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1/30/2026

Opção - Revista de esquerda a malhar à direita


As referências online à revista semanal "Opção" são escassas e dispersas. Do que foi possível compilar, esta revista teve o seu início em 29 de Abril de 1976, sendo dirigida pelo jornalista Artur Portela (Filho). Terá sido a primeira revista do género criada após o 25 de Abril de 1974.

Surge num momento decisivo da consolidação da democracia em Portugal, num contexto de profundas transformações políticas, sociais e institucionais após a Revolução de Abril. O lançamento da revista ocorre num período marcado por intensos debates sobre o papel da imprensa e a definição dos novos modelos políticos do país.

Assumidamente ideológica, de esquerda da esquerda, a revista era isso mesmo, um espaço de malhar na Direita e suas figuras. Então como agora, procurava-se diabolizar quem tinha a ousadia de ser diferente da Esquerda.

Logo no número primeiro, o director, Artur Portela (Filho), na foto abaixo, em editorial dizia ao que vinha:  "Opção" pretende ser a voz que a Esquerda pode e deve ser - a voz forte da razão, da competência, do futuro. 

Ora quem tinha um posicionamento ou visão diferentes, era invariavelmente malhado em artigos críticos e mordazes.

Por agora, não conseguimos a informação de quando terá terminado nem quantos números foram publicados. Talvez, pelo sectarismo indisfarçado, estivesse mesmo condenada à extinção. Mas não foi a única.







1/14/2026

Os furinhos dos gelados Rajá




Os mais velhos que se recordam da Rajá, associam a marca aos gelados, que se vendiam junto às praias pelos idos de 60 e 70. Esta marca acabou por ser absorvida pela empresa dos gelados Olá (Unilever e Jerónimo Martins) pelo início da década de 1970.

Apesar da associação aos gelados, a Rajá, com fábrica em Monsanto - Lisboa, começou pela produção de chocolates e bombons, drops, rebuçados e caramelos. É desse período (anos 50 e 60) a caixinha de furos (na imagem acima) que nas lojas e mercearias da aldeia determinavam o sorteio da guloseima. Caixas semelhantes e até mais conhecidas e generalizadas, esravam relacionadas aos chocolates Regina.

7/29/2025

F.C. Porto - No tempo dos calções curtos

Equipa do F.C. do Porto. Sem data, mas creio que será da época de 1977/1978, em que foi campeão depois de um longo período sem vencer. Dessa equipa de campeões, nesta formação destacam-se a ausência do goleador Fernando Gomes e do médio Octávio.

6/30/2025

Cenários

 


E andamos nisto há 50 anos. Mudam os actores e até a força das forças,  mas os cenários são mais ou menos os mesmos.

Revista "Opção" - Abril/Maio 1976.

6/20/2025

No tempo em que os jornais eram arte - Francisco Zambujal


"Roubada" por aí, esta é uma das muitas páginas do jornal "A Bola" com equipas do nosso futebol, caricaturadas pela mestria do saudoso Francisco Zambujal.

Neste exemplo, uma capa de 1978, quando decorria o Mundial de Futebol 1978, na Argentina, e depois do F.C. do Porto, treinado pelo carismático José Maria Pedroto, ter conquistado o título de campeão nacional, depois de um "seca" de 18 anos, já que o anterior título havia sido conquistado na época1958-1959, então com Béla Guttmann como seu treinador.

