo de rusga e da popular modinha da "Cana Verde". Há quem adopte um ritmo e estilo de fado mas esse não é de todo tradicional.
O ritmo deve ser lento, não demasiado, mas o adequado para dar tempo ao cantador para preparar a quadra de resposta. Um ritmo demasiado acelerado para além de não ajudar à compreensão de algumas palavras ditas em modo popular, dificultará certamente a preparação e com isso eventuais falhas ou tempos mortos.

Por outro lado, a tradição é que cada cantador cante uma quadra (quatro versos) de forma alternada, mas há quem cante duas ou mais ou mesmo sextilhas (seis versos). Há ainda um estilo mais livre um pouco ao sabor da inspiração e dos caminhos de cada despique, com rimas emparelhadas e nem sempre cruzadas.
Um bom cantador é obviamente aquele que tem uma boa capacidade de improviso e riqueza de rimas, boa voz e colocação da mesma e consegue dar sequência contextual à quadra cantada pelo parceiro. Simultaneamente, porque lhe confere mais categoria e independência, bom tocador de concertina, embora não obrigatório.

Ao contrário do que se possa pensar, um bom cantador ao desafio não decora quadras até porque nunca saberá o rumo dado pelo cantador com quem estará em despique. Quando muito pode ter alguns versos mais ou menos recorrentes( "muletas") com as quais se socorre em determinadas situações e que encaixam como enquadramento ou introdução. Terá, sim, que ter uma técnica muito própria no improviso de modo a dar sequência natural ao despique ou desafio e à qualidade e diversidade de rimas. Ajudará muito ter um bom vocabulário e praticar rimas, mesmo que sozinho.

Em todo o caso, para a popularidade dos cantadores e cantadeiras contam muito o perfil e o carisma. Cantadores há que têm fraca ou vulgar voz, até mesmo mal colocada ou muito berrada, mas que despertam esse carisma, como são exemplos o Zé Cachadinha e sobrinho Pedro Cachadinha (foto acima), por sua vez filho e neto do já falecido velho Cachadinha, ambos de Ponte de Lima. Na verdade, não se pode falar de cantares e cantadores ao desafio sem falar dos Cachadinhas de Ponte de Lima. Neste caso, do Zé e do Pedro,  maior a fama decorrente da tradição do velho Cachadinha do que propriamente a sua qualidade intrínseca. Mas é apenas uma opinião pessoal. De resto o Zé Cachadinha tem o estilo de cantar apenas uma simples quadra e não gosta que o parceiro da desgarrada cante mais do que isso. E em muitas das suas funções chama a atenção ao parceiro(a).

- Ouve cá o cantador,
Vê se cantas direitinho,
Se cantares mais c´ uma quadra
Ficas aí a cantar sozinho.

Possível resposta provocatória, porque desafiante da regra imposta e simultaneamente "ofensiva":

- Vou cantar uma, ou mesmo duas,
Conforme me apetecer,
Depois de ouvir uma das tuas,
É que vou cá arresolver.

Se me deixas a cantar sozinho,
É porque te meto medo,
Mas isso passa se no teu cuzinho,
Me deixares espetar um dedo.

Mas para isso, ó cantador,
Não precisas meter cunha,
Porque o dedo que eu falo,
É um dedo que não tem unha.

Dito tudo isto, e não foi pouco, e porque não podemos gostar do que não compreendemos, seria bom que aos poucos déssemos o justo valor a esta tradição das cantigas ao desafio, que em muito traduzem o saber, a cultura e maneira de ser do nosso povo e que traz à memória muitas características dos tempos dos nossos avós.

8/21/2018

La Pandilla




Durante quase toda a década de 1970, era êxito no panorama musical espanhol, latino-americano e mesmo no português, a banda "La Pandilla", um grupo juvenil formado em Espanha em 1970, com um estilo pop ligeiro muito na senda da também popular banda espanhola "Los Ángeles".

