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9/16/2015

Bonanza – Mapa de Ponderosa

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Gosto de mapas geográficos, reais ou imaginários e sobretudo os mais antigos.
Um dos mapas mundialmente conhecido é o do rancho de Ponderosa, no estado norte-americano do Nevada, uma vasta propriedade rural pertencente à família Cartwright, imaginário palco e cenário de "Bonanza", uma popular série de televisão, de temática western, produzida pela NBC entre os anos de 1959 e 1973 e que em Portugal passou na RTP, ainda a "preto-e-branco" nos anos 60 e 70 e que, normalmente ao sábado à tarde,  prendia a atenção e o fascínio da rapaziada de então.

O mapa de Ponderosa foi elaborado a partir de uma zona geográfica real, situada no estado do Nevada, incluindo elementos como os Lagos Tahoe e Washoe e as cidades de Virginia City, Carson City e Reno. Todavia tem algo de imaginário porque apresenta várias imprecisões relativamente à orientação e à escala. De facto o mapa não está orientado a norte porque, justificou o autor, para um melhor enquadramento. Esta imprecisão seria resolvida com a introdução da rosa dos ventos indicando o norte mas o mapa não tinha, obviamente, que ser rigoroso.

Alguém procurou sobrepor o mapa da série ao mapa real e seguindo a configuração geométrica e a sua relação com o Lago Tahoe, concluiu que o rancho Ponderosa teria uma área aproximada a 220 km2. Por outro lado a distância da cidade de Virginia City, que os Cartwright visitavam com frequência, ao limite mais próximo do rancho, em linha recta, seria à volta de 20 km (40 ida e volta) o que, mesmo a cavalo, seria pouco provável ser visitada com a frequência e sobretudo com a rapidez com o que na série se fazia supor.

O mapa aparecia no genérico de abertura da série, a consumir-se em chama, para no plano de fundo aparecer a cavalo o grupo dos heróis da série.
O mapa foi desenhado pelo artista Robert Temple Ayres o qual faleceu em 2012 com 98 anos de idade. O mapa actualmente pertence a uma instituição (Autry National Center, em Los Angels)  ligada ao seu autor, tendo sido doado pelo criador e produtor da série, David Dortort, falecido em 2010.

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- o autor ao lado do mapa

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- os Cartwright

10/18/2009

Nestogeno - Nestlé

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A imagem de cima corresponde a um cartaz publicitário publicado em 1966. Refere-se ao produto Nestogeno, da conhecida Nestlé. Na actualidade o Nestogeno continua a vender-se e tal como nos anos 60 destina-se à alimentação dos bebés nos primeiros meses de vida.
É verdade que o nome do produto é um pouco esquisito e, convenhamos, pouco comercial, mas como está agarrado à marca Nestlé e ao seu prestígio, continua a vender-se bem. As 3 imagens de baixo referem-se ao produto em algumas das variedades actuais.

Hoje em dia a alimentação para bebés dispõe de uma enorme variedade de produtos mais ou menos sofisticados, embalados e pré-prontos. Noutros tempos, mormente nos anos 60 e 70, a regra eram os produtos naturais, preparados na hora, como as papas de farinha e fruta. É claro que já nessa altura tinham muita popularidade os produtos como a Maizena e Cerelac, mas não estavam ao alcance de todas as carteiras.

4/14/2008

Dois anos de férias - A Ilha Chairman

 

 ilha chairman

Do sítio: Júlio Verne em Portugal

No iate «Sloughi» tinham embarcado catorze rapazes com idades compreendidas entre os oito e os catorze anos, todos eles alunos de um colégio da Nova Zelândia.

Aconteceu, porém, que o iate quebrou misteriosamente as amarras na altura em que toda a tripulação se encontrava em terra, exceptuando um grumete. Lançado, assim, no mar sem a presença de qualquer adulto, o «Sloughi» será precipitado por uma violenta tempestade para uma ilha deserta nas proximidades da América do Sul.

Começam, então, as longas «férias» involuntárias, durante as quais os jovens caçam, pescam, inventam armadilhas, domesticam animais, cultivam a terra, enfrentam rivalidades provocadas pelo antagonismo nascido das diferenças de caracteres e de raças.

No decurso do segundo ano desembarcam na ilha outros náufragos: bandidos temíveis condenados a pesadas penas que, deste modo, evitam cumprir. Trava-se então uma luta implacável entre jovens que apenas possuem inteligência e coragem e homens que não conhecem fé nem lei...

Volvido um quarto de século, estou a reler "Dois anos de férias", um dos famosos livros de aventuras do escritor francês Julio Verne. Estou a fazê-lo com o mesmo entusiasmo da primeira vez, até porque, para além da sinopse, já tinha esquecido grande parte da história, que recordo também da série de TV, que entre nós, creio, passou em meados dos anos 70.

Uma das coisas que me apraz na leitura desta aventura é a existência do mapa da ilha (baptizada pelos naufragos de Ilha Chairman), desenhado por um antigo residente, possivelmente, tal como o grupo de jovens, também ele um náufrago.

Neste sentido, é espantoso como o relacionamento da história em todos os aspectos geográficos, sai sobremaneira enriquecido com o conhecimento do tal mapa, pelo que a compreensão da história é assim melhor assimilada.

Neste aspecto Júlio Verne foi exemplar, pois os mapas estão presentes em quase todas as suas grandes aventuras, funcionando assim como um auxiliar de leitura e até uma espécie de interactividade narrativa.

Em suma, é como se o leitor estivesse ali presente em cada um dos locais da acção.

Há aventuras que sabe bem reviver.

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