Quanto a Francisco Zambujal foi dos melhores caricaturistas portugueses, de sempre, com enfoque no desporto e futebol. Para além das inúmeras colaborações em jornais, sobretudo no "A Bola", foi autor de várias colecções de cromos de jogadores de futebol, de que tenho todas as colecções, nomeadamente: 

- Colecção de Cromos d'A Bola - Caderneta de cromos - 1978-1979

- Génios da Bola - Caderneta de cromos - 1978/7199

- Arte e futebol - Caderneta de cromos - 1979/1980

- Ídolos de Portugal - Caderneta de cormos - 1980/1981

- Caricaturas e Fotos, Mundial de Futebol Espanha - Caderneta de cromos - 1982

Quanto ao caricaturista, Francisco Manuel Marvão Gordilho Zambujal

nasceu em Moura, 15/03/1935 e faleceu em Faro, 12/04/1990. Estudou e foi professor durante 33 anos na Escola nº 1 de S. Luís, do Agrupamento de Escolas Tomás Cabreira, em Faro. Foi também coordenador da Direção Geral da Educação de Adultos. Um dos mais famosos caricaturistas / cartoonistas de Portugal, colaborou em diversos jornais locais e nacionais e com "a sua entrada em 1963 para a redação de A Bola, transformou-se em caricaturista “profissional”, impondo-se como um ícone do humor desportivo, um cronista da história de três décadas do desporto em Portugal"

[fonte: Wikialgarve]

Quanto à formação da equipa acima caricaturada: Em cima da esquerda para a direita: Murça, Rodolfo, Simões, Gabriel, Freitas e Fonseca. Em baixo, pela mesma ordem: Duda, Seninho, Octávio, Gomes, Ademir e Oliveira.

6/12/2025

A perder gás


Algures numa aldeia portuguesa, a perder gás, como quase todas no interior. Os anos não perdoam, nem mesmo aos elementos publicitários afixados há décadas na fachada granítica de um estabelecimento que vendia de tudo um pouco, desde as botijas de gás butano, a linhas, botões e agulhas até o fazer de posto dos Correios.

Mesmo nos dias de hoje, ainda que de outras marcas e tamanhos, as botijas (garrafas ou bilhas) são uma das principais fontes de abastecimento doméstico de gás. Quando comecei a construir a minha habitação ali por 1994, fui obrigado a apresentar um projecto próprio, e dotá-la com os respectivos ramais interiores, incluindo a caixa para o contador no muro da rua, prevendo-se a "futura" ligação à rede de gás natural. Passaram 30 anos, imagine-se, e a tal previsão foi um ar, ou mesmo um "gás" que se lhe deu, porque embora a rede fosse instalada em alguns locais, nunca chegou, de todo, a todos. O mesmo com as redes de água e saneamento. As empresas, municipais ou concessionárias, só fazem onde lhes dá lucro. Servir lugares ou ruas com duas ou três de casas é má gestão. Mas, permitem estas discriminações mesmo que, como papagueavam o presidente e a escritora há dois dias, somos todos da mesma massa de pureza. Balelas. Continuamos a ser diferentes, em muitas coisas como nos acessos aos serviços, à Justiça, à Educação, etc.

Os nossos políticos foram sempre assim, visionários, a olhar para o futuro, sendo que o políticos passam, o seu futuro sabe-se como é, garantido, bem remunerado, mas o nosso, o do povo, nunca mais chega.

Andamos, pois, a pagar desmandos, a gastar dinheiro em projectos, licenças, tubagens e caixas de contadores para nada. Permanecem por ali, pelo menos, como atestado de incompetência e de desgoverno. 

Lido no sítio da própria marca, "fundada em 1931 por dois engenheiros visionários, a Butagaz foi inicialmente chamada de URG (Uso Racional do Gás). Isso marcou o início do botijão de gás azul de 13 kg, que competia com a lenha e o carvão. Esse impulso foi interrompido pela Segunda Guerra Mundial e pela destruição quase completa do parque industrial em 1945. A década de 1950 marcou o renascimento da URG. Graças à reconstrução do parque industrial e à ampla disponibilidade de botijões de gás, 2 milhões de usuários já estavam convencidos, nessa década, do uso do gás para cozinhar, produzir água quente e aquecer residências.

Em ascensão, a Butagaz lançou o gás em botijões para particulares na década de 1960, atendendo às suas necessidades de aquecimento, água quente e cozinha. Esse sucesso imediato levou à construção de centros industriais e à automação da distribuição para atender a todas as demandas dos franceses. Essa era viu o nascimento de um dos mascotes franceses mais populares: o Urso Azul.