A banda foi formada por Pepa Aguirre, dela fazendo parte sua sobrinha Mari Blanca Ruiz Martínez de Aguirre, sua filha Mari Nieves e seu filho Santiago (Santi) e ainda dois outros rapazes, Juan Carlos e Francisco Javier Martínez Navarro. Em 1974, já numa fase em que o timbre das vozes se começavam a alterar em virtude do avanço na idade dos adolescentes, o grupo foi renovado e em substituição de alguns deles entraram para o grupo os gémeos Ruben e Javi Lopez e Gabriel (Gaby) Jimenez. O grupo continuou a gravar discos até 1977 e a envolver-se em momentos televisivos. 

O seu primeiro trabalho discográfico, "Villancilos", teve lançamento em 1970. Dos muitos êxitos, alguns lançados em Portugal pela Movieplay, de maior sucesso e que ficou pelos "ouvidos", talvez o tema "Amarillo", do EP homónimo de 1972 e "Zoo Loco" de 1973, este que foi dos discos mais vendidos.

Em Portugal as bandas infanto-juvenis nunca foram muitas, pelo menos com grande projecção e gravações, mas ainda assim é possível fazer referência aos Mini Pop, formados um pouco antes que os "La Pandilla" e posteriormente os "Queijinhos Frescos" de Ana Faria, os "Onda Choc", ainda pela mão de Ana Faria e os Ministars.

Formações de "La Pandilla:

Maria Blanca Ruiz Martinez (de 1970 a 1977)
Francisco Javier Martinez (de 1970 a 1977)
Juan Carlos Martinez (de 1970 a 1974)
Nieves Martinez (de 1970 a 1974)
Santi Martinez (de 1970 a 1974)
Gabriel Jiménez González (de 1974 a 1977)
Francisco Javier López (de 1974 a 1977)
Rúben López (de 1974 a 1977)

12/26/2016

Sequim de Ouro (Zecchino D´oro)

 

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Hoje trago à memória o Zecchino d'Oro (Sequim de Ouro), Festival Internacional da Canção para Crianças, de origem italiana, que anualmente e desde 1959 marca esta quadra natalícia já que, embora seja realizado em Novembro, é transmitido pela televisão italiana - RAI, com difusão por muitas outras estações europeias e mundiais no dia de Natal ou muito próximo deste. 

O festival acontece na cidade italiana de Bolonha, no Teatro Antoniano, onde os pequenos artistas são superiormente acompanhados pelo "Piccolo Coro Mariele Ventre dell Antoniano" dirigido por Sabrina Simoni. Uma grande figura deste festival e seu impulsionador, foi o apresentador Cino Tortorella, já retirado.


O Festival teve a sua primeira transmissão pela rede Eurovisão em 1969 e em 1976 tornou-se internacional com a admissão de crianças e canções estrangeiras.
Em Portugal este Festival passou a despertar as atenções depois da participação da pequenita Maria Armanda, na 23ª edição, no ano de 1980, que venceu com a canção "Eu vi um sapo" (Ho visto un rospo).

Um ano antes, com a mesma canção, a pequenita Maria Armanda participou e venceu a I Gala Internacional dos Pequenos Cantores, realizada na Figueira da Foz. Apesar disso, Portugal já tinha tido uma anterior representação neste Sequim de Ouro no ano de 1978, com a conhecida canção “Foi na Loja do Mestre André” (Nella bottega di Mastro Andrè) interpertada pela pequenita Ana Rita Marques Guimarães, quedando-se, no entanto, por um humilde ante-penúltimo lugar na classificação.

“Eu vi um sapo” tornou-se um tema popular e durante gerações andou na boca dos portugueses, sobretudo da criançada. Contribuiu de facto para o interesse no Zecchino D´Oro no nosso país e este durante décadas tornou-se parte tradicional da quadra de Natal. Nos dias de hoje (ainda vi esta semana a versão de 2016 - 59ª edição), o festival  já não desperta o mesmo interesse nem terá a mesma popularidade. No entanto, ao contrário do Festival Eurovisão da Canção que tem sido alterado e desfigurado, o Zecchino D´Oro continua igual a si mesmo, sem grandes alterações, onde as crianças e as canções são a parte principal e a sua maior riqueza. Oxalá que continue por muitos mais anos, este “Património para uma cultura de paz”, reconhecido como tal pela UNESCO no ano de 2008 aquando das suas bodas de ouro (edição 50).