No início da década de 1980, a URG adotou o nome de sua marca principal: BUTAGAZ. Para ampliar sua oferta, a Butagaz modernizou sua distribuição, entrou no mercado de supermercados em 1985 e lançou sua primeira campanha publicitária na televisão em 1986.

Uma nova era começa para a Butagaz.


6/02/2025

Canada Dry - Beba...como ela


A Canada Dry é uma marca de refrigerantes com uma história rica que remonta ao início do século XX, conhecida principalmente pela sua Ginger Ale (refrigerante de gengibre).

Origens e Inovação

A história da Canada Dry começa em 1890 com John J. McLaughlin, um farmacêutico e químico canadense que abriu uma fábrica de água carbonatada em Toronto. Em 1904, McLaughlin aperfeiçoou a fórmula da Canada Dry Pale Ginger Ale, uma versão mais leve e menos doce do que as outras ginger ales da época. O termo "Dry" no nome da marca refere-se justamente a essa característica menos açucarada, similar à classificação de um vinho "seco".

Popularidade e Expansão

A Canada Dry Ginger Ale começou a ganhar popularidade e, em 1919, McLaughlin expandiu a sua operação para Nova Iorque devido à crescente demanda. Após a sua morte em 1914, o negócio foi vendido em 1923, formando a Canada Dry Ginger Ale, Inc.

A sua popularidade disparou durante a Lei Seca nos Estados Unidos, pois o sabor marcante da ginger ale ajudava a mascarar o gosto das bebidas alcoólicas caseiras. Era frequentemente chamada de "champanhe dos refrigerantes" e comercializada para um público mais refinado. Nos anos 1930, a Canada Dry expandiu-se globalmente, chegando a cerca de 30 países.

Evolução e Propriedade

Ao longo dos anos, a marca passou por várias mudanças de propriedade. A Canada Dry foi adquirida pela Dr Pepper em 1982, e depois vendida para a unidade Del Monte Foods da R.J. Reynolds em 1984. Em 1986, a R.J. Reynolds Nabisco vendeu o seu negócio de refrigerantes para a Cadbury Schweppes. Hoje, a Canada Dry pertence à Keurig Dr Pepper, que foi desmembrada da Cadbury Schweppes em 2008.

O logotipo da marca, que historicamente incluiu um mapa do Canadá com uma coroa real (adicionada em 1907), também evoluiu ao longo do tempo, com remodelações em 1975, 2000 e 2010 para modernizar o seu visual.

A Canada Dry continua a ser uma marca de refrigerantes reconhecida mundialmente, oferecendo uma variedade de sabores, embora a Ginger Ale permaneça o seu produto mais icónico e apreciado.

4/09/2025

Abel Manta - Povo, MFA

Cartaz de João Abel Manta - 1975

João Abel Carneiro de Moura Abrantes Manta, nasceu em Lisboa a 29 de Janeiro de 1928, sendo um reconhecido arquitecto, pintor, ilustrador, cartoonista e caricaturista português. É filho dos também pintores Abel Manta e Maria Clementina Carneiro de Moura Manta

Com uma produção artística diversificada, destacou-se principalmente na arquitectura, no desenho e na pintura, consolidando a sua presença no cenário cultural português desde o final dos anos 1940. Inicialmente dedicado à arquitectura, foi gradualmente direccionando o seu percurso para as artes visuais, tornando-se um dos mais importantes cartoonistas das décadas de 1960 e 1970.

Nos anos que antecederam e sucederam a Revolução de 25 de Abril de 1974, Abel Manta publicou, em jornais de grande circulação, trabalhos marcantes que retratavam o contexto político e social português durante esse período de transição — desde o fim da ditadura até à instauração da democracia. Foram populares, e já icônicos, os cartazes em que associava o povo ao MFA - Movimento das Forças Armadas. As suas caricaturas e desenhos satíricos são considerados documentos visuais importantes da história contemporânea portuguesa

Na década de 1980, voltou a reorientar a sua carreira, dedicando-se sobretudo à pintura, onde continuou a demonstrar o seu talento e versatilidade artística.