- Vencedora da edição de 2016

11/30/2016

"Thriller" - Michael Jackson



Passam hoje 34 anos (30 de Novembro de 1982) sobre o lançamento do álbum "Thriller" de Michael Jackson.
Com a etiqueta da Epic Records, foi produzido por Quincy Jones e co-produzido pelo autor.
O álbum foi um êxito mundial e mereceu uma crítica positiva generalizada. É por muitos considerado  "o maior e melhor álbum da história". Obviamente uma consideração que vale o que vale, mas que demonstra o grande impacto que o trabalho teve na carreira de Michael Jackson e na música pop mundial.
Venceu inúmeros prémios, incluindo 8 Grammy Awards no ano de 1982, dois depois do lançamento. 
O vídeo do tema que dá nome ao álbum foi igualmente um sucesso, não só pela sua duração mas pelo cenário, caracterização e qualidade da performance dos intervenientes. É sem dúvida um dos vídeos mais marcantes não só dos anos 80 mas de sempre.
Todas as faixas do álbum são fortes, mas pessoalmente, e porque remetem para boas recordações, tenho uma especial preferência porBeat It e Billie Jean.


11/27/2016

Conjunto Típico Fernanda Gonçalves e José Augusto

 

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Hoje trazemos à memória o Conjunto Típico Fernanda Gonçalves e José Augusto. Foi fundado na cidade do Porto no ano de 1966, por isso há meio século. Para além do casal que davam nome ao grupo, faziam parte da formação original Políbio Cruz (bombo), José Adelino (acordeão), Mário Reis (viola).

Os conjuntos típicos foram muito populares sobretudo nas décadas de 60 e 70, mas passaram pelas  décadas seguintes e ainda hoje existem embora obviamente com mais recursos técnicos (como acordeões electrónicos e caixas de ritmos), mas com alguma fidelidade ao estilo. Modo geral um conjunto típico era marcado pelo som do acordeão, por vezes mais que um, a viola para fazer o baixo, e um bombo. Frequentemente os elementos que cantavam e que por regra não tocavam instrumentos, sempre lá pegavam nos ferrinhos ou na pandeireta. Outra característica ainda comum aos conjuntos típicos, são as indumentárias, normalmente iguais (ou não fossem para um conjunto) e garridas, predominando os tons de vermelho. Hoje, vistas à distância do tempo, não deixam de ser apontamentos curiosos e deveras folclóricos.

Aqui pelo norte, foram famosos, para além deste Conjunto Típico Fernanda Gonçalves e José Augusto, muitos outros como o Conjunto Típico António Mafra, Conjunto Maria Albertina, Conjunto Típico Pai e Filhos, Conjunto Típico Os Marinheiros, Conjunto Típico Armindo Campos, Conjunto Típico Os Lordes, Conjunto Típico Asa D´Ouro, Conjunto Típico Esperança, Conjunto Típico Os Lusitanos,  Conjunto Típico Flores da Lage, Conjunto Típico do Norte, Conjunto Típico Irmãos Leais, Conjunto Típico Peles Vermelhas, Conjunto Típico Estrelas Incomparáveis, Conjunto Típico Estrelas do Norte, Conjunto Típico Os Voadores, Conjunto Típico Os Solitários, Conjunto Típico Nely Correia, etc.. Antes da enxurrada de cantores e bandas pimba, que ainda estão em força, os conjuntos típicos eram cabeça-de-cartaz em muitas festas e romarias.

Com as suas músicas de carácter popular, essencialmente em ritmos de marcha, valsa (vira) e chula, os conjuntos típicos são elementos importantes na história da nosssa música. Na sua origem, embora com as características do popular e tradicional estavam as tendências do movimento pop ye-ye que pelo início da década de 60 se generalizou pela Europa sobretudo nos países latinos, como França, Itália, Espanha e Portugal.

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8/23/2016

Cascais Jazz

 

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O Cascais Jazz - Festival Internacional de Jazz em Cascais tornou-se num dos míticos e emblemáticos festivais de música no nosso país. Teve como organizadores Luis Villas-Boas, fundador no final dos anos 30 do HOT CLUB DE PORTUGAL, o fadista João Braga e Hugo Mendes Lourenço.

A sua primeira edição ocorreu em 20 e 21 de Novembro de 1971, no pavilhão desportivo do Dramático de Cascais e depois no pavilhão dos Salesianos e Parque de Palmela, e repetiu-se anualmente até 1988.

Organizado ainda no tempo (final) da ditadura marcelista, este evento tornou-se em algo de novidade e espaço de liberdade e por isso despontou desde o início um enorme interesse e adesão do público mesmo fora da esfera do jazz. 

Pelo palco deste evento musical passaram grandes nomes do jazz como Miles Davis, o primeiro a tocar, Ornette Coleman, Dizzy Gillespie e Thelonious Monk, Sara Vaughan, B.B. King, Charles Mingus, Sonny Rollins, Toots Thielem entre muitos outros. Logo na primeira edição aconteceram algumas peripécias de índole político envolvendo Charlie Handen, baterista de Ornette Coleman ao dedicar ao público presente, onde estavam Amália, Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira, entre outros, um tema (Song for Che" aos movimentos de libertação de Angola e da FRELIMO de Moçambique, o que levou à sua detenção no final da actuação e passagem pelos calabouços da PIDE antes de ser entregue à embaixada dos Estados Unidos para ser repatriado. Ou seja, o primeiro festival esteve quase a ser o último. Felizmente a coisa vingou e continuou como uma referência do jazz no nosso país até ao ano de 1988.

O festival Jazz Num Dia de Verão, é considerado herdeiro do Cascais Jazz e teve lugar em 1982 e em 1990 passou a designar-se “Estoril Jazz/Jazz Num Dia de Verão", organizado pela empresa ProJazz de Duarte Mendonça (produtor do Cascais Jazz desde a edição de 1974) e com o apoio da Câmara de Cascais e de entidades governamentais.

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7/27/2016

"E o resto são cantigas"




Em 1981 a RTP exibiu a série de entretenimento "E o resto são cantigas", com apresentação de Raúl Solnado, Fialho Gouveia e Carlos Cruz, o trio que anos antes, em 1969, apresentou o "Zip-Zip", um  dos mais populares e emblemáticos programas dos primórdios da televisão portuguesa. Teve realização de Oliveira e Costa e Pedro Martins e direcção e arranjos musicais de Jorge Machado.

"E o resto são cantigas" teve doze episódios, gravados no Teatro Maria Matos, em Lisboa, dedicados a grandes autores, compositores e maestros dos tempos dourados da música ligeira portuguesa. 
Eram entrevistadas pessoas ligadas às figuras em destaque, nomeadamente familiares, e pelo meio eram interpretadas em cenário e registo de revista muitas das mais populares cantigas de autoria dos homenageados, na voz de figuras convidadas, como Amália Rodrigues, José Viana, Simone de Oliveira, Rosa do Canto, Carlos do Carmo, Maria da Fé, Herman José e muitas outras. O próprio Raúl Solnado subia ao palco para também ele cantar e alegrar no seu registo inconfundível.

Lista dos episódios e as respectivas figuras em destaque.
Episódio 1: Raúl Ferrão; Episódio 2: Jaime Mendes; Episódio 3: Max; Episódio 4: Marchas Populares de S.to António; Episódio 5: Fernando Carvalho e Carlos Dias; Episódio 6: Alves Coelho; Episódio 7: Frederico de Brito e António Melo; Episódio 8: João Nobre; Episódio 9: Raúl Portela; Episódio 10: Frederico Valério; Episódio 11: Frederico de Freitas; Episódio 12: Maestro Belo Marques.