É ainda vivo, a caminho do centenário.

3/12/2025

Cromos MAY - Chewing Gum


Reproduzo o habitual reverso dos cromos MAY, tão populares que foram pelas décadas de 60/70, e ainda hoje são cobiçados, vendendo-se a preços como se de ouro ou prata revestidos.

Pudesse recuar no tempo e tinha guardado as centenas deles que coleccionei. Não obstante, alguns resistiram às vicissitudes do tempo, pelo que ainda tenho um bom lote deles. 

3/06/2025

Movimento Democrático Português / Comissão Democrática Eleitoral (MDP/CDE)

 

O Movimento Democrático Português / Comissão Democrática Eleitoral (MDP/CDE) foi uma das principais organizações políticas da Oposição Democrática ao regime do Estado Novo em Portugal, antes do 25 de Abril de 1974. Fundado em 1969, atuava por meio de comissões democráticas eleitorais, visando a participação nas eleições legislativas.

Em 1973, esteve presente no Congresso Democrático de Aveiro , um marco na luta contra a ditadura.

Após a Revolução de Abril, transformou-se em partido político, integrando todos os Governos Provisórios , à exceção do VI. Concorreu isoladamente à Assembleia Constituinte de 1975 e, a partir de 1976, coligou-se com o PCP na Aliança Povo Unido (APU) .

A rutura com o PCP , em 1986, levou o MDP a afastar-se da Coligação Democrática Unitária (CDU) , apresentando listas próprias nas eleições de 1987. Nesse contexto, alguns militantes dissidentes fundaram a Intervenção Democrática (ID) , que até hoje integra a CDU, juntamente com o PCP e o Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) .

Em 1994, o MDP fundiu-se com o grupo responsável pela revista Manifesto , dando origem ao movimento Política XXI , uma das correntes fundadoras do Bloco de Esquerda .

Algumas das figuras ligadas ao partido:

José Manuel Tengarrinha

Francisco Pereira de Moura

Custódio Maldonado de Freitas

Luís Catarino

António Mota Redol

Vítor Dias

Manuel Pereira, (Guarda, 1917 — Lisboa, 2002) foi um destacado poeta, compositor e sindicalista português, responsável pela implementação e dinamização do partido em Lisboa, principalmente, na Amadora

Helena Cidade Moura

António Vitorino de Almeida encabeçou a lista do MDP/CDE às eleições europeias de 1989.


[fonte:Wikipedia]


Cá pela terra, por esses primeiros anos de liberdades foi o partido que mais  pintou: estradas, muros, fachadas, etc. Apesar disso, um pouco como no panorama nacional, nunca passou da insignificância eleitoral, o que mostra que nem sempre quem mais dá nas vistas ou mais alto fala é que é visto e ouvido.

3/03/2025

The Point Sisters


The Pointer Sisters é um grupo vocal feminino norte-americano, proveniente de Oakland, que se destacou nas décadas de 1970 e 1980. Com um repertório diversificado, exploraram géneros como R&B, dance-pop, jazz, rock, bebop e disco. Ao longo da carreira, conquistaram três prémios Grammy e, em 1994, foram homenageadas com uma estrela no Passeio da Fama de Hollywood. Entre 1973 e 1985, conseguiram colocar 13 temas entre os 20 primeiros da tabela Billboard Hot 100.