7/12/2016

E vão 54 anos


Há 54 anos, precisamente neste dia 12 de Julho mas do ano de 1962, em Londres, no Marquee Club, acontecia aquela que foi considerada como a primeira apresentação musical da banda "The Rolling Stones" que veio a tornar-se numa das mais importantes e populares bandas de rock de todos os tempos. Goste-se ou não do estilo de Mick Jagger, Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts, esta banda britânica é sem dúvida uma das mais emblemáticas da galeria da História da música pop.
A boca e língua desenhadas em 1970 pelo então jovem artista gráfico John Pasche, a pedido de Jagger, com a recomendação de sugerir uma atitude "anti-autoridade e sexy"  é o seu logotipo e reconhecível e identificado por gerações de fãs da banda e não só. Claro que a grande boca de Mick foi desde logo auto-sugestiva e inspiradora para o artista embora se refira a deusa indú Kali como elemento igualmente inspirador  enquanto fonte de inesgotável energia. Ora parece que energia é o que não tem faltado aos já septuagenários Stones. 

3/25/2015

“Os Taras” e Montenegro - “O autocarro do amor”

 

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Estávamos em 1969 e o grupo "Os Taras" e Montenegro, no qual se incluía o então desconhecido Quim Barreiros, gravou um EP com quatro temas (*)  do qual sobreviveu na memória colectiva o título "Autocarro do Amor", que ainda hoje esporadicamente assalta a memória da malta com idades acima dos 50 anos, então jovens e adolescentes e que, na rádio, nas romarias ou bailes de garagem ouviam com frequência esta simples canção mas de melodia que facilmente entrava no ouvido, ou não fosse o refrão baseado no inconfundível lá lá lá lá..
Uns anos mais tarde o cançonestista Jorge Ferreira trouxe o tema para o seu reportório, incluido no CD "Meu coração bate por ti".

Letra:

Lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá, Lá lá lá lá lá lá lá lá lá

Num belo autocarro um dia entrei, e eu nele tudo estranhei
Dois empregados bem gentis, como nunca teve a carris
Que carro é este, perguntei, pois, que nunca assim eu viajei
É o autocarro do amor, logo respondeu o revisor

Refrão
Lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá, Lá lá lá lá lá lá lá lá lá

Só entravam nele passageiros, jovens bem bonitos e solteiros
Logo a seguir noutra paragem, entrou uma moça na viagem
Olhando p’ra todos perguntou, que carro é este em que eu vou
É o autocarro do amor, logo respondeu o revisor

Refrão
Lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá, Lá lá lá lá lá lá lá lá lá

Eu por ela então me apaixonei, e o meu amor lhe declarei
Quando a viagem terminou, e ela comigo se casou
Era o autocarro mais feliz, de quantos haviam na carris

Lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá, Lá lá lá lá lá lá lá lá lá

 

(*) Sobre o formato dos discos de vinil [fonte: wikipédia]

Durante o seu apogeu, os discos de vinil foram produzidos sob diferentes formatos:

LP: abreviatura do inglês Long Play (conhecido na indústria como, Twelve inches--- ou, "12 polegadas" (em português) ). Disco com 31 cm de diâmetro que era tocado a 33 1/3 rotações por minuto. A sua capacidade normal era de cerca de 20 minutos por lado. O formato LP era utilizado, usualmente, para a comercialização de álbuns completos. Nota-se a diferença entre as primeiras gerações dos LP que foram gravadas a 78 RPM (rotações por minuto).
EP: abreviatura do inglês Extended Play. Disco com 25 cm de diâmetro (10 polegadas), que era tocado, normalmente, a 45 RPM. A sua capacidade normal era de cerca de 8 minutos por lado. O EP normalmente continha em torno de quatro faixas.
Single ou compacto simples: abreviatura do inglês Single Play (também conhecido como, seven inches---ou, "7 polegadas" (em português) ); ou como compacto simples. Disco com 17 cm de diâmetro, tocado usualmente a 45 RPM (no Brasil, a 33 1/3 RPM). A sua capacidade normal rondava os 4 minutos por lado. O single era geralmente empregado para a difusão das músicas de trabalho de um álbum completo a ser posteriormente lançado .
Máxi: abreviatura do inglês Maxi Single. Disco com 31 cm de diâmetro e que era tocado a 45 RPM. A sua capacidade era de cerca de 12 minutos por lado.

3/06/2014

Century – Lover Why

 

A qualidade da música pop que foi produzida durante toda a década de 80, principalmente da sua primeira metade, é amplamente reconhecida não só pelos apreciadores como pelos críticos. Ainda hoje, não só é recordada com verdadeira nostalgia pelas gerações que a vivenciaram como continua a passar com frequência na rádio, pelo que diríamos que se mantém actual. No caso de Portugal, mas também de muitos outros países, existe até uma estação (M80) cuja essência assenta sobretudo na música dessa década. Também na TV por cabo existem canais onde os vídeo clips da música dos anos 80 são exibidos a toda a hora.

Neste contexto, dos inúmeros temas que aqui poderíamos elencar e recordar, hoje salta-nos à memória uma balada rock, "Lover Why", dos franceses "Century". Esta banda, fundada em Marselha no ano de 1979 foi liderada pelo cantor e compositor Jean Duperron. Dos seus vários trabalhos, não há dúvida que a balada "Lover Why", do álbum "And Soul it Goes", de 1986, foi o mais marcante e aquele que tornou famoso o grupo e por essa altura animava romanticamente todas as pistas de dança, mesmo as festas de anos caseiras e bailaricos organizados pelos jovens de então.

No meu caso pessoal, o primeiro contacto com o “Lover Why” e os “Century” foi precisamente numa festa de aniversário caseira (um colega fazia 20 anos) e a meia-luz, com a bola-de-cristal, em reflexos coloridos, a girar no tecto da garagem, dancei apaixonados “slows” com a então namorada e hoje minha esposa. Por isso, para o bem ou para o mal, há efectivamente temas musicais que marcam uma época ou mesmo uma vida.

Ainda quanto aos “Century”, para além do líder, Jean Duperron (na voz), era formada por Jean-Louis Milford (nas teclas), Éric Traissard e Jean-Dominique Sallaberry  (nas guitarras), Laurent Cokelaere (no baixo), Christian Portes (na bateria). Infelizmente o grupo terminou ainda nos anos 80 (1989), mas “Lover Why” ficou como o seu tema marcante e certamente que assim continuará a ser no futuro.

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[Vídeo clip no Youtube]

- Letra:

A sign of time
I lost my life, forgot to die
Like any man, a frightened guy
I'm keeping memories inside
Of wounded love

But I know
I'm more than sad and more today
I'm eating words too hard to say
A single tear and I'm away
Away and gone

I need you
So far from hell, so far from you
'Cause heaven's hard and black and gray
You're just a someone gone away
You never said goodbye

Why, lover why?
Why do flowers die?
Why, lover why?

Everytime
I hear your voice, you heard my name
You built the fire, I wet the flame
I swim for life, can't take the rain
No turning back

I need you
So far from hell, so far from you
'Cause heaven's hard and black and gray
You're just a someone gone away
You never said goodbye

Why, lover why?
Why do flowers die?
Why, lover why?

Why, lover why?
Why do flowers die?
Why, lover why?

12/26/2013

Timothy - C'est la vie c'est joli


No Verão de 1977, debaixo do seu êxito  “C'est la vie c'est joli”,  chegava a Portugal um jovem naturalizado como belga, chamado Timothy. Não veio actuar mas apenas dar entrevistas e promover junta da imprensa o lançamento do seu próximo disco.
Na altura era anunciado como um concorrente ou rival de outro belga bem parecido que pela mesma altura fazia bater os corações do público feminino, exactamente o Art Sullivan, que até tinha uma música com o mesmo nome e que estivera a actuar em Portugal pela mesma altura.
 