O grupo teve início em 1969, quando as irmãs June e Bonnie Pointer começaram a actuar em clubes nocturnos sob o nome "Pointers Au Pair". Mais tarde, com a entrada da irmã Anita, tornaram-se um trio. No entanto, o contrato com a Atlantic Records não trouxe o êxito esperado. Em Dezembro de 1972, a formação cresceu para quarteto com a chegada de Ruth. Ao assinarem com a Blue Thumb Records, lançaram o seu primeiro álbum e alcançaram finalmente o reconhecimento, vencendo um Grammy em 1975 com "Fairytale" na categoria de Melhor Performance Vocal Country. Em 1977, Bonnie decidiu deixar o grupo para seguir carreira a solo, obtendo um sucesso moderado. Durante a década de 1980, o trio composto por June, Ruth e Anita alcançou o seu auge comercial, conquistando mais dois Grammys em 1984 com os êxitos "Automatic" e "Jump (For My Love)".

June, a mais nova das irmãs, enfrentou problemas de toxicodependência durante anos, afastando-se do grupo em Abril de 2004. Infelizmente, faleceu vítima de cancro em Abril de 2006, aos 52 anos. Foi então substituída pela filha de Ruth, Issa Pointer. Em 2005, a nova formação obteve grande êxito na Bélgica ao alcançar o segundo lugar das tabelas com uma versão de "Sisters Are Doin' It for Themselves", em parceria com a cantora belga Natalia. Entre 2009 e 2015, a formação incluiu Anita, Ruth, Issa e a neta de Ruth, Sadako Pointer. Apesar de serem quatro membros, normalmente actuavam como trio, alternando os elementos conforme necessário. Em 2015, devido a problemas de saúde, Anita retirou-se, deixando Ruth como a única integrante original ainda no grupo.

Em Dezembro de 2016, a revista Billboard classificou-as como o 80.º artista de música de dança mais bem-sucedido de sempre. No ano seguinte, a mesma publicação colocou-as no 93.º lugar entre os artistas mais bem-sucedidos da história da Billboard Hot 100 e em 32.º lugar entre as artistas femininas. Durante a sua trajectória, The Pointer Sisters venderam mais de 40 milhões de discos em todo o mundo.

2/28/2025

António Ramalho Eanes


António dos Santos Ramalho Eanes nasceu a 25 de Janeiro de 1935, em Alcains, Castelo Branco. Oriundo de uma família modesta, ingressou na carreira militar em 1952, frequentando a Escola do Exército. Participou activamente na Guerra Colonial Portuguesa, servindo em Angola e Moçambique.

Destacou-se nos acontecimentos que se seguiram ao golpe de Estado de 25 de Abril de 1974, especialmente na estabilização da nossa democracia. Durante o Verão Quente de 1975, Portugal viveu uma forte disputa entre sectores da esquerda revolucionária e defensores de uma democracia pluralista, num contexto marcado por nacionalizações, ocupações de terras e instabilidade política. 

A 25 de Novembro de 1975, Ramalho Eanes comandou as forças militares que neutralizaram uma tentativa de golpe de Estado promovida por sectores mais radicais do MFA (Movimento das Forças Armadas). A sua actuação foi decisiva para a transição para um regime democrático multipartidário, garantindo que Portugal não seguisse o modelo dos regimes socialistas do Leste Europeu. Tratava-se de passar de uma ditadura de Direita para uma de Esquerda. Ramalho Eanes, Mários Soares e tantos outros impediram esse caminho e cubanização do país.

Consolidada a democracia, foi eleito Presidente da República a 27 de junho de 1976, tornando-se o 16.º presidente e o primeiro democraticamente eleito após a Revolução dos Cravos. Foi reeleito em 1980, exercendo o cargo até 9 de março de 1986. Durante os seus mandatos, empenhou-se na consolidação das instituições democráticas e na promoção da estabilidade política do país.

Após a presidência, envolveu-se na vida política como líder do Partido Renovador Democrático (PRD) entre 1986 e 1987. Em 2000, recusou a promoção honorífica a Marechal por razões ético-políticas. Em 2006, obteve o doutoramento com a tese "Sociedade Civil e Poder Político em Portugal".

Actualmente, continua a contribuir para a sociedade portuguesa, sendo membro do Conselho de Estado e presidente do Conselho de Curadores do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa. É casado com Manuela Ramalho Eanes desde 1970, com quem tem dois filhos, Manuel António e Miguel.