Efectivamente basta ouvir os dois artistas para se perceber que o estilo romântico é muito semelhante. Todavia, não deixa de ser curioso que Timothy, talvez a pensar na comunidade portuguesa por terras francófonas, tenha interpretado alguns temas relacionados a Portugal, incluindo Lisboa e Alentejo. De resto, Timothy apaixonou-se por Portugal e chegou mesmo a viver em Lisboa. Fala fluentemente português e passa por cá longas temporadas várias vezes ao longo do ano.
 
Como muitos dos artistas cantores virados para o público feminino, apesar de alguns discos e alguns sucessos, Timothy passou à história, mas não deixa de ser motivo de nostalgia porque evoca toda uma época. Daí a nossa memória.
 
Como curiosidade, nesse Verão de 77, dominavam os tops de vendas em Portugal, entre outros, os singles “L´Oiseau et L´Enfant”, de Marie Myriam e “Dont´t Cry for me Argentina”, de Julie Convington e os LP´s “Hotel California” dos The Eagles e “Even in the Quietest Moments”, dos Supertramp.

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10/17/2013

I like Chopin

 

Passam hoje 164 anos sobre o falecimento de Frederic Chopin, compositor e pianista polaco (Żelazowa Wola - Polónia, 1 de Março de 1810 — Paris - França, 17 de Outubro de 1849).


Quando se fala de pianistas e compositores virtuosos da história da música o nome de Chopin é logo uma das primeiras referências pelo que apesar da sua curta existência, de 30 anos e alguns meses, tornou-se, com a sua obra, num legado intemporal e cuja importância e influência ainda hoje se fazem sentir nos modernos compositores e pianistas.

 

frederic chopin

5/14/2013

António Mourão - “Oh tempo volta p´ra trás”

 

antonio mourao fadista fado

Das minhas muitas memórias ligadas ao mundo das canções e dos cantores em Portugal, António Mourão surge como um nome incontornável, desde logo, mas não só, pelo inesquecível tema " Oh tempo volta p´ra trás", cujo refrão ainda hoje é facilmente cantarolado até mesmo por malta de gerações mais novas.


António Mourão, é o nome artístico de António Manuel Dias Pequerrucho, nascido no Montijo no ano de 1936, portanto a caminho dos 80 anos. Principiou a sua carreira de fadista no ano de 1964 e o seu grande e emblemático êxito, que atrás referimos, aconteceu em 1965, interpretado durante a revista "E viva o velho" no Teatro Maria Vitória.
Teve uma carreira bastante popular, recheada de temas que se tornaram êxitos nacionais e que andaram de boca-em-boca, como o já falado "Oh tempo volta p´ra trás", mas também "Os Teus Olhos Negros, Negros", "Chiquita Morena", esta particularmente do gosto do meu saudoso pai, "Oh Vida dá-me outra vida", "Fado do Cacilheiro" ou "Varina da Madragoa".
Ainda tenho presente a sua característica voz a saír do velho gira-discos do meu tio quando no princípio dos anos 70 visitava a casa de meus avôs maternos e em pleno terraço da casa montava ali a aparelhagem oferecendo música a todo o lugar, no que então era uma quase novidade.

antonio mourao Chiquita Morena

antonio mourao cuca gaio

antonio mourao fadista nova vaga

antonio mourao fado

antonio mourao mao em mao

antonio mourao o fadista da nova vaga

antonio mourao sou campino

Fonte: Link

Youtube

7/20/2012

Memórias musicais - 1

 

Olhando para as minhas memórias dos anos 60 e 70, deixo abaixo uma lista, de muitas possíveis, de algumas das músicas que hoje à distância temporal considero emblemáticas.


Fosse porque eram demasiado populares e andavam na boca da rapaziada, passando com frequência na rádio e televisão, fosse porque os grupos e os cantores apareciam nas revistas, fosse porque passavam nos altifalantes das festas das aldeias ou nas aparelhagens e gira-discos nos bailaricos, fosse ainda porque estão associadas a momentos mais ou menos marcantes, a verdade é que sabe bem recordar estas preciosidades.

Sem nenhuma ordem de preferência especial, alfabética, cronológica ou de estilo, e não repetindo grupos ou cantores, aqui fica a primeira lista (ligando ao Youtube):

 

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Los Bravos: Black is Black

Francoise Hardy: Tous les garcons et les filles

Procul Harum: A whiter shade of pale

The Monkees: I´m a believer

Giani Morandi: Non son degno di te

Nazareth: Love hurts

Rlling Stones: Angie

Pink Floyd: Shine On You Crazy Diamond

The Beatles: Help

The Archies: Sugar

The Eagles: Hotel Califórnia

Simon & Garfunkel: The Sound of Silence

Beach Boys: Surf in USA

Cat Stevens: Morning has broken

Demis Roussos: Forever and ever

Brotherhood of Man: Save Your Kisses for Me

Abba: Fernando

Creedence Clearwater Revival: Have you ever seen the rain?

Paulo de Carvalho: E depois do adeus

José Cid: Ontem, hoje e amanhã

Sérgio Godinho: Liberdade

Zeca Afonso: Vejam bem

Quarteto 1111: A lenda de el-rei D. Sebastião

Green Windows: No dia em que o rei fez anos

Os Sheiks: Missing You

Duo Ouro Negro: Amanhã

Roberto Carlos: Quero que vá tudo para o inferno

Hermes Aquino: Eu sou nuvem passageira

Art Sullivan: Jenny, Jenny Lady

2/12/2012

Cancioneiro Para a Mocidade

 

Independentemente das questões ideológicas associadas à sua publicação, é um interessante livro e documento, este “Cancioneiro Para a Mocidade”, contendo hinos e marchas associados à Mocidade Portuguesa, mas também belas canções de cariz popular tradicional.

 

cancioneiro mocidade portuguesa 1

cancioneiro mocidade portuguesa 2

cancioneiro mocidade portuguesa 3

cancioneiro mocidade portuguesa 4

Alguns dados técnicos da publicação:

 

AUTOR(ES):    
Ribeiro, Mário de Sampaio, 1898-1966, pref.; Mocito, Bolou, compos. graf.; Antunes, José, 1928-, il.; Portugal. Mocidade Portuguesa, patroc.


PUBLICAÇÃO:    
Lisboa : Serv. de Publicações da M.P., [D.L. 1962]


DESCR. FÍSICA:    
53 p. ; 21 cm


NOTAS:    
Cancioneiro patriótico recolhido para ser usado pela Mocidade Portuguesa
Capa e ilustrações de José Antunes. Notação musical de Bolou Mocito
Não foi publicada a 2a parte em separado. Em 1966 é publicado o Cancioneiro para a mocidade: canto colectivo, contendo duas partes. Em 1973 é publicado novamente com seis partes


CONTÉM:    
1a parte: Hinos e marchas. 53 p.: il. Letras de Henrique Lopes de Mendonça, Mário beirão, Mário de Sampayo Ribeiro, M. Costa Pereira, António Botto, Mons. Moreira das Neves, Otto Falcão, P.e José Correia da Cunha, Henrique Trindade, Tibúrcio Pereira da Silva e Fialho Rico. Músicas de Alfredo Keil, Rui Correia Leite, Manuel Tino, Mário de Sampayo Ribeiro, Jaime Silva (Barcarena) e Euclides Ribeiro


RESUMO:    
«Desde a primeira hora se verificou a necessidade de a Organização Nacional "Mocidade Portuguesa" dispor de Cancioneiro seu [...]. Para tanto se enfeixaram, encabeçadas pelo Hino Nacional e pela Marcha da M.P., doze marchas exortando o amor pátrio, enaltecendo sentimentos nobilitantes ou glosando as próprias actividades» (do prefácio)

 

Fonte: Biblioteca Nacional de Portugal

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