A sua trajectória, com elevados valores morais e homem de princípios, reflecte um compromisso inabalável com a democracia e o desenvolvimento de Portugal. Faz e continuará afazer parte da galeria de homens notáveis que estiveram ao serviço da nação.

1/14/2025

Banco Pinto & Sotto Mayor - 1979


Publicidade de 1979.. Já falei, aqui, deste Banco Pinto & Sotto Mayor.

Por esses tempos, porventura, os bancos eram instituições mais ou menos sérias, com gente dentro, em quem se podia confiar. Hoje em dia é o que se sabe: seriedade pouca, gente cada vez menos e máquinas a substituir as pessoas. Não surpreende, por isso, que mesmo um banco público como a Caixa Geral de Depósitos, mesmo a dar lucros, esteja em debandada de zonas do interior do país, deixando aquela pessoas, muitas com baixa aptidão na utilização de sistemas de operações automáticas, entregues a elas próprias. Avança-se numa sociedade de números e as pessoas são apenas a massa amorfa necessária a moldar os lucros. O resto, incluindo termos para adormecer burros, como coesão social e territorial, é apenas conversa de políticos e governantes a valer menos que bosta. Esta, ao menos, dá para engordar couves e tomates.

1/02/2025

Nani - O primeiro amigo do seu bébé

 

Cartaz publicitário aos produtos para bébé "Nani" - Ano de 1979 - in Crónica Feminina.

Por mais que tenha pesquisado, nada encontrei sobre esta marca que publicitava toda uma linha de produtos para o bébé, desde o biberão até ao mobiliário passando pelas roupas e brinquedos. Certamente que era uma ideia de negócio interessante, integrada, mas, como muitas outras, terá ficado pelo caminho, quiçá, dividida ou absorvida por outra empresa. Fica o mistério em suspenso até que possa reunir informação adicional.

11/05/2024

Super Cola 3 - Loctite

 


Cartaz da Super Cola-3 da Loctite - Presumivelmente da década de 1970.

A esta cola muito específica ficou sempre a ideia de que colava realmente tudo, daí que vulgarmente nos referimos a ela como "a cola tudo". Apesar de assim ser, na realidade nem sempre colava tudo, pelo menos com a eficiência com que colava os dedos se por falta de cuidado com eles havia contacto. Naturalmente que ao longo dos tempos o produto foi sendo aperfeiçoado em hoje em dia é comercializado em diversas versões e direcccionado para diferentes finalidades. Em todo o caso, para além da eficiência, ou não, é um produto e uma marca que fazem parte da nossa memória colectiva.

A super cola foi inventada em 1942 pelo Dr. Harry Coover. Ele fazia parte de uma equipa de investigação em tempo de guerra que desenvolvia plásticos transparentes para utilização em miras de precisão para armas. Descobriram involuntariamente um composto químico de extraordinária aderência, mas inicialmente não viram qualquer utilização para o mesmo na sua investigação.

Só mais tarde é que Coover viu o potencial dos cianoacrilatos como cola, e foi produzido para venda comercial em 1958 pela LOCTITE. Tornou-se rapidamente muito popular como um adesivo doméstico útil e versátil.

Durante mais de 50 anos a Loctite destacou-secomo líder global em soluções adesivas fiáveis. O portfólio de produtos de última geração está disponível em mais de 80 países em todo o mundo e distingue-se pela sua excecional rapidez, resistência, durabilidade e facilidade de utilização.

Os consumidores de todo o mundo confiam em Loctite para soluções rápidas, fortes e duradouras nos seus trabalhos de colagem. O compromisso contínuo com a investigação junto dos consumidores e com as tecnologias inovadoras continua a fazer da marca de adesivos a líder mundial no segmento.

O fabricante alemão Henkel adquiriu a Loctite Corporation em 1997.

[fonte: Loctite]